Tidal anuncia pagar quatro vezes mais do que a concorrência por transmissão de música

Semana agitada no Tidal. Enquanto serviço de streaming tem 80% de sua participação vendida por US$302 milhões, campanha patrocinada nas redes sociais enfatiza que plataforma paga mais por transmissão que seus rivais de mercado.

Em uma campanha patrocinada nas redes sociais, o Tidal mostrou os benefícios de sua plataforma, como a alta definição em áudio, e também enfatizou que “paga aos artistas 4 vezes mais por transmissão do que os outros caras”.

Conforme o Music Business Worldwide, o Tidal certamente paga mais por transmissão do que seus rivais. Dados publicados pelo The Trichordist no ano passado, por exemplo, revelaram que o Tidal pagava em média $0,00876 por transmissão, um número bem maior do que os $0,00348 do Spotify.

Vale notar que o serviço de streaming não possui uma assinatura gratuita e é mais caro que o Spotify ($19,99 contra $9,99). Mesmo assim, para se calcular o valor das remunerações aos artistas, é necessário avaliar outros dados.

Nos EUA, os serviços de streaming não calculam nem pagam royalties por transmissão. Em vez disso, eles pagam uma porcentagem de sua receita total – que é então, dividida entre a base de artistas/gravadora na plataforma.

Usuários que não tocam muita música, portanto, têm uma vantagem sobre aqueles com alto envolvimento (ou seja, usuários que tocam muita música) quando se trata de calcular sua taxa por transmissão. Em outras palavras: se os fãs de música transmitirem mais em um serviço em um determinado mês, seu pagamento por transmissão diminuirá; se os fãs de música transmitem menos em um determinado mês, sua taxa por transmissão aumentará.

Ou seja, a propaganda do Tidal é ousada, porém não quer dizer que ele está a frente no quesito remuneração aos artistas.

Seguido ao anuncio, recebemos a notícia que a Square – empresa americana especializada em pagamentos digitais- concluiu a compra de 80% de participação no Tidal, avaliada em US$302 milhões.

Isso quer dizer que o rapper Jay-Z, ganhou 6 vezes mais após adquirir o Tidal por €50 milhões (aproximadamente $56 milhões) pelo serviço escandinavo WimP – em 2015.

Tanto Jay-Z quanto o CEO da Roc Nation, Desiree Perez, devem permanecer no conselho da TIDAL após a compra da Square, e o restante do percentual continua sendo de uma série de artistas como Madonna, Arcade fire, Rihanna, Kanye West, Jack White e Daft Punk.

Os próximos passos de Jay-Z: NFTS

Os tokens não fungíveis (NFTs) se tornaram um grande negócio na indústria da música este ano, e claro, o empresário Jay-Z não poderia ficar de fora. Nesta semana, a Bitski – uma plataforma de compra e venda de NFT de marcas e desenvolvedores de jogos- anunciou ter levantado US$19 milhões em financiamentos, e entre os novos investidores da empresa estão Jay Brown, cofundador da Roc Nation, Troy Carter, Jay-Z, o CEO da Endeavor, Ari Emanuel, e 3LAU.

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Startup de transmissão de shows ao vivo ganha investimento da Deezer

A Deezer anunciou investimento estratégico em uma startup de transmissão de shows ao vivo online. O serviço de streaming francês está de olho nas oportunidades de transmissão simultânea quando os shows presenciais retornarem no mundo todo, e espera aumentar sua participação de mercado.

A Deezer anunciou nesta semana quem está investido na startup de streaming de música ao vivo online Dreamstage. Conforme o Music Business Wordwilde, a Dreamstage é especializada em venda de ingressos e entrega de sinais de áudio e vídeo ao vivo para telas e dispositivos. Na plataforma, artistas também podem vender mercadorias, experiências VIP e arrecadar doações.

