10 tendências que irão remodelar a indústria da música

O Streaming vai “engolir” o rádio? Busca por outro formato? Ajustes nos valores de assinatura? Veja dez tendências do Music Business a partir do “Global Music Report 2019” da IFPI.

O Music Industry Blog, de Mark Mulligan, trouxe uma análise revelando dez tendências do Music Business a partir do “Global Music Report 2019” – relatório sobre o mercado da música no ano passado, elaborado pela Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI, sigla em ingles).

  1. O Streaming vai “engolir” o rádio: para Mullingan, o público mais jovem está deixando de ouvir rádio e migrando para o streaming: “Apenas 39% das pessoas de 16 a 19 anos ouvem rádio de música, enquanto 56% usam o YouTube para música”, informou o blog. Os podcasts também estão cada vez se tornando mais populares e são uma grande aposta entre as tendências.
  2. Ajustes nos valores de assinatura: Assim como a Netflix conseguiu ajustar os valores de seus planos de assinaturas conforme a inflação oferecendo conteúdos exclusivos, os serviços de streaming devem descobrir uma maneira que agrade os usuários e estabeleça um equilíbrio com a inflação.
  3. Pressão de catálogo: Mulligan contou que está havendo uma mudança nos valores de catálogo. Uma vez que “na era do streaming, as Spice Girls valem mais do que os Beatles“, uma nova abordagem de longo prazo é necessária para a avaliação de catálogos.
  4. Labels as a service (LAAS): Com a ajuda de serviços como Amuse, Splice, Instrumental e CDBaby, artistas estão se tornando cada vez mais independentes criando uma demanda de novos serviços. “Um próximo passo é um terceiro parceiro agregar uma seleção desses serviços em uma única plataforma (uma abertura para o Spotify?)”. O selos precisam estar à frente dessa tendência, comunicando melhor as habilidades técnicas com os recursos que eles trazem para a equação, por exemplo, pessoal dedicado, mentoring e suporte de artista e repertório (A+R).
  5. Interrupção da cadeia de valor: o LAAS é apenas uma das tendências de interrupção da cadeia de valor. Com várias partes tentando expandir suas funções, desde serviços de streaming assinando artistas até selos lançando serviços de streaming, “as coisas só vão ficar mais confusas, com praticamente todo mundo se tornando um inimigo do outro”, afirmou o blog.
  6. Música como agrupamento tecnológico: a música vai se tornar apenas uma parte das ofertas de conteúdo das grandes empresas de tecnologia, como Apple e Amazon, tendo que lutar por sua supremacia, especialmente no mundo ultra-competitivo da economia da atenção.
  7. Cultura global: A música latina está sendo impulsionada com a ajuda de serviços de streaming como o Youtube. O que pode parecer uma tendência global, pode ser na verdade o reflexo do tamanho de uma base de fãs regional. “A velha indústria da música de artistas que falavam inglês como superstars globais”, afirmou Mulligan. Por exemplo: a ascensão de rappers indígenas na Alemanha, França e Holanda ilustra que o streaming permite que movimentos culturais locais roubem o sucesso de artistas globais.
  8. Criatividade pós-álbum: Há meia década, a maioria dos novos artistas ainda queriam fazer álbuns. Entretanto, agora o interesse está voltado no lançamento constante de músicas com o intuito de manter suas bases de fãs engajadas. O álbum ainda é importante para artistas consagrados, mas diminuirá com as próximas geração de músicos.
  9. Economia pós-álbum: as gravadoras deverão descobrir uma nova maneira de como gerar margem com uma receita mais fragmentada, apesar de ter que investir quantias semelhantes em marketing e construir perfis de artistas.
  10. A busca por outro formato: em 1999, o negócio da música gravada estava em expansão, com um formato de sucesso estabelecido sem um sucessor. Agora, parece que o streaming está na mesma posição. Apesar da China, não há muitas mudanças em termos de experiência com a música digital na última década: “Uma direção potencial é a música social”, já que o “streaming monetizou o consumo, agora precisamos monetizar o fandom”, afirmou o Music Industry Blog.

Foto: Midia Research

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Pró-Música esclarece o crescimento do mercado fonográfico brasileiro acima da média mundial.

Matéria de O Globo

Em entrevista para O Globo, o presidente da Pró-Música Paulo Rosa esclareceu alguns pontos do relatório da IFPI sobre o mercado fonográfico em 2018. Para ele, o Brasil está longe de alcançar a maturidade de crescimento de mercado.

