5 Motivos porque precisamos resgatar os CD’s

Matéria de Audio Arkitekts

Será que em tempos de streaming ainda precisamos dos CD’s? Falamos sobre alguns motivos que devemos considerar antes que eles sejam esquecidos de vez

Acredite se quiser, em tempos de streaming, há pessoas que aclamam o “CD” e desejam que ele volte a conquistar os fãs de música. Aqui são cinco motivos pelos quais precisamos resgatar os Cd’s e impedir que eles sejam esquecidos de vez.

Conforme relata Mike Perez para o Audioarkitekts.com, os discos compactos foram o resultado de um esforço colaborativo entre Philips e Sony, em 1982. A intenção era apresentar uma nova forma de ouvir música, e o “CD” ou Compact Disc de Áudio Digital impressionou muita gente por mais de duas décadas.

No entanto, a popularidade dos CDs tem diminuído constantemente desde meados até o final de 2000, quando dispositivos de áudio digital como o iPod, aplicativos de streaming como o Napster e muitas outras plataformas de mídia digital foram lançadas.

Atualmente, segundo a Recording Industry Association of America, as vendas de CDs ainda representam 10% do que era no final dos anos 1990. Como qualquer outra forma de tecnologia, a maneira como a música é entregue ao público evoluiu, transformando a relação entre o artista e seus fãs. Os serviços de streaming de música agora respondem por mais de 85% do mercado de música gravada dos Estados Unidos.

Abaixo confira cinco grandes motivos que podem contribuir para o retorno do CD:

1. DAR MAIOR APOIO AOS ARTISTAS: Para Perez, os artistas são a razão pela qual temos música para ouvir. Além de apresentações ao vivo, os artistas obtêm sua receita principalmente com royalties por unidades vendidas, distribuídas, usadas na mídia ou monetizadas de qualquer forma. Esses royalties são então divididos entre os compositores, editoras, gravadoras e, claro, os próprios artistas. Ou seja, são muitas mãos no pote de biscoitos! Merecidamente, afinal é preciso uma boa equipe para produzir um álbum de sucesso. Só que a maioria dos serviços de streaming paga menos de um centavo por stream de conteúdo do artista. YouTubers de sucesso podem ganhar muito mais do que isso por visualização de seus vídeos.

É por isso que é muito difícil artistas independentes se manterem no mercado. Se você ama um artista e gosta de sua música, comprar seu CD não é apenas uma maneira de apoiá-lo em termos financeiros, mas também de ter uma parte física de seu trabalho que você pode desfrutar com ou sem usar WIFI.

2 – RESGATAR SENTIMENTOS DE NOSTALGIA: Perez explica que a nostalgia pesa muito quando se trata de CDs. Se você nasceu no final dos anos 80, você ouvia música no seu Discman e adorava!

Agora, a razão mais importante pela qual a música tem uma relação direta com a nostalgia é um estudo que tem sido explorado por muitos. Quando uma pessoa ouve uma música específica de seu passado, isso pode desencadear memórias armazenadas no fundo de sua mente inconsciente, mas ainda podem ser recuperadas. A música tende a ativar as partes do cérebro que evocam emoções, então podemos dizer que a música pode trazer benefícios para pessoas que doenças relacionadas a memória ou até resgatar sentimentos que haviam esquecido.

3 – MAIOR QUALIDADE DO SOM: A qualidade do som dos CDs continua sendo bem recebida e respeitada até mesmo pelos mais exigentes ouvintes. Muitos colecionadores de vinil argumentarão que a qualidade de uma prensagem de vinil dos anos 70 ou uma prensagem remasterizada de alta qualidade quase sempre será superior à do CD. No entanto, com o recente culto que o vinil causou nos últimos anos, os preços dos álbuns dispararam conforme o aumento da demanda. No entanto, a vantagem dos CDs é que eles são mais resistentes do que os discos de vinil, sendo mais difíceis de arranhar e não deformam facilmente.

4- PELA VOLTA DAS COLETÂNEAS: Aqui, Perez se lembra das famosas coletâneas de músicas que a gente gravava em CD-R, atualmente chamada de playlists nos serviços de streaming. Ele conta apesar da conveniência, as playlists digitais nunca terão o mesmo impacto que é entregar a alguém um mixtape ou CD feito com carinho, com músicas selecionadas e gravadas para dar de presente a um crush ou a um amigo, coisa que só quem viveu sabe!