A empresa já realizou mais de 50 shows ao vivo desde o seu lançamento em agosto de 2020, e tem Thomas Hesse como CEO e ex-presidente de Negócios Digitais Globais e Vendas/Distribuição da Sony Music EUA.

Com o investimento, a Deezer pretende acelerar seu crescimento, expandindo suas operações e aumentar sua participação de mercado, além de oferecer oportunidades de transmissão simultânea quando os shows presenciais retornarem.

O movimento da Deezer pode indicar que o formato de transmissão ao vivo, que ganhou popularidade durante a pandemia continuará a fazer parte do negócio da música no mundo todo. Tanto que outras empresas como a Live Nation já estão dando passos semelhantes.

No mês passado, contamos que a Live Nation adquiriu uma participação na empresa de livestream Veeps, e começou a equipar mais de 60 casas de shows e teatro nos Estados Unidos com tecnologia de transmissão ao vivo.

Vale lembrar ainda, que no Brasil a Deezer e a Globoplay assinaram uma parceria estratégica, para que usuários da Globoplay assinem o Deezer Premium gratuitamente por 12 meses.

 

 

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Warner Music viu aumento de 19% nas vendas físicas nos primeiros três meses de 2021

Matéria de @MusicWeek

A Warner Music provou que consegue se manter em crescimento, mesmo com um início de ano ainda difícil para o mercado musical. Lançamentos em vinil se destacaram e impactaram positivamente as receitas da empresa.

Nessa terça-feira (04) de altas emoções aqui no Brasil, a Warner Music Group revelou que suas vendas de formatos físicos aumentaram 19% no primeiro trimestre de 2021.

A notícia veio após a divulgação do balanço financeiro da empresa. Segundo o Music Week, o crescimento das vendas físicas de 25,5% (19,2% em moeda constante) foi o resultado de lançamentos em vinil de artistas como The Yellow Monkey no Japão, Neil Young e Fleetwood Mac.

Apesar do período difícil para o mercado musical por conta da pandemia do coronavírus, a gravadora demonstrou que soube se manter sustentável financeiramente no início do ano.

A receita da Warner Music apresentou um crescimento de 16,7% (12,8% em moeda constante) ano a ano nos últimos três meses. Este aumento foi impulsionado pelas vendas digitais, físicas e sincronização editorial.

A receita operacional da Warner Music foi de US$151 milhões, enquanto sua receita de Música Gravada chegou a marca de US$184 milhões e cresceu 16,8% (12,9% em moeda constante). Já a receita digital cresceu 23% (19,8% em moeda constante), representando 68,8% da receita total, ante 65,3% no trimestre do ano anterior.

O aumento da receita deveu-se principalmente ao crescimento de 23,2% (20,3% em moeda constante) das receitas vindas do streaming, especialmente de plataformas como Facebook, TikTok e Peloton.

A receita da WMG foi de US$151 milhões, em comparação a um prejuízo operacional de US$49 milhões no trimestre do ano anterior.

Os Best Sellers da Warner Music

Os principais artistas que já começaram o ano bombando na Warner Music foram a cantora pop Dua Lipa, o veterano Michael Bublé, Ed Sheeran, Ava Max e The Yellow Monkey.

“Nosso sucesso foi impulsionado por lançamentos de nossos artistas e compositores, bem como pela execução ousada e criativa de nossos operadores de classe mundial. Estamos entusiasmados com o resto do ano, pois temos uma lista de novas música fantásticas e talentos emergentes.”, disse Steve Cooper, CEO do Warner Music Group.

“Após um primeiro trimestre forte, estou feliz em informar que o nosso negócio está mais forte do que nunca”, continuou o CEO. “Apesar da pandemia em curso, geramos dois dígitos crescimento da receita tanto em música gravada quanto em publicação de música”, completou.

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Como uma loja de discos on-line conseguiu prosperar na pandemia

Matéria de G1

Conheça a loja de discos on-line que conseguiu aproveitar o período em que as pessoas estão mais em casa para aumentar seu faturamento em 30%.

