COSPLAYERS PODEM SER TAXADOS PELO GOVERNO JAPONÊS

Governo japonês está analisando regulamentar a prática de cosplay para repassar direitos às empresas e criadores de personagens.

Recentemente, o jornal japonês The Nikkan Sports publicou uma notícia sobre o interesse do governo do Japão taxar cosplayers sob a lei de direito autoral.

Isso porque no país, diversos cosplayers ganham dinheiro, se tornam influencers e cobram cachês para participar de eventos vestidos de personagens de animes. Assim, o governo está considerando regulamentar a atividade para que um repasse seja feito às empresas que são proprietárias das personagens.

Segundo o LegiãodeHeróis.com, a taxação seria aplicada apenas para quem ganha dinheiro fazendo cosplay, e até o momento o governo japonês está analisando o caso e estudando se a prática pode violar a lei de direitos autorais pela reprodução de conteúdo, ou se é cabível na lei de direitos de adaptação, algo que já é discutido há algum tempo entre o universo dos cosplayers.

O líder do “Partido de Proteção à Liberdade de Expressão”, Tarō Yamada, afirmou que está estudando uma maneira de manter as leis de direitos autorais japonesas de acordo com a ‘era do conteúdo gerado por usuários’, sendo possível chegar a uma decisão que possa beneficiar justamente os detentores dos direitos dos animes, bem como os cosplayers.

 

Imagem: A cosplayer Enako, em conversa o ministro Nobuharu Inoue.

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SPOTIFY LANÇA AUDIOLIVROS DE CLÁSSICOS NARRADOS POR ATORES

Matéria de ISTOÉ DINHEIRO

Com produção própria, o Spotify lançou audiolivros de clássicos da literatura que caíram em domínio público. As obras foram narradas por atores convidados como Hilary Swank e Forest Whitaker.

Nesta semana o Spotify lançou vários audiolivros de obras clássicas da literatura americana que passaram a ser de domínio público.

De acordo com a Istoé, apesar de audiolivros narrados já existirem na plataforma há algum tempo, como os livros do Harry Potter, esta é a primeira vez que o serviço lança audiolivros como produções próprias.

Por enquanto foram lançados , em formato de episódios de podcast e em inglês “O Despertar” (“The Awakening”), da escritora americana Kate Chopin, narrado pela atriz ganhadora do Oscar Hilary Swank;  “A Narrativa Da Vida De Frederick Douglass, um Escravo Americano” (“The Life of Frederick Douglass, an American Slave”), uma autobiografia do ex-escravo que se tornou ativista, narrado por Forest Whitaker;  e “Persuasion”, da escritora inglesa Jane Austen, narrado pela atriz britânica Cynthia Erivo. Além disso, o YouTuber David Dobrik narrou “Frankenstein”, da escritora britânica Mary Shelley.

Ainda segundo o portal, um porta-voz da empresa confirmou que os lançamentos fazem parte de uma série de teste para atrair e agradar os usuários.

Como conteúdo extra, o Spotify lançou um podcast intitulado “Sentando-se com os clássicos”, onde a professora de literatura americana e inglês na Universidade de Harvard, Glenda Carpio analisa os detalhes de cada clássico.

Vale lembrar que em maio de 2020, chegou no serviço de streaming a coleção de Harry Potter, sendo narrada por várias celebridades incluindo o ator Daniel Radcliffe, que interpretou o personagem no cinema.

 

 

Foto: a atriz Hillary Swank-  Divulgação

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Fitas Cassete voltam a conquistar os fãs de música

Matéria de VEJA

Com 157.000 unidades vendidas no Reino Unido, e Lady Gaga sendo a campeã de vendas, fitas cassete tem voltado a agradar fãs de música no mundo todo.

Assim como o vinil, as fitas cassete estão voltando a conquistar os corações dos fãs de música. Parece que o sentimento nostálgico pelo formato está aos poucos virando um ‘novo fenômeno retrô’. É o que conta a matéria da Veja.com desta última sexta-feira (22).