5 – CRIAÇÃO DE NOVAS OPORTUNIDADES: Imagine se o CD tivesse a mesma ressonância que o Vinil está tendo com os colecionadores atualmente? Seria um frenesi encontrar títulos vintage dos anos 80 e 90. Os artistas seriam capazes de fazer música novamente sabendo que as pessoas seriam atraídas a comprar seu CD, uma vez que poderia ser um item de colecionador algum dia.

Haveria uma oportunidade para designers gráficos e artistas visuais criarem as inserções e arte da capa. Diferente do que é hoje, as artes vistas nos streaming de música tornou-se algo desvalorizado.

Isso criaria uma oportunidade para que as lojas prosperassem e até começassem a abrir mais lojas físicas de música. Além disso, esse empreendimento também poderia beneficiar empresas que podem estar relutantes em fazer CD players e transportes do formato em alta qualidade devido ao destino incerto da mídia física.

“Para encerrar, só o interesse e o tempo dirão se o CD continua sendo uma relíquia do passado ou se há uma nova aventura que aguarda essa amada e esquecida forma de mídia”, concluiu o autor.

 

Imagem: reprodução

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Sua Música anuncia que vai pagar direitos autorais por músicas tocadas na plataforma

Matéria de POPline

Finalmente o Sua Música e o Ecad anunciaram que assinaram um acordo para remunerar artistas na plataforma.

Nesta quarta-feira (24/02) o Ecad e o Sua Música anunciaram que finalmente assinaram um acordo para pagamento de direitos autorais das músicas tocadas na plataforma.

De acordo com o Popline, fez parte da negociação a inclusão de pagamentos de direitos conexos a partir de 2021. Entretanto, não foi informado o percentual negociado para as remunerações.

Desde sua criação, há sete anos, a plataforma tem contribuído para a valorização da música brasileira, lançando artistas, principalmente do Nordeste, mas não realizava os pagamentos devidos pelas músicas tocadas na plataforma. Algo que gerava bastante discussão no mercado musical.

Atualmente, o portal possui 1 milhão de usuários únicos por dia e mais de 16 mil artistas cadastrados, com o Nordeste representando 60% de toda a audiência da plataforma.

 

Foto: Sua Música e Ecad/Divulgação

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CRIOLO CONTA COMO FOI FAZER PRIMEIRA LIVE DE REALIDADE ESTENDIDA NO BRASIL

Matéria de Elle Brasil

Recentemente, Criolo fez história com sua live no Twitch. O rapper contou como foi a produção do projeto que contou com muita tecnologia.

No início do ano, rolou a live do Criolo no Twitch. Mas não foi apenas uma apresentação qualquer, o rapper fez história ao se apresentar com vários cenários em 3D, que remetiam a um jogo de videogame.

Contando à Elle os detalhes de como conseguiu fazer o primeiro show de realidade estendida no Brasil, o rapper falou que foi necessário muito planejamento, e principalmente, logística. Afinal, foi preciso trazer de fora do Brasil os equipamentos para fazer os efeitos da live, algo que demorou mais do que o esperado:

“A técnica que usamos é chamada de virtual production. Basicamente é o encontro do universo da pós-produção com o set de filmagem. É de se contar nos dedos quem fez uma live assim no mundo todo e fizemos isso com uma equipe 100% nacional. Foi um show tecnológico histórico no país”, conta Denis Cisma, parceiro antigo do rapper e diretor da apresentação ao lado de Tito Sabatini.

Além do projeto ter sido viabilizado e transmitido pela plataforma de streaming Twitch, o rapper possui há seis meses seu próprio canal, a ‘Criolo TV’.

Celebrando o marco, Criolo revelou que “foi uma loucura” colocar a ideia em prática, em plena pandemia:

“Tudo começou quando Tito Sabatini apresentou a tecnologia. A Twitch comprou a ideia e essa live era para ter acontecido em setembro ou outubro. Mas no meio do caminho colocamos mais um som na rua, que foi “Sistema obtuso”. Uma parte desses equipamentos demorou pra chegar. E quando estava chegando, (a live) não deu certo, a gente ficou muito preocupado com a questão da Covid. Aí a gente viveu a experiência de fazer (isso) no clipe (de “Sistema obtuso”). E foi onde a ficha caiu. No show, os artistas construíram dez cenários digitais completamente diferentes um do outro. Então, o trabalho que tem para fazer um clipe, imagina fazer 10”, revelou Croulo à Elle Brasil.