Na terça-feira (02/4) a IFPI (sigla em ingles) – Federação Internacional da Indústria Fonográfica – e a Pro-Música – entidade que reúne as maiores gravadoras brasileiras – publicaram seus relatórios sobre os dados da indústria da música em2018.

O Brasil apresentou crescimento de 14,4% no mercado musical, acima da média de outros países de 9,7%. De acordo com O Globo, o bom desempenho foi impulsionado pelos serviços de streaming como Spotify e Youtube, que cresceram 46% em relação a 2017 e registraram um aumento de 34% no mundo.

No total, o faturamento da indústria fonográfica foi de US$19,1 bilhões, sendo o mercado correspondendo a US$298,8 milhões desse montante.

Em entrevista para o portal O Globo, Paulo Rosa, presidente da Pró-Musica, esclareceu alguns pontos do relatório.

Com relação as razões que influenciaram o crescimento do mercado fonográfico no Brasil, Rosa explicou que o mercado digital demorou a chegar no país, e por isso, o Brasil está registrando um crescimento já apresentado em outros mercados há anos. Um movimento que deve continuar, já que a população brasileira é de 209 milhões de pessoas e 128 milhões estão conectadas. Para ele, o país está longe de alcançar a maturidade de crescimento de mercado, já que é estimado que apenas 10 milhões de pessoas assinam os serviços de streaming de música.

Enquanto o mercado físico (CDs e DVDs) caiu 10% no mundo, houve crescimento significativo em países como Japão (2,3%), Coreia do Sul (28,8%) e Índia (21,2%). Rosa explicou o movimento:

“A Índia é difícil de explicar, porque é um mercado muito novo para a indústria ocidental. Já Coreia e Japão combinam características culturais e a existência de uma rede de varejo que atenda a essa demanda, lojas que não existem mais dessa forma e nesse volume em outros países. Com isso, eles acabam tendo uma presença do físico até maior do que países onde o tamanho desse setor ainda é considerável, como Estados Unidos e Inglaterra, mas o percentual digital é bem maior. O mercado físico no Japão é de 71%, por exemplo. A Alemanha teve esse percentual há dois anos, mas agora está com 35% — o país passa agora pelo processo de transição do físico para o digital, um momento que o Brasil atravessou há 5, 6 anos.”, explicou o presidente da Pró-Musica.

 

 

 

Foto: ED JONES / AFP

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IFPI Global Music Report: Os números da música em 2018

O tão esperado relatório “Global Music” da IFPI – Federação Internacional da Indústria Fonográfica foi publicado. Em 2018, as receitas de música no mundo foram de US$19,1 bilhões, com crescimento de 34% nas receitas de streaming e America Latina, especialmente o Brasil, apresentando maior crescimento regional pelo quarto ano consecutivo.

Foi publicado hoje (02/4), o novo relatório “Global Music” da IFPI – Federação Internacional da Indústria Fonográfica – sobre os números da música em 2018. De acordo com o relatório, o mercado global de música gravada cresceu 9,7%, o quarto ano de crescimento consecutivo. As receitas chegaram ao total de US$19,1 bilhões.

A receita de streaming cresceu 34% e foi responsável por quase metade (47%) da receita global, impulsionada por um aumento de 32,9% de assinaturas pagas. Foram registrados 255 milhões de usuários pagos nos serviços de streaming, representando 37% do total de receita de música gravada. No entanto, houve queda de 10,1% na receita de formatos físicos e um declínio de 21,2% na receita de downloads.

Pelo quarto ano consecutivo, a América Latina foi a região que mais cresceu (+16,8%), com destaque de crescimento para o Brasil (+15,4%) e o México (+14,7%). A região da Ásia e Australásia (+11,7%) cresceu e se tornou a segunda maior região de receita física e digital combinada, especialmente na Coréia do Sul (+17,9%).

O presidente-executivo da IFPI, Frances Moore,  comentou o resultado:  “As gravadoras continuam investindo em artistas, pessoas e inovação, tanto em mercados estabelecidos quanto em regiões em desenvolvimento, que estão cada vez mais se beneficiando de fazer parte do panorama global da música atual”.