De acordo com o portal, no Reino Unido, a venda de fitas cassete chegou a marca de 157.000 unidades vendidas em 2020, algo que não acontecia desde 2003. Claro que não chega aos pés das 4,8 milhões de vendas do Vinil ou o streaming, mas pode indicar um movimento interessante para ficar atento.

Não por acaso, Lady Gaga foi a artista que mais vendeu no formato, que teve ‘Chromatica’, seu último lançamento, sendo gravado especialmente em K-7.

Acompanhando este movimento, aqui no Brasil, a gravadora Deck comprou vários equipamentos e reformou antigas copiadoras e impressoras, e vem lançando trabalho de artistas no formato.  Segundo João Augusto, presidente da gravadora e consultor da Polysom, o formato tem agradado, principalmente os jovens: “Acredito que existam os nostálgicos, os curiosos e aqueles que simplesmente gostam do formato”, falou Augusto ao portal.

O colecionador Marcello Bôscoli (50) também tem percebido o aumento pela procura de fitas K-7: “Mesmo no auge dos arquivos digitais, os artistas ainda vendem pôsteres, camisetas e outros produtos com seus nomes. Isso acontece porque o ser humano gosta do fetiche do ‘ter’, não quer só a memória etérea”, disse Bôscoli ao portal. “A fita cassete, assim como o vinil, faz parte desse contexto, porque é algo mais que se pode ter do artista, além de dar uma certa exclusividade para o fã”.

Há quem diga ainda que a procura pelo formato se dá por conta da qualidade única, uma vez que as músicas distribuídas pelos serviços de streaming perdem algumas nuances e acordes. Além disso, há uma ausência do chiado, chamado de “tape hiss” que pode desagradar muita gente, mas para alguns fãs de rock, esta é uma característica essencial:

“Para quem gosta do black metal, vertente do heavy metal, é justamente essa sonoridade, o aspecto de algo mal gravado, com jeito de tosco, que atrai”, contou Gilberto Custódio Júnior(42), sócio da Locomotiva Discos, loja especializada em CDs, LPs e fitas cassete na região central de São Paulo.

É como diz a expressão:  ‘Gosto não se discute’, e mesmo com tantas tecnologias surgindo, o K-7 está aí demonstrando que ainda tem força na música.

 

 

Imagem: Fita K-7 ‘Chromatica’ Lady Gaga – Divulgação

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NOVA ESTRATÉGIA DA GLOBO VISA AMPLIAR AREA DE PODCASTS NO GLOBOPLAY

Matéria de G1

A Globo anunciou que está ampliando área de podcasts, adicionando seus programas e conteúdos de produtores independentes no Globoplay.

Nesta quinta-feira (21) a Globo anunciou que está expandido a área de podcasts no Globoplay, seu serviço de streaming, adicionando novos conteúdos feitos com parcerias de produtores independentes e da própria emissora de TV.

De acordo com o G1, a estratégia é disponibilizar todos os seus produtos em áudio no Globoplay. Assim, os usuários poderão ouvir na plataforma os mais de 80 podcasts de notícias, entretenimento, esportes e variedades.

Além da chegada da rádio CBN do Rio e de São Paulo, com transmissão ao vivo e programas gravados no formato, alguns podcasts já conhecidos como o Brainscast e o Mamilo se tornaram exclusivos da plataforma.

“Queremos estar com o consumidor no áudio, na mesma forma que queremos estar com ele no vídeo. São complementares”, explicou Jorge Nóbrega, presidente executivo do Grupo Globo.

“O que nós estamos buscando agora é ampliar o cardápio de conteúdos, as possibilidades de conversas que nós vamos ter com todas essas pessoas, trazendo para as nossas plataformas ainda mais vozes. Vozes do mercado independente, buscando parcerias, buscando diversidade com produtores, com parceiros do mercado independente”, afirmou Erick Brêtas, diretor de Produtos e Serviços Digitais.

Segundo uma pesquisa apresentada pela empresa sobre o consumo de podcasts no Brasil, o formato está cada vez mais conquistando a população. Isso porque em 2019, 13% dos brasileiros (em torno de 21 milhões de brasileiros a partir dos 16 anos) já afirmavam ouvir podcasts. Em 2020, a marca chegou a 28 milhões de pessoas, um crescimento de 4%.