Quando perguntado se pretende fazer outros trabalhos usando essa tecnologia, o rapper disse que gostaria muito. Entretanto, vai depender de uma estrutura e uma equipe unida, assim como aconteceu com a produção da live:

“Eu gostaria muito, sim, porque é entender que essa tecnologia tá em prol do ser humano, ela está em prol da poesia, não o contrário. E aí é infinito porque a criatividade do nosso povo brasileiro é uma coisa magnífica. Eu tenho certeza de que vai chegar uma hora em que isso vai ser utilizado por grandes festivais, para grandes encontros”, disse o rapper.

 

Foto: Divulgação

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Gilberto Gil entra no TikTok para incentivar recuperação de florestas brasileiras

Matéria de propmark

Em iniciativa do Instituto Terra, Gilberto Gil entra no TikTok para lançar desafio de recuperação das florestas com a ajuda de usuários.

Nesta semana o TikTok ganhou mais um criador de conteúdo, Gilberto Gil entrou no app para lançar o desafio #ReflorestaComGil, campanha de incentivo a recuperação das florestas no Brasil.

No desafio, para cada vídeo criado com a música ‘REFLORESTA’, uma arvore será plantada no Instituto Terra. A iniciativa faz parte da campanha “Refloresta”, criada pela agência Ampfy para o Instituto Terra. Segundo o Propmark, além da música de Gil com o mesmo nome da campanha, haverá um clipe, várias peças para serem publicadas em diferentes meios, a criação de um filtro especial no Instagram, com grafismos que remetem ao clipe da canção e uma parceria com o TikTok.

Assim como Gil, outras personalidades famosas como Chico Buarque, Marcos Palmeira, Fernando Moraes, Lilian Pacce, Dudu Bertholini, Izabella Teixeira, Patricia Pillar, Bruna Lombardi e Luciano Huck darão apoio à campanha.

“É muito mais do que uma campanha, é um chamado urgente para a recuperação das nossas florestas, do nosso planeta. Não basta mais frear o desmatamento, é preciso replantar e recuperar as áreas degradadas. Reflorestar é trazer à vida aquilo que parecia morto”, afirmou Juliano Ribeiro Salgado, Vice Presidente do Instituto Terra.

O Instituto Terra é referência em reflorestamento no Brasil desde a sua criação em 1998, tendo como principal objetivo disseminar valores ecológicos, através de ações educativas e intervenções de restauração e recuperação em propriedades rurais no Vale do Rio Doce.

“A música é a grande celebração da criatividade brasileira e propusemos o tema para que Gil falasse a favor da preservação da nossa fauna e flora. Além disso, o apoio de celebridades nos ajuda a levar essa mensagem, tão urgente na nossa atualidade, para o mundo inteiro”, comentou Fred Siqueira, CCO da Ampfy.

“A canção criada pelo Gil é um hino de amor às florestas tropicais, um hino de luta para ser entoado por aqueles que assim como o Instituto Terra, acreditam no poder da transformação e batalham pela preservação ecológica”, complementou Juliano Salgado.

 

Reprodução / Vídeo

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Entenda os motivos que levaram Taylor Swift a regravar seus primeiros álbuns

Matéria de VEJA

Além de recuperar o controle de seu catálogo, Taylor Swift espera se vingar de seu ex-empresário Scooter Braun ao regravar todos os seus primeiros álbuns.

Parece que Taylor Swift descobriu um jeito de se vingar de seu ex-empresário Scooter Braun. Recentemente a cantora pop anunciou que regravou todas as músicas de seus seis primeiros álbuns.

Para quem não sabe, os direitos de gravação das músicas do início de carreira da Taylor Swift pertencia à Big Machine Label Group, que foi adquirida pelo ex-empresário Scooter Braun, em agosto de 2019. O catálogo foi avaliado na época por 300 milhões de dólares e desde então, foi vendido para um fundo de investimentos, deixando Swift apenas com o controle do autoral, mas não com relação às gravações.

Swift disse que ao regravar todas as músicas que foram adquiridas por Braun vai poder se sentir orgulhosa novamente e recuperar o controle de suas canções. Segundo a Veja, a primeira faixa dessas regravações, ‘Love Story’, já foi divulgada com o selo “Taylor’s Version”, alcançando a marca de 1,6 milhão de execuções no YouTube.

“Esta é a única maneira de recuperar o orgulho que já tive de ouvir as músicas dos meus primeiros seis álbuns e também de permitir que meus fãs ouçam esses álbuns sem o sentimento de culpa de beneficiarem o Scooter”, disse ela em suas redes sociais.

Conforme o repórter e colunista Felipe Branco Cruz analisa, este é o melhor momento para a cantora fazer tal projeto, uma vez que o mercado musical está praticamente parado por conta da pandemia, e Swift está com mais tempo para retornar ao estúdio. Caso contrário, seria muito mais fácil focar em recuperar suas receitas através de turnês internacionais e lançar novas músicas.

Somente no ano passado, a cantora lançou dois discos aclamados pela crítica e público, ‘Folklore’ e ‘Evermore’. Há rumores de que Swift deixou um terceiro disco gravado para ser lançado quando ela quiser. O que demonstra que ela está no auge de sua criatividade, carreira e com tempo de sobra para se dar ao luxo de regravar todo o seu catálogo antigo.

Ainda de acordo com Cruz, as regravações vieram para corrigir pequenas falhas, com um tom de voz mais “firme” e “assertivo”, bem diferente do que quando foram gravadas por uma artista ainda “imatura” e “em início da carreira”.

 

 

Foto: Kevin Winter/Getty Images

 

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Mark Ronson explica porque onda disco voltou durante a pandemia

Matéria de G1

Fazendo dupla ao lado de Diplo no Silk City, produtor musical fala que mesmo impedido de ir às baladas, público quer se divertir em casa e fazer muitos vídeos no TikTok com músicas dançantes.

O produtor Mark Ronson (45) é um dos grandes responsáveis por trazer de volta sons com uma pegada mais antiga, afinal ele está por traz da produção de artistas como Amy Winehouse, Bruno Mars, Dua Lipa e Miley Cirus.

Agora chegou a vez do produtor lançar seu próprio som, repleto de mistura de disco music e house dos anos 90. Ao lado de Diplo, Mark Ronson criou a dupla Silk City, que já tem o novo single ‘New Love’ com voz da cantora pop Ellie Goulding.

Em entrevista ao G1, a dupla falou sobre esse resgate do disco music em seus trabalhos, sobretudo na produção de ‘Eletricity’, sucesso de Dua Lipa que influenciou seu álbum ‘Future Nostalgia’, um dos melhores álbuns pop de 2020:

“Eu não sei, o que é doido é que agora que sou velho o suficiente, lançando discos desde os meus vinte e poucos, eu vi a disco ir e voltar várias vezes. Quando comecei era o Puff Daddy sampleando todos os singles. Teve Daft Punk, vi tantos ciclos. Mas disco para mim é uma dance music para cima, generosa para a alma, quando você ouve te levanta. Quando é bem feito, nunca fica velho”, disse Mark Ronson.

Diante do sucesso nas paradas musicais com ‘Eletricity’, a cantora repetiu a pegada disco em seu novo álbum, e desde então tem se destacado no mercado musical:

“Essa música a gente tentou fazer uma canção dance clássica e acho que conseguimos”, disse Diplo. “Quando eu e Mark entregamos uma faixa de dance music para um cantor, a gente fica esperando eles tocarem ao vivo. Porque pode não ser o maior hit deles, mas quando eles levam para um festival, um show grande, eles percebem uma coisa: é fácil fazer singles pop. O público curte, acende as luzinhas”.

“Mas quando você vê eles dançarem de verdade, 20 mil pessoas dançando na sua frente, a energia é insana, isso te vicia. Aí eles falam: agora só quero lançar singles de dance music. Eu acho que foi isso que aconteceu com a Dua. Ela provavelmente viu isso. Ela não tinha músicas desse tipo”, completou o Dj.

Vale notar que apesar da matéria não mencionar, outros produtores como Ian Kirkpatrick e Stuart Price (que produziu ‘Confessions on a Dancefloor’ de Madonna) também participaram da produção de Future Nostalgia e merecem o mérito da volta da era disco.

O que mais impressiona, é o sucesso de singles dançantes mesmo na pandemia, quando as pessoas continuam impedidas de ir às baladas e em shows presenciais. Para isto, Mark lembrou que as pessoas querem dançar em casa e se divertir com aplicativos como o TikTok. Um movimento que produtores brasileiros também fazem:

‘Mesmo que clubes, festivais, todos esses lugares estejam parados, por várias razões as pessoas ainda precisam dançar, precisam liberar energia mais do que nunca. O Tik Tok mostrou que é óbvio que as pessoas estão dançando nas suas salas de casa, nos seus quartos, coreografando as músicas”, contou Ronson.

“Músicas tipo “Dancing on my own”, da Robyn, estão tendo essa incrível audiência de pessoas nas suas camas ou sei lá onde. O Silk City, claro, ama a ideia de poder tocar em grandes festivais. E vamos fazer isso quando der. Mas isso não muda o fato de que as pessoas precisam uma alegria, e dançar ajuda, seja na cozinha ou em qualquer lugar”, finalizou o produtor.

 

Mark Ronson, Diplo e Dua Lipa na gravação de ‘Electricity’ — Foto: Reprodução / Instagram

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Modelo de pagamento centrado no consumidor em serviços de streaming pode beneficiar artistas e usuários

Análise publicada pelo Centre National de la Musique (CNM) mostra como uma mudança no modelo de pagamento dos serviços de streaming pode impactar as receitas para gêneros musicais que não são mainstream, e aponta que músicos e usuários devem pressionar por uma mudança mundial no sistema.

Na última semana, o Music Business Worldwide chamou o CEO da Outhere Music, Didier Martin, para falar sobre a proposta de um plano de pagamento voltado para o consumo do usuário, que se fosse adotado pelas plataformas de streaming poderia beneficiar consumidores e artistas de forma mais justa.

Atualmente, serviços como o Spotify e Deezer usam um modelo de royalties “pro rata” (ou “um grande pote”, em livre tradução), onde a maior parte de todo o dinheiro arrecadado dos assinantes é agrupado e, em seguida, repassado de acordo com os plays de cada artista. Ou seja, o dinheiro pago por assinantes dos serviços de streaming é repassado para artistas em que em geral, os próprios usuários não ouvem.

No modelo ‘centrado no usuário’, por uma assinatura de US$9,99, o usuário pagaria apenas de acordo com o que ele ouviu no mês. Por isso, muitos especialistas acreditam que este tipo de modelo poderia ser mais justo, principalmente para artistas que não estão no mainstream (os mais populares).

Para Didier, o modelo de pagamento atual adotado está obsoleto e quem perde, principalmente são artistas independentes e de certos gêneros, como os de música clássica – gênero que ele entende bem, pois a Outhere Music é especialista no assunto na França e lar da Alpha Classics, nomeada selo do ano pela revista Gramophone em 2020.

No artigo, Martin fez referência a uma análise publicada recentemente pelo Centre National de la Musique (CNM) e Deloitte, que apresentou dados sobre como uma mudança nos modelos de pagamento dos serviços de streaming pode impactar as receitas para gêneros individuais na França.

O estudo descobriu que tal movimento faria com que as receitas de streaming para música clássica aumentassem cerca de 24%, enquanto rap e hip-hop (contados como gêneros separados) seriam impactados negativamente, com uma redução de 21% e 19% nos royalties respectivos. Mesmo assim, o rap e o hip-hop, quando combinados, continuariam sendo o maior gênero de streaming na indústria musical.

De acordo com o CNM os dados disponíveis são insuficientes para tirar uma conclusão confiável, principalmente devido às duas plataformas que responderam ao estudo (Deezer e Spotify) terem informado dados inconsistentes.

O que o CNM concluiu é que o sistema de distribuição baseado no que os assinantes como um todo ouvem não é mais adequado, uma vez que 30% dos ouvintes de streaming geram 70% do total de streams e ditam para onde vai a maior parte do dinheiro.

Como reequilibrar o modelo de remuneração nos serviços de streaming?

Diante desta situação, o CNM alega que o modelo atualmente adotado (pro-rata) está obsoleto, pois foi o criado quando o perfil de assinantes era formado por jovens que ouviam canções formatadas com uma duração média de cerca de 3 minutos e 30 segundos. Assim, a distribuição das receitas de streaming foi feita com base na audiência geral e em uma faixa que foi ouvida por pelo menos 30 segundos.

Agora, com a popularidade dos serviços de streaming, todos usam as plataformas, e os hábitos e durações de escuta de um setor da população em comparação com outro são diferentes.

Segundo o estudo, esse sistema de pagamentos deve ser mudado agora porque se as receitas geradas forem muito baixas para certos gêneros/repertórios, há um risco de eles serem esquecidos pelos usuários. Um modelo mais equilibrado permitiria que estes gêneros pudessem sobreviver e garantir a diversidade criativa da música.

Em um momento em que o consumo responsável está em alta, tanto os artistas quanto os usuários devem pressionar por uma mudança mundial no sistema. Uma sugestão para a mudança seria a criação de um “fundo de correção de distorção de compensação” ou “fundo de apoio à diversidade musical”, que seria complementado por plataformas de streaming e que direcionaria a ajuda financeira para a gravação de gêneros/repertórios desfavorecidos pelo sistema atual.

Apesar dos custos técnicos da mudança do sistema ser um grande obstáculo, esta é uma questão de sobrevivência, sendo que uma rede mundial da indústria musical poderia financiar esses custos.

Martin afirma que é importante fomentar a discussão dessas receitas ‘downstream’, entre músicos, compositores e todos os envolvidos na produção. Os músicos têm razão em exigir maior transparência sobre o assunto e uma melhor participação no valor da música, especialmente neste momento de crise sanitária, quando os shows estão cancelados e direitos conexos estão em declínio.

Mais do que nunca a música segue presente na vida de todos e é importante entender que um sistema de remuneração pode ser mais justo, claro e lógico.

 

imagem: @wesleyphotography

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Policiais usam músicas para derrubar transmissões ao vivo de suas práticas abusivas

Policiais americanos estão reproduzindo músicas protegidas por direitos autorais para que transmissões ao vivo de ativistas sejam interrompidas pelos algoritmos das plataformas.

Nesta semana, a Vice denunciou uma prática feita por policiais americanos que estão aproveitando das Leis de Direitos Autorais para impedir que sejam filmados ao vivo em situações abusivas.

Conforme relata o Tenho Mais Discos Que Amigos, em Beverly Hills, na Califórnia, pessoas começaram a fazer transmissões ao vivo para denunciar policiais que estão atuando de maneira abusiva. O que os cidadãos não contavam, é que os policiais passaram a dar play em músicas protegidas de direitos autorais para que as transmissões sejam interrompidas pelas plataformas de streaming.

Foi o que aconteceu recentemente com Sennett Devermont, que após receber uma multa no qual acreditava ser injusta, resolveu solicitar em uma delegacia as imagens da câmera do policial que estava no local da autuação. Ao fazer uma transmissão para denunciar o ocorrido, o agente que lhe atendia começou a reproduzir em seu celular “Santeria”, hit da banda Sublime, sem dizer uma palavra.

Ao sair da delegacia, Sennett encontrou novamente o policial na parte de fora, e ele voltou a reproduzir músicas em seu celular par afastar o ativista.

Outro vídeo (assista aqui) mostra um policial reproduzindo “Yesterday”, dos Beatles, depois de perceber que estava sendo filmado. Ele apenas tocou a música e ficou olhando para o horizonte.

De fato, a tática pode dar certo para conter as lives, uma vez que os algoritmos das plataformas de redes sociais e streaming são capazes de bloquear conteúdo restrito por diretos autorais.

Ainda segundo o portal, os casos estão sendo analisados por autoridades locais. Vale notar que há um risco de que a prática se espalhe pelo mundo.

 

Foto: reprodução/ de Paul McCartney via Shutterstock

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Bela Gil perde processo que moveu contra marca de tapiocas por uso indevido de nome

A apresentadora Bela Gil perdeu um processo que movia contra uma marca de tapiocas por uso indevido de nome. A decisão favoreceu a marca Bela Chef, pois ambas foram registradas na mesma época.

A 25ª Câmara Cível do Rio favoreceu, na semana passada, a marca Bela Chef no processo em que a apresentadora Bela Gil moveu por uso indevido de seu nome.

Segundo o Uol, Bela Gil alegava que a marca de tapiocas fazia uso de seu nome sem autorização e apontava concorrência desleal.

Publicada no Diário Oficial do Rio, no dia 28 de Janeiro, a deliberação foi a favor da empresa, uma vez que as duas marcas foram registradas na mesma época, ou seja, possuem registros contemporâneos.

Conforme o portal, o texto informou que a “contemporaneidade de depósito de registro das marcas que afasta a alegação da Autora de má-fé da Ré, uma vez que a notoriedade da Autora, apesar de inquestionável, nos dias atuais, foi algo conquistado por meio de seu trabalho, no decorrer do tempo e não ao tempo do depósito das marcas no INPI.

Além disso, a publicação apontou que “Bela” é um termo bem comum e , por isso,  a apresentadora não teve sua imagem usada de forma indevida pela marca de tapiocas.

Apesar de serem apresentados imagens e menções em perfis de redes sociais para comprovar que uma possível confusão entre os nomes, o texto também informou que os códigos visuais de ambas são diferentes e não houve tentativa de aproximação entre a comunicação visual das marcas.

“Imagens e menções de comentários em perfis de redes sociais, que se referem ao produto da Ré e à Autora, que não são suficientes para comprovar a confusão entre as marcas e de consumidores”, concluiu a decisão.

 

Imagem: Ricardo Borges/Folhapress

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CLUBHOUSE COMO FERRAMENTA ALIADA À COMUNICAÇÃO

Matéria de @meioemensagem

Especialistas falam como marcas podem usar o Clubhouse como um grande aliado na comunicação entre marcas e seu público.

Não há dúvidas de que o ClubHouse é o assunto do momento. A nova rede social baseada em audio se tornou a preferida das celebridades e tem ganhado cada vez mais destaque desde que foi lançada no ano passado, principalmente por ser mais uma ferramenta aliada à comunicação de marcas.

Os fundadores Rohan Seth, ex-funcionário do Google, e Paul Davidson, empresário do Vale do Silício descrevem o Clubhouse como um “tipo de produto social baseado na voz, permitindo que pessoas em todos os lugares falem, contem histórias, desenvolvam ideias e criem amizades ao redor do mundo”.

Conforme matéria do Meio & Mensagem, a nova rede social chega como mais uma ferramenta útil à comunicação. O diretor executivo da SA365, Gui Rios, relata que abriu uma sala no app para mostrar aos clientes “o potencial que vê na rede”. Para ele, as marcas se souberem aproveitar os recursos da plataforma poderão usá-la como um canal de atendimento ao consumidor.

Com baixo custo é possível ter uma sala com técnicos e os próprios usuários  conversando para tirar dúvidas em tempo real sobre produtos e serviços. Além disso, a rede social permite que marcas criem aulas patrocinadas e painéis de empresas com seus executivos.

“Tudo numa plataforma espontânea, com baixo custo de implantação, possibilidades infinitas de correção de rota e muita proximidade com clientes e consumidores”, disse.

“Entendo que no Clubhouse as pessoas podem se divertir, aprender, fazer conexões significativas e compartilhar experiências com outras pessoas ao redor do mundo. Todos valores que algumas marcas têm explorado em sua comunicação. Então, se uma marca tiver como divertir alguém, ou ensinar algo, seja por seus porta-vozes, ou por criadores de conteúdo com quem tenha afinidade, poderá se aproximar do seu público no Clubhouse”, complementou Rios.

Ana Carolina Targino, assistente de social listening e estratégia da CP+B Brasil também acredita que a rede social poderá auxiliar, principalmente, na prestação de serviços uma vez que o Clubhouse pode ser usado em estratégias de humanização da marca, através de promoção de conversas que vão além do negócio da empresa e gerem benefícios sociais, o que resulta em uma aproximação com o consumidor.

Entretanto, a executiva alertou que a ferramenta é útil, mas as marcas precisam estar abertas ao diálogo: “As marcas precisam estar preparadas para ouvir críticas também, lembrando que as salas na rede acontecem em tempo real e não há edição”, lembrou.

 

 

Crédito: William Krause/Unsplash

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