“À medida que os mercados de música continuam a se desenvolver e evoluir, é imperativo que a infra-estrutura legal e comercial apropriada esteja presente para garantir que a música seja valorizada e que as receitas sejam devolvidas aos detentores dos direitos para apoiar o próximo ciclo de desenvolvimento”, afirmou Moore.

Moore também comentou sobre a importância do reconhecimento dos direitos autorais na música: “Continuamos a trabalhar pelo respeito e reconhecimento dos direitos autorais de música em todo o mundo e pela resolução da lacuna de valor [value gap], estabelecendo condições equitativas para negociar um acordo justo para quem cria música. Acima de tudo, estamos trabalhando para garantir que a música continue sua emocionante jornada global.”

Principais números de 2018:

– Crescimento de receita global: + 9,7%

– Receita de streaming é de 46,8% do total global

– Crescimento nas receitas de streaming pago: + 32,9%

– Receitas físicas: -10,1%

– Receita de download: -21,2%

 

Foto: MaxPixel

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RIAA: Streaming gera 93% das receitas de música latina

Matéria de Billboard

Em novo relatório da RIAA, Recording Industry Association of America, o streaming agora representa 93% da receita total de música latina nos EUA.

Em novo relatório da RIAA, da Recording Industry Association of America, o streaming agora representa 93% da receita total de música latina nos EUA.

Segundo o novo relatório, as receitas de música latina nos Estados Unidos cresceram 18% em 2018, representando US$413 milhões. É o segundo ano consecutivo de crescimento de dois dígitos no mercado latino-americano de música.

No relatório, a RIAA informa que está havendo uma transformação da música latina impulsionada pelo streaming. As assinaturas latinas nos EUA representam 58% do total.

As assinaturas pagas para serviços como a Apple Music e Spotify Premium cresceram 48% ano a ano (US$239 milhões). As receitas de serviços suportados por anúncios sob demanda (YouTube, Vevo ) cresceram 34% (US$91 milhões).

O relatório informou que artistas como J Balvin, Daddy Yankee, Karol G e Ozuna estão contribuindo para o crescimento digital da música latina.

A música latina agora representa 4,2% do total de US$9,8 bilhões nos negócios de música dos EUA. Vale lembrar que a RIAA adicionou estimativas de gravadoras e distribuídas latinas indies.

As vendas de downloads digitais caíram 23% (US$20 milhões). A receitas de formatos físicos totalizaram US$6 milhões, uma queda de 63% em relação a 2017. Combinadas, elas representavam apenas 6% das receitas de música latina dos EUA, seu nível mais baixo até hoje.

“No geral, o mercado de música latina está mostrando sinais de força novamente”, concluiu o relatório”.

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Representatividade feminina na música brasileira: Apenas nove mulheres estão na lista dos cem maiores arrecadadores de direitos autorais

Matéria de O Globo

O número da representatividade feminina no mundo da música continua baixo. Em novo relatório, UBC afirma que do total arrecadado em direitos autorais, 91% são destinados a homens.

A UBC publicou o segundo relatório do projeto “Por elas que fazem a música”, sobre a representatividade feminina na música, fazendo um mapeamento das diferenças entre os gêneros na indústria.

O número da representatividade feminina na música brasileira continua baixo. Segundo  o relatório, em 2018, entre os 100 maiores arrecadadores da associação, apenas 9 são mulheres. Do total arrecadado em direitos autorais, 91% são destinados a homens.

Com relação ao número de associados da UBC, apenas 14%  são mulheres. Se forem avaliados os membros ativos nos últimos três anos, esse número cai para 13%. Mesmo assim, o número  de associadas cresceu de 13% para 15%, em 2018.

No quesito rendimentos como intérpretes o número de mulheres representa 25,1%, enquanto homens 13,5%. Como compositores, ambos os sexos faturam mais: 76,5% para homens e 65,3% para mulheres.

Elisa Eisenlohr , coordenadora de comunicação da UBC, disse ao Globo que os dados revelados são um reflexo de um contexto social ainda maior. Ela afirmou que a pesquisa deve continuar sendo realizada anualmente.

“Estamos fazendo nossa parte ao incitar esta discussão, embora não possamos escolher o que toca nas rádios”, disse a coordenadora.

O Globo destacou que a representatividade feminina na música tem sido bastante discutida do mundo inteiro. Tanto que durante a ultima cerimônia  do Grammy foi marcada por protestos contra o “abuso, o assédio e a subestimação da capacidade das mulheres”.