Guilherme Figueiredo, head de Áudio Digital da Globo, afirmou que este crescimento  impactou os números da empresa positivamente: “Tivemos um aumento de incríveis 450% nos downloads totais de 2020 em comparação com 2019”. Ele ressaltou ainda que cerca de 50% do consumo do formato é feito através das próprias páginas do grupo Globo.

Mesmo com as novidades chegando ao Globoplay, os podcast da Globo continuarão disponíveis em outras plataformas: “Ainda que a gente lance projetos especiais com o Globoplay, a grande maioria dos nossos podcasts permanecerá nas plataformas de áudio disponíveis”, finalizou Figueiredo.

 

Foto: Reprodução/YouTube/Globoplay

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Banda tributo ao Pearl Jam muda de nome após intimação de advogados

Banda cover que se chamava Pearl Jamm precisou mudar de nome, após carta de intimação de advogados de Eddie Vedder. Agora a banda se chama ‘LEGAL JAM’! Entenda o caso.

Nesta semana, membros de uma banda cover do Pearl Jam, anunciaram que receberam cartas de intimação de advogados de Eddie Vedder e cia para mudar seu nome.

Isso porque como a banda cover se chamava Pearl Jamm (com dois ‘m’s!), e isso poderia ser considerado plágio. De acordo com o Tenho Mais discos Que Amigos, além da mudança de nome, os advogados pediram que a banda cover cedesse seus domínios de internet e e-mails, pois o nome poderia confundir as atrações entre as duas bandas, bem como futuros acordos e contratos.

Pois bem, apesar de ficarem desapontados, a banda cover inglesa se pronunciou afirmando estarem com os ‘corações partidos’ com sua banda homenageada, e para evitar qualquer problema maior mudaram seu nome para ‘LEGAL JAM’.

Abaixo, tradução feita pelo portal do comunicado realizado pelo Legal Jam:

“Parece que nós colocamos fogo na internet essa semana e é hora de apagar as chamas. Um nome não nos define. Fazemos o que fazemos pelo amor e respeito que temos pelo Pearl Jam. Sempre deixamos claro que iremos ‘nos render’ [fazendo um trocadilho com ‘Yield’, nome de um disco do PJ] às demandas do Pearl Jam e igualmente claro que a nossa decepção foi pelo timing e pela forma como essas demandas foram feitas.

Estamos orgulhosos por anunciar o nosso novo nome: ‘LEGAL JAM’, que pensamos que combinaria e com o qual poderemos continuar a tocar as músicas do Pearl Jam da forma mais calorosa e autêntica. Estamos ansiosos pela reconexão com os nossos próprios fãs (e outros tributos) que nos apoiaram nesse processo e damos as boas vindas aos novos fãs que se juntaram a nós na última semana, assim que voltarmos à estrada.

Com amor,

Santi, Richard, Matt, Tim & Andy

‘Legal Jam’ (antigo Pearl Jamm)”.

 

 

Foto: Pearl Jam – Danny Clinch

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Live Nation adquire plataforma de streaming ao vivo criada pelo Good Charlotte

De olho na tendência das lives, que deve continuar após a pandemia, a Live Nation adquiriu o Veeps, plataforma de streaming ao vivo criada por integrantes do Good Charlotte, banda pop-punk dos anos 2000

No início dos anos 2000, o Good Charlotte era uma banda conhecida pelos seus hits pop punk que passavam na MTV. Agora a banda voltou a estar nos holofotes do mercado musical, principalmente pela Live Nation, que acabou de adquirir uma parte de sua plataforma de streaming ao vivo.

De acordo com o Pollstar.com, a Live Nation anunciou nesta semana que adquiriu uma parte majoritária do Veeps, plataforma de streaming ao vivo personalizada para artistas.

A plataforma, criada pelos irmãos gêmeos Joel e Banji Madden, do Good Charlotte, ao lado dos cofundadores Sherry Saeedi e Kyle Heller, foi projetada para transmitir shows ao vivo com venda ingressos, e busca facilitar o envolvimento entre artistas e fãs através de recursos como chat, compras de produtos exclusivas, suporte, marketing social e ofertas VIP.