A pandemia do coronavírus tem afetado muitos negócios no mundo todo, principalmente os que envolvem a música. Tanto que em São Paulo, a tradicional Galeria do Rock, viu tradicionais lojas de roupas e venda de discos fecharem as portas.

Ainda bem, que mesmo diante deste cenário há pessoas que continuam apostando na música, e conseguindo faturar muito. É o caso do empreendedor Eduardo da Rocha. Com uma loja on-line de discos de vinil, o empreendedor aproveitou o período em que as pessoas estão mais em casa para aumentar em 30% o seu faturamento em 2020.

Conforme reportagem do Pequenas Empresas & Grandes Negócios, o empreendedor consegue vender online, em média, 50 LPs por dia e fatura R$50 mil por mês. Para conseguir esses resultados incríveis Eduardo, que desde 2004 está no negócio de venda de discos, disse que é preciso focar em estoque.

Para conseguir ter acesso aos discos mais caros, Eduardo precisa comprar lotes grandes, geralmente de rádios e colecionadores. Em sua maioria, esses lotes contém muito material que costuma encalhar. Entretanto todo o esforço é recompensado quando aparece alguma preciosidade.

O resultado da busca pelas raridades é um acervo de mais de 40 mil discos, armazenados em um galpão que está 70% cheio. Lá, há discos que valem de R$10 a até quatro dígitos.

“O que é bom está vendido, é só anunciar que você tem o público. A procura é maior que a demanda de alguns tipos de LPs. Mas é difícil comprar, porque o colecionador, ao mesmo tempo em que está olhando mais para a coleção dele, não vende mais”, contou ao programa.

Para conferir a reportagem do programa na íntegra: ACESSE AQUI

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UFPR ABRE INSCRIÇÕES PARA o ‘Curso de Extensão: Gestão da inovação – economia criativa, empreendedorismo e propriedade intelectual’

Universidade Federal do Paraná promove curso de extensão online para promover inovação, crescimento industrial e aumento de competitividade empresarial.

Estão abertas as inscrições para o ‘Curso de Extensão: Gestão da inovação: economia criativa, empreendedorismo e propriedade intelectual’ da UFPR- Universidade Federal do Paraná .

Serão 9 palestras, transmitidas a partir do dia 25 de maio no canal do Youtube da instituição. Para garantir o certificado basta SE INCREVER AQUI e preencher a lista de presença que será enviada por e-mail.

O curso será mediado pelo professor da Faculdade de Direito da UFPR Prof dr Marcelo Miguel Conrado e pelo mestre Wagner Buture, e tem o intuito de promover inovação, crescimento industrial e aumento de competitividade empresarial através dos conteúdos que serão abordados.

Confira o cronograma de aulas:

25/05 – Invasão criativa na Cidade Matarazzo

27/05 – Pedra branca: case de inovação em empreendimentos imobiliários

01/06 – Design Autoral

08/06 – Como a arquitetura transforma a sociedade e o espaço urbano: Projetos autorais, inserção nacional e internacional

10/06 – O papel da criatividade nos ecossistemas de inovação

15/06 – Importância da Propriedade Intelectual para as startups

17/06 – Inovação e tecnologia no setor imobiliário

22/06 – O fio da seda produzido no Paraná: economia criativa e sustentabilidade

24/06 – Propriedade Intelectual como impulsionador da economia criativa na área da moda

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Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá criam abaixo-assinado na luta pela propriedade da marca Legião Urbana

Abaixo-assinado criado por Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá, é uma tentativa de resgatar a propriedade da marca Legião Urbana e voltar a fazer shows sem permissão prévia de herdeiro de Renato Russo. Documento já possui quase 35 mil assinaturas.

Nesta quinta-feira (29), Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá publicaram em suas redes socais um abaixo-assinado para que fãs os ajudem na luta pela propriedade da marca Legião Urbana. A notícia veio do portal da Rádio 89 Rock.