“Se você tem uma filha mulher, não force balé, nem nada supostamente mais feminino. Aprender um instrumento é algo maravilhoso, mesmo que você queira ser advogada no futuro. Música é pra todxs, e isso é fundamental. Tive aula de música no colégio e isso mudou tudo. Depois estudei piano, e mais tarde violão. Houve estímulos dos meus pais para isso, e sou muito grata. Vejo uma nova cena de compositoras e instrumentistas, e fico muito feliz”, contou a cantora e compositora Letrux ao portal, afirmando que o percentual de arrecadação das mulheres pode aumentar.

 

Foto: Arte da Lari Arantes/O Globo

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Estudo analisa a duração do sucesso de artistas brasileiros

Matéria de G1

Cada vez mais novas ferramentas surgem para contribuir na promoção de música de artistas. Entretanto, é impossível criar estratégias de marketing sem mensurar o desempenho de audiência. Sabendo disso, uma empresa de monitoramento e inteligência musical analisou o desempenho de audiência de alguns artistas como MC Loma, Pabllo Vittar e Gilberto Gil e indicou alguns índices que podem auxiliar nas estratégias de promoção de artistas.

De acordo com um estudo realizado pela empresa de monitoramento e inteligência musical, Playax, divulgado pelo portal G1, há vários modelos de sucesso a serem adotados para avaliar a audiência de um artista. É preciso observar as “subidas fugazes”, “contínuas”, “irregulares”, “carreiras estáveis” e “em queda”.

“Foram consideradas execuções de todas as músicas dos artistas no Spotify, no YouTube e em rádios ao longo de 2018. A empresa também criou um índice consolidado, que faz uma média da evolução das execuções nos três meios (IAM – índice de audiência musical)”, informou o G1 sobre a coleta de dados usada no estudo que está na integra no portal.

MC Loma  – Modelo ‘ascensão e queda’: os gráficos indicaram que apesar do grande sucesso no Carnaval, outros lançamentos não tiveram o mesmo impacto.

“Outros lançamentos da artista até o momento não foram capazes de sustentar sua carreira. Se a meta é estar nas primeiras posições do ranking, um hit é essencial, mas sem uma estratégia de sustentação o artista pode morrer na praia”. diz o relatório da Playax.

Vale lembrar que a cantora teve problemas com seus empresários e com a Vara da Infância, o que pode ter impactado em sua carreira e audiência. Entretanto, a cantora ainda possui muitos seguidores nas redes sociais, o que contribui para que seu sucesso não termine.

Ferrugem – Modelo ‘crescimento contínuo’: este modelo parece ser bem aproveitado pelo pagodeiro Ferrugem. Os gráficos indicaram crescimento constante, porém quedas nas execuções ao longo de 2018.

“Planejamento de carreira, investimento em marketing, execução maciça em rádio, participação em programas de TV e parcerias com artistas populares são alguns dos estímulos que impulsionaram o artista”, informou o relatório. “A tendência para 2019 ainda é de crescimento”, indicou a Playax para o artista.

Mano Walter – Modelo ‘escada’: Neste modelo o artista realiza um lançamentos e faz ações para divulgar seu trabalho durante um maior período de tempo.

“Diferente do crescimento contínuo, neste modelo vemos períodos de consolidação seguidos de picos de audiência e o retorno a um patamar maior. O exemplo de 2018 é Mano Walter, que teve lançamentos bem-sucedidos e esforços de marketing coordenados desde o fim de 2017”, descreveu o relatório.

Melim –  Modelo ‘do zero ao topo’: Modelo similar ao crescimento contínuo, porém os gráficos indicam que o grupo alcançou o seu limite de audiência.

“Nos serviços de streaming, passou de uma média mensal de 2 milhões de plays em janeiro para 89 milhões em novembro e, desde então, mantém essa média”, descreveu o relatório.

Gilberto Gil – Modelo ‘estável’:  “Este movimento é mais fácil de ser explicado e previsto: são artistas com carreiras consolidadas e repertório já bem conhecido e grande. Gilberto Gil , mesmo tendo lançado um novo disco em agosto de 2018, apresenta um gráfico linear, descreve a Playax. A execução não chega a picos como o dos outros artistas aqui, mas também é mais garantida que a dos colegas”, informou o gráfico.