Segundo um comunicado feito pelo Veeps, mesmo com o retorno dos shows presenciais em 2021, a plataforma continuará oferecendo seus serviços, agora para a Live Nation. Sua aquisição deve trazer aos usuários conteúdo complementar aos shows tradicionais, como encontros virtuais, replay de vídeos, e inclusive a possibilidade de assistir online a shows com ingressos esgotados.

“Esta parceria é uma demonstração de que as transmissões ao vivo com venda de ingressos ganharam um lugar permanente nos negócios da música. No ano passado, as transmissões ao vivo do Veeps ajudaram artistas a ganhar mais de $10 milhões de dólares e estamos ansiosos para ajudar ainda mais apoiando a arte e seu desenvolvimento”, afirmou disse Joel Madden, cofundador do Veeps.

 

Foto: Ville Juurikkala

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Por que artistas estão vendendo seus catálogos musicais?

Matéria de Rolling Stone

Artistas estão lucrando milhões com a venda de seus catálogos à gravadoras e fundos de investimento. Saiba o está impulsionando esta tendência.

Recentemente, vimos uma onda de artistas vendendo seus direitos autorais para grandes fundos de investimentos, como Hipgnosis Songs Fund e Primary Wave. A Rolling Stone publicou uma matéria para explicar sobre os motivos que levaram a alta da aquisição de catálogos musicais.

Para a Hipgnosis Songs Fund e a Primary Wave, adquirir os direitos autorais de artistas como Fleetwood Mac, Neil Young, Shakira, John Lennon e Dire Straits é um negócio bem rentável, uma vez que elas poderão ter retorno de diferentes formas como os royalties, licenciamento, acordos de marca e outras fontes de receita.

Além disso, os ativos musicais são um grande investimento, pois estão mais estáveis e muitas vezes mais valorizados em comparação a outros mercados. Como disse Merck Mercuriadis, fundador e CEO da Hipgnosis: “Se Donald Trump fez algo maluco, o preço do ouro e do petróleo são afetados, ao passo que as canções não … [as canções] estão sempre sendo consumidas”.

Há ainda outro fator para a valorização dos catálogos: as grandes gravadoras, não vão deixar startups como a Hipgnosis pegarem seus ativos mais valiosos sem pelo menos lutar. É por isso que a Universal Music adquiriu o catálogo de músicas de Bob Dylan, avaliado em US$400 milhões.

Por que os artistas e compositores estão vendendo seus catálogos?

A Covid-19 é um dos principais fatores que pode influenciar na decisão de alguns artistas a vender seus catálogos. Afinal de contas, muitas vezes suas rendas estão ligadas às turnês, e sem turnê não há renda. Entretanto, há outros motivos que podem pesar ainda mais para alguns. É o que veremos abaixo:

  1. Benefícios fiscais

Os benefícios fiscais estão cada vez mais se esgotando nos Estados Unidos. Segundo o portal, os planos fiscais de Joe Biden – presidente recém-eleito nos EUA – incluem a alteração do imposto sobre ganhos de capital para que fiquem alinhados ao imposto de renda, incluindo qualquer venda de ativos acima de US$1 milhão. Isso significa que neste caso, a taxa de imposto sobre a venda de um ativo lucrativo aumentará 20% para cerca de 37%.

Seguindo o exemplo de Bob Dylan, que vendeu seu catálogo por US$ 400 milhões: com 20% de imposto, ele deve pagar US$80 milhões ao governo; a 37%, ele deverá pagar $65 milhões a mais em impostos.

  1. Circunstâncias pessoais

Artistas mais idosos e no fim de carreira já podem estar pensando na divisão de seus bens a seus herdeiros, e por isso a ideia da venda catálogos pode ser prática. No caso de Dylan, será mais fácil dividir os $400 milhões adquiridos pela venda de seu catálogo do que uma vida inteira de direitos autorais.