Segundo o texto do abaixo-assinado, que já possui quase 35 mil assinaturas, eles explicam que estão impedidos de voltar aos palcos com o nome da banda, devido ao processo de Giuliano Manfredini, filho e herdeiro de Renato Russo:

“A sentença proibia definitivamente a empresa Legião Urbana Produções Artísticas Ltda. – cujo representante legal é Giuliano Manfredini – de continuar dificultando ou impedindo que os referidos integrantes da banda fizessem uso da marca/nome ‘Legião Urbana’. Mas, insatisfeito com a decisão judicial, o herdeiro resolveu entrar com uma Ação Recisória para anular a sentença e com isso impossibilitar definitivamente que Dado e Bonfá se apresentem tocando o repertório que foi construído e eternizado por eles ao lado de Renato Russo e Renato Rocha, os verdadeiros titulares do patrimônio cultural e artístico da banda Legião Urbana. Que esse direito seja mantido e que nós fãs possamos continuar celebrando este legado ao lado de Dado e Bonfá”.

Conforme noticiamos aqui, no início deste mês ocorreu o julgamento movido contra os músicos no Superior Tribunal de Justiça (STJ), onde a ministra Isabel Galloti chegou a votar para que os integrantes da banda não possam mais usar a marca da banda sem ter autorização da empresa Legião Urbana Produções Artística. Entretanto, ministro Antonio Carlos Ferreira emitiu um pedido de vista para uma melhor análise sobre o caso.

Agora, resta a esperança de que a 4ª Turma mantenha a rescisão da sentença que permitia aos integrantes a permissão de uso do nome Legião urbana sem autorização da empresa de Manfredini.

 

Foto: Selmy Yassuda / Agência O Globo

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Vivendi diz que nos últimos três meses a Universal Music gerou US$1 milhão por hora

[ANÁLISE] Balanço financeiro da Vivendi mostra que a Universal Music faturou US$24,5 milhões por dia nos últimos três meses. Ou seja, um pouco mais de US$1 milhão por hora, mesmo com a pandemia do coronavírus impactando o mercado música. Saiba como tem sido o o desempenho da gravadora até aqui.

A Universal Music bateu a marca de €1,81 bilhão (US$2,20 bilhões) em receitas (música gravada e editora), no primeiro trimestre de 2021, um aumento de 9,4% ano a ano. Os dados foram apresentados na última semana pela Vivendi, sua empresa-proprietária.

Conforme o Music Business Worldwide, isso significa que a gravadora ganhou nos últimos três meses US$24,5 milhões por dia, ou um pouco mais de US$1 milhão por hora, mesmo com a pandemia do coronavírus impactando o mercado música.

Do total de receitas, €1,48 bilhão (US$1,80 bilhão) vieram da música gravada, um aumento de 10,8%. Entretanto, as receitas de streaming foram as mais rentáveis, gerando €1,01 bilhão (US$1,23 bilhão), um aumento de 19,6% ano a ano.

Ou seja, por dia a Universal Music faturou com o streaming nos último trimestre aproximadamente $13,6 milhões por dia, ou $568.000 por hora. Não é a toa que hoje streaming representa 68% das receitas de música da gravadora.

As vendas físicas também apresentaram bom desempenho para a gravadora, com um aumento de 14,8% no trimestre, gerando €213 milhões ($259 milhões). Para a Vivendi, esses resultados foram conquistados por “melhores lançamentos e vendas de catálogo”.

Com relação às receitas de publicação de música na editora aumentaram 6,9% em uma base orgânica, mas as vendas de mercadorias caíram 10% no comparativo anual.

Os Artistas Best-Sellers da Universal Music:

Ente os artistas que mais se destacaram na gravadora no primeiro trimestre deste ano foi ao grupo japonês King & Prince e o cantor Justin Bieber, seguido de The Weeknd, Ariana Grande e Pop Smoke. Será que neste ano a gravadora irá bater sua marca de US$8,4 bilhões em receitas de 2020? Vamos ficar de olho!

 

Foto: a banda de J-pop King & Prince/ reprodução

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Coreógrafo de “Single Ladies” se torna o primeiro a ter direitos autorais por passos de dança

Matéria de Tubefilter

O coreográfo JaQuel Knight se tornou o primeiro a ter direitos autorais por sua coreografia no clipe de Beyoncé, ‘Single Ladies’. Sua conquista pode abrir precedentes para que outros profissionais sejam remunerados por suas coreografias, inclusive no TikTok.

O coreógrafo, JaQuel Knight, responsável pelas danças icônicas de videoclipes de sucesso como “Single Ladies” de Beyoncé, e “WAP” de Card B e Megan Thee Stallion, se tornou a primeira pessoa a ter direitos autorais por passos de dança.

“O movimento de direitos autorais consiste em colocar o poder de volta nas mãos do artista”, disse Knight em entrevista para a Variety. “Estabelecemos um precedente histórico com a conquista dos direitos autorais para‘ Single Ladies’.”

Isso significa que qualquer um que desejar reproduzir a coreografia de ‘Singles Ladies’, principalmente para fins comerciais, deverá solicitar permissão prévia de Knight. Ele poderá ainda pedir remoção de vídeos com a reprodução da dança em plataformas como TikTok.

Segundo o Tubefilter.com, a notícia pode abrir portas para que coreógrafos do mundo todo também corram atrás de seus direitos, principalmente os que criam as danças famosas no TikTok.

Com isso em mente, Knight está lançando sua própria empresa, a Knight Choreography & Music Publishing, Inc, criada para ajudar outros profissionais a alavancarem sua carreira e oferecer mentoria artística e jurídica para licenciamentos.

A empresa espera poder garantir “que a próxima geração de artistas tenha a mesma plataforma, recursos e ferramentas para prosperar, criativa e financeiramente, na indústria musical comercial”, disse Knight.

Como observou a Variety, o assunto sobre direitos autorais na dança tem ganhado repercussão desde que o TikToker Addison Rae se apresentou no The Tonight Show, de Jimmy Fallon, reproduzindo passos de danças famosas de criadores negros no TikTok, e sem dar os devidos créditos durante a transmissão do episódio.

Fallon acabou se desculpando pelo ocorrido e Rae disse ao TMZ que “é meio difícil de receber crédito durante o show”, e disse que amava os criadores das danças.

 

Foto: O coreógrafo JaQuel Knight/ reprodução

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Porta dos Fundos e Netflix vence processo contra seu polêmico Especial de Natal

Matéria de VEJA RIO

Para Juíza, o pedido de entidades religiosas para remover da Netflix o Especial de Natal do Portas dos Fundos é improcedente ao direito de liberdade de expressão, e a vedação à censura.

Na última sexta-feira o Porta dos Fundos e a Netflix ganharam a ação em que religiosos pediam a retirada da plataforma o polêmico ‘Especial de Natal’. Conforme o Veja Rio, a juíza Adriana Sucena Monteiro Jara Moura, da 16ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do Rio, decidiu que o pedido da Associação Centro Dom Bosco de Fé e Cultura em Ação Civil Pública era improcedente ao direito de liberdade de expressão e a vedação à censura.

No caso, as entidades religiosas pediram a remoção do filme “Especial de Natal do Porta dos Fundos: A Primeira Tentação de Cristo” da Netflix, e ainda pediram uma indenização de 2.000.000 de reais por ‘supostos danos morais coletivos sofridos pela exibição do Especial’, informou o portal.

Para a juíza, cabe ao usuário escolher se deve ou não assistir ao conteúdo, que está dentro dos limites de liberdade de expressão: “não há exposição a seu conteúdo a não ser por opção daqueles que desejam vê-lo. Resta assim assegurada a plena liberdade de escolha de cada um de assistir ou não ao filme e mesmo de permanecer ou não como assinante da plataforma”.

Além disso, a juíza não considerou o conteúdo como intolerância religiosa, mas sim uma “crítica religiosa, realizada por meio de sátira, a elementos caros ao Cristianismo”.

 

Foto:

Reprodução

 

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Reino Unido vê queda de 19,7% na arrecadação de músicas tocadas em shows ao vivo

Matéria de @MusicWeek

De olho na música ao redor do mundo! Apesar de arrecadar £699,4 milhões em 2020, PRS for Music anuncia que receitas de música tocada ao vivo caíram 19,7% no Reino Unido. Presidente da associação fala sobre dificuldades, mas espera um futuro melhor para compositores e titulares britânicos.

Ano de boas e más notícias também para a música no Reino Unido. Apesar de arrecadar £699,4 milhões em 2020, receitas de música tocada ao vivo caíram 19,7%. Segundo o Music Week, diante da pandemia e seu impacto negativo na música, a associação de gestão coletiva de direitos autorais no Reino Unido precisou reforçar seu processamento de dados para acelerar o processo de pagamento de royalties. Além disso, foi preciso reduzir seus custos em £12,1 milhões (13,8%).

Mesmo assim, foi impossível escapar da queda nas receitas. Embora as distribuições para 155.000 compositores e editoras associadas tenham sido positivas no geral, muitos dos royalties pagos no ano passado foram coletados antes do primeiro lockdown. Portanto, a queda na receita será sentida pelos criadores de música até o fim de 2021, com previsão de queda nas distribuições de pelo menos 10% este ano.

“Foi um ano difícil para todos nós”, disse a CEO da PRS, Andrea C Martin, à Music Week. “Tivemos uma distribuição recorde, apesar de ter desempenho público [receita] caindo 61% e viver caindo quase 80%. Como empresa, nos concentramos no sustento de nossos membros”.

No geral, as receitas obtidas com a música tocada no Reino Unido e em todo o mundo em 2020 caíram 19,7% ano a ano para £650,5 milhões, erradicando anos de crescimento recorde.

Transmissões ao vivo

O crescimento do streaming no Reino Unido cresceu 796% em comparação a 2015. Foram 22,4 trilhões de “performances” de música em 2020. Durante a pandemia, o PRS For Music revisou os planos de cobrança de direitos para transmissão ao vivo de pequena escala e atualmente está elaborando seu próprio sistema de licenciamento para transmissões maiores.

“Estaremos anunciando em breve nossa proposta para o concerto online ao vivo [tarifa]”, disse Martin. “Anunciamos a licença de baixíssimo custo. Antes disso, tivemos muitos diálogos e muitos debates saudáveis! Tivemos três mesas redondas para licenciar shows ao vivo online, e também fizemos uma chamada sobre visualizações – tivemos quase 2.000 pessoas nos dando feedback sobre essa licença. E, em breve, publicaremos o que iremos cobrar por isso”.

No entanto, o aumento da receita e das distribuições de royalties online não compensará a perda de receita para muitos titulares. As distribuições para membros por desempenho público já caíram 35,1% (£50,4 milhões) em 2020.

A fim de apoiar seus associados neste momento difícil, o PRS for Music lançou em colaboração com seus parceiros – o PRS Members ‘Fund e a PRS Foundation – o PRS Emergency Relief Fund e, desde então, pagou mais de £2,2 milhões em 5.500 subsídios para compositores que enfrentaram dificuldades financeiras durante a pandemia do coronavírus.

“Você pode ver que nos resultados de 2020, fizemos tudo que podíamos para ainda ter um ano recorde”, disse Martin em entrevista à Music Week. “Estamos fazendo tudo o que podemos para minimizar o impacto. Estamos inovando, desafiamos as coisas. No ano passado, a equipe internacional fez auditorias para se certificar de que havia [mais] dinheiro para arrecadar. A equipe está super motivada para garantir que protegemos o sustento de nossos membros