Pabllo Vittar – Modelo ‘queda contínua’: este modelo indica um saldo negativo, porém com quedas menores que os outros modelos.

“Queda na popularidade é comum aos artistas em momentos de poucos shows ou nenhum lançamento, mas é um ponto de atenção quando essa queda se repete por meses consecutivos”, indicou a Playax.

O G1 lembrou que nesta semana, Vittar lançou um novo clipe para a música “Seu Crime”, que logo ganhou 500 mil views em 3 horas. Com certeza, o gráfico apresentou alterações no nível de audiência da artista.

 

Foto: MC Loma (divulgação)

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Venda de álbuns está despencando tão rápido quanto serviços de streaming estão crescendo

Matéria de Rolling Stone

Enquanto nenhuma música conseguiu bater a marca de 1 milhão de vendas, as plataformas de streaming bateram todos os recordes em 2018. Confira novo relatório da BuzzAngle publicado pela Rolling Stone.

O portal da Rolling Stone publicou um novo relatório sobre as vendas de música no mundo. De acordo com o relatório elaborado pela BuzzAngle , a venda de discos caiu 18.2% no ano passado e houve crescimento nos serviços de streaming de música e vídeo.

Nenhum música conseguiu bater a marca de 1 milhão de vendas. Em 2017, apenas 14 faixas atingiram a meta.

Em 2018, os serviços de streaming de música e vídeo cresceram 35.4%. As plataformas digitais de música bateram todos os recordes. Foram mais de 534 bilhões de reproduções, 42% a mais que em 2017.

Segundo o relatório, 77% das músicas ouvidas nos Estados Unidos em 2018 foram em plataformas de streaming , 17,3% dos consumidores compraram álbuns (físico  ou digital) e 5.7% compraram  singles digitais.

“As estatísticas e a queda nas vendas podem assustar, mas não devem ser interpretadas como algo necessariamente ruim. Esse resultado nada mais é que a evolução da indústria fonográfica agindo, e isso pode ser concluído a partir do dado também divulgado de que o consumo de música cresceu na casa de dois dígitos pelo segundo ano consecutivo”, analisou o portal.

 

Foto: Drake (Reprodução)

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Indústria da música: os números de 2018 e as previsões da Midia Research.

Matéria de MIDiA Research

2018 está chegando ao fim e já estamos atrás das previsões da indústria da música para o ano que vem . De acordo com a pesquisa da MIDiA Research, a receita de música gravada global gerou US$18,9 bilhões este ano, o que representa um aumento de 8,2% em relação a 2017. Confira a análise de Mark Mulligan sobre os números da indústria da música em 2018 e as principais previsões para o mercado em 2019.

Mark Mulligan publicou em seu blog com a Midia Research, uma análise sobre os números da indústria da música em 2018 e as previsões mais importantes do mercado para o próximo ano.

A pesquisa foi realizada com base nos três primeiros trimestres do ano e os primeiros indicadores para o quarto trimestre. Para criar a estimativa de receita de fim de ano da indústria da música, foram coletados dados de gravadoras, associações comerciais e também dados confidenciais das principais plataformas de Artist Direct/DIY. Foram comparados os números com relação a 2017.

De acordo com a pesquisa, a receita de música gerou US$18,9 bilhões este ano, o que representou um aumento de 8,2% em relação a 2017, uma taxa de crescimento menor do que os dois últimos anos. No entanto, a nova receita líquida (US$1,4 bilhão) – é quase a mesma, o que confirma que o crescimento do mercado de música gravada continua estável e em crescimento.

Com relação ao streaming, as receitas podem chegar a US$9,6 bilhões, com taxa de crescimento de 29%. Houve crescimento em mercados de streaming maduros – especialmente nos EUA – com aumento no faturamento de US$0,8 bilhão.

O MIDiA Research foi o pioneiro a contabilizar  a receita através dos Artistas Diretos (Artists Direct) , que são os artistas independentes e plataformas/DIY ( Faça você mesmo). O blog informou que o crescimento deste tipo de segmento foi “espetacular”. A receita total de Artist Direct foi de US$643 milhões, um aumento de 35% em relação a 2017, ou seja, três vezes maior que o mercado. Além disso, a participação de mercado chegou a 3,4% em 2018.