Há ainda artistas que podem usar a venda de seus direitos para pagar dívidas e resolver problemas pessoais financeiros. É caso de Shakira, recentemente a cantora vem enfrentando uma acusação pelo governo da Espanha de uma dívida de US$16 milhões em impostos atrasados. Não se pode dizer se este caso a influenciou em sua decisão, mas vale o lembrete de que as estrelas também têm dores de cabeça com familiares e finanças.

  1. Lendo o mercado – e seus próprios legados

É preciso colocar na balança tudo o que pode acontecer futuramente no mercado musical, que sempre foi de altos e baixos. Em primeiro lugar, o crescimento da receita de streaming de música está desacelerando nos principais mercados (“maduros”) como os EUA e o Reino Unido, e não se sabe ao certo sobre sua estabilidade.

Além disso, nunca se sabe quando uma “nova ameaça tecnológica” pode deixar todos cegos nos próximos 20 anos, destruindo o valor das obras dos artistas da mesma forma que o Napster ou Limewire fizeram no passado.

O que está valendo é que empresas como a Hipgnosis estão pagando muito pelos lucros dos royalties previstos. Quanto maior o artista, maior o múltiplo: acredita-se que a Universal pagou a Bob Dylan um múltiplo de mais de 25 vezes o que seu catálogo acumula a cada ano. Tirar esse dinheiro adiantado pode deixar as incertezas menos desagradáveis para os artistas.

 

Imagem: (reprodução) Robb Cohen/Invision/AP Images; Chris Pizzello/AP Images; Greg Allen/Invision/AP Images

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Emicida é destaque em matéria para o The Guardian

Matéria de the Guardian

Em entrevista para o The Guardian, Emicida fala sobre documentário e sua missão de resgatar a história negra no Brasil, país que está indo “por um caminho perigoso”.

Nesta segunda-feira (18) o The Guardian publicou uma matéria com o rapper Emicida, que vem ganhado cada vez mais destaque, principalmente, após o lançamento de seu documentário na Netflix, AmarElo.

Para o portal, o rapper falou como percebeu que poderia ter o papel de repassar a história da cultura negra no Brasil. Coisa que pouco se vê, principalmente no período escolar:

“Se tivéssemos nos contado sobre essa história e essas contribuições [negras] na escola, teríamos um senso radicalmente diferente de quem somos – e isso teria produzido uma sociedade muito melhor do que a que temos hoje” contou o rapper ao The Guardian.

O artista faz música há mais de uma década, possui três álbuns lançados e vem construindo uma reputação como um dos melhores MCs de hip-hop do Brasil. Lançado em dezembro, seu documentário recebeu ótimas críticas por mostrar a luta de décadas contra a violência racista e a desigualdade, em um país que ainda tem um legado marcado pela escravidão.

O rapper relatou que em 2015 durante sua primeira viagem à África, no museu nacional da escravidão de Angola, visitou uma capela à beira-mar do século 17, onde viu uma fonte no qual escravos africanos eram “convencidos de que não tinham alma” e eram batizados antes de embarcarem em navios com destino a países como o Brasil, então o maior importador de escravos do mundo.

“Eu me perguntei sobre os momentos da minha vida em que senti que também não tinha alma; como passei boa parte da minha vida suspenso nesta escuridão onde me sentia não digno de ser considerado inteligente, ou forte, ou importante, ou bonito, ou qualquer um desses atributos positivos que fazem parte da experiência humana”, disse ele durante entrevista em sua casa na zona norte de São Paulo.

“A ideia de que esses corpos [negros] ainda não têm alma ainda está muito viva na consciência de muitas pessoas”, afirmou o rapper, apontando para a violência policial implacável e o impacto desproporcional de Covid-19 sobre os pobres brasileiros negros. Ele chamou o Brasil de “um país onde a vida dos negros importa menos”.

Emicida também falou sobre seu receio de haver um grande retrocesso após a eleição de Jair Bolsonaro, em 2018. Segundo ele, um presidente pró-armas no Brasil – a quem ele chamou de “verme” – poderia ser o primeiro capítulo de um retrocesso dos direitos civis duramente disputados.

A política brasileira “caminhava por um caminho muito perigoso”, alertou o rapper ao portal. “A meu ver, se não tivermos cuidado, há uma grande chance de alguém como o Bolsonaro ser apenas a ponta do iceberg – e temos que conversar sobre isso.”

Emicida afirmou ainda que a hostilidade de Bolsonaro à cultura foi impulsionada por seu desejo de limitar este tipo de debate livre e baseado em fatos que o exporia como uma fraude:

“Ele sabe que a cultura cria um espaço para reflexão – e alguém que se alimenta do caos obviamente vai sentir ódio completo por qualquer coisa que crie esse tipo de espaço. Porque se você tivesse um debate saudável, alguém como ele nunca ocuparia o cargo que ocupa.”, continuou.

Foto: Wendy Andrade

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BMG ADQUIRE DIREITOS DE MICK FLEETWOOD, BATERISTA DO FLEETWOOD MAC

A feira da música continua aberta! Desta vez, a BMG anunciou a aquisição dos direitos em mais de canções do baterista do Fleetwood Mac, Mick Fleetwood.

A BMG anunciou hoje (14) que adquiriu os direitos autorais do baterista Mick Fleetwood, em mais de 300 canções do Fleetwood Mac.

O acordo com o co-fundador do Fleetwood Mac, também incluiu outros sucessos da banda como ‘The Chain’, ‘Go Your Own Way’ e a clássica favorita dos realities shows musicais: ‘Landslide’.

Esta é a melhor hora para a aquisição, uma vez que ‘Dreams’, se tornou um viral global no TikTok, gerando mais de 3,2 bilhões de visualizações/streams ao longo de oito semanas durante o segundo semestre de 2020.

De acordo com o Music Business Worldwide, desde 2018 a BMG não fazia uma aquisição de direitos deste porte, uma vez que a gravadora estava focada para o crescimento orgânico.

A estratégia desde então tem dado resultados positivos. Após anos de aumentos consecutivos de dois dígitos, a receita semestral da gravadora voltou a crescer, chegando marca de US$308 milhões nos primeiros seis meses durante a pandemia de 2020.

Em um comunicado Mick Fleetwood falou sobre a aquisição: “acima de tudo, BMG entende a arte e coloca o artista em primeiro lugar. Se esta parceria é qualquer indicação do meu passado e agora futuro relacionamento de trabalho com o BMG, é que eles realmente ‘entenderam’”.

O Fleetwood Mac atingiu o seu auge com o lançamento de seu terceiro álbum ‘Then Play On’, com singles de sucesso ‘Albatross’ e ‘Man Of The World’. Entretanto, a banda se desfez em meio a questões substanciais e problemas de relacionamento.

Em julho de 1975, a banda voltou aos estúdios de gravação com uma nova formação e o lançamento de ‘Fleetwood Mac’, seu primeiro número um nos Estados Unidos. O Fleetwood Mac já vendeu mais de 120 milhões de discos em todo o mundo e foi incluído no Rock ‘n’ Roll Hall Of Fame em 1998.

 

 

Foto: Mick Fleetwood – Amanda Demme

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UNIVERSAL PICTURES ANUNCIA SAÍDA DO BRASIL

A Universal Pictures anunciou que está deixando o Brasil por conta do impacto negativos deixado pela pandemia. Agora, seus filmes serão distribuídos pela Warner, incluindo 007: Sem Tempo Para Morrer’.

Nesta semana, a Universal Pictures anunciou que está encerrando suas atividades no Brasil, devido ao impacto da pandemia nos negócios da empresa.

De acordo com o ovicio.com, a partir de agora, a Warner será responsável pela distribuição e distribuição de seus filmes no país.

Por enquanto, ‘007: Sem Tempo Para Morrer’, produzido pela Universal, segue confirmado para 1º de abril, e provavelmente, sua estreia será realizada pela Warner. A música tema cantada pela cantora Billie Eilesh.

Vale lembrar que ainda nesta semana a Ford, também anunciou o encerramento da produção de veículos no país por conta dos impactos negativos da pandemia na indústria.

 

 

Imagem: reprodução

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