Vale ressaltar que apenas uma parte da receita de Artists Direct é medida pela IFPI (Federação Internacional da Indústria Fonográfica). Categorias como as vendas de CDs em shows não são medidas nem pelas gravadoras nem pelas associações comerciais. Portanto, é esperado que o total de música gravada no mundo seja de US$18,6 bilhões.

O que esperar da indústria da música em 2019? A previsão do MIDiA Research é de que as  receitas globais cresçam novamente em 2019 atingindo a marca de US$25 bilhões (onde o mercado estava em 2000, antes do declínio).

Pode haver uma desaceleração no crescimento de streaming em mercados maduros (EUA, Reino Unido), mas o impacto será compensado pelo crescimento em mercados como o Japão, a Alemanha, o Brasil e o México. O crescimento geral do mercado, embora ainda forte, será mais lento.

2019 será um ano de crescimento para os Artistas Diretos e outros modelos alternativos que se estabeleceram nos últimos anos. “Nunca foi uma época melhor para ser um artista, contanto que você e/ou sua gerência tenham clareza suficiente para saber o que pedir”, concluiu Mulligan.

Foto: MIDiA Research

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Lei Rouanet traz retorno 59% maior que valor financiado, mostra FGV

Matéria de EXAME

Nesta sexta-feira o portal EXAME publicou um estudo sobre o impacto econômico da Lei Rouanet desde sua implementação. O estudo realizado pela Fundação Getúlio Vagas (FGV) descobriu que a Lei Rouanet traz um retorno 59% maior que o valor financiado.

De acordo com o novo estudo realizado pela Fundação Getúlio Vagas (FGV) sobre o impacto econômico da Lei Rouanet, a cada R$1 captado e através da Lei – R$1 de renúncia em imposto – é gerado em média R$1,59 na economia local. “Ou seja, a economia criativa incentivada pela lei gerou, na ponta final, recurso 59% maior em relação à ponta inicial. Em outras palavras, o incentivo à cultura gerou riquezas à sociedade, não custos”, informou o Exame.

Foram gerados pela lei R$31,22 bilhões em renúncia fiscal desde 1993 até este ano, resultando em um impacto econômico de R$49,78 bilhões.

Segundo o estudo, 90% dos recursos da lei, das renúncias fiscais, foi para projetos pequenos, que não chegaram a 100 mil reais. Destes, 66,3% possuíram gastos menores que 25 mil reais. “Contrariando o senso comum de que apenas grandes empresas ou artistas famosos estariam “tirando proveito” da Rouanet”, analisou o portal informando que a lei também beneficia o aquecimento de micro e pequenas empresas dentro da economia criativa, incentivando a inovação e o empreendedorismo.

“Esses dados rebatem muitas das críticas que a lei sofre. A agenda da cultura é uma agenda econômica e é fundamental para o Brasil de hoje”, concluiu o coordenador da FGV, Luiz Gustavo Barbosa.

 

Foto: Pilar Olivares/Reuters

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SEGUNDO RELATÓRIO, GRAVADORAS INDEPENDENTES GANHARAM $6.9BN EM 2017, UM AUMENTO DE 10,9% NO SETOR.

O portal Music Business Worldwide publicou uma pesquisa sobre o mercado de música independente no mundo mostrando crescimento de 10,9% no setor, uma alcance de US$6,9 bilhões em 2017.

Uma pesquisa encomendada pelo portal Music Business Worldwide (MBW),  sobre o mercado de música independente, revelou um crescimento de 10,9% na receita global das gravadoras independentes, um alcance de US$6,9 bilhões em 2017.

A pesquisa também revelou que a música independente aumentou sua participação no mercado global de 39,6% em 2016 para 39,9% em 2017.

O relatório considerou a participação de mercado global  independente no nível de direitos autorais, e não de distribuição em 33 países. O objetivo da pesquisa foi analisar o impacto econômico e cultural global do setor de música independente.

Com relação as receitas de streaming, houve um aumento 46% em 2017 (US$3,1 bilhões), o que agora representa 44% da receita total do setor, comparado a 33% em 2016.

A pesquisa deste ano descobriu que 76% dos artistas que assinaram com selos independentes renovaram seus contratos no final do prazo, 42% dos funcionários de empresas independentes permaneceram lá desde o lançamento, e a idade média dos selos independentes é de 14,9 anos.

As receitas de artistas autossuficientes cresceram de US$94 milhões em 2016 para US$101 milhões em 2017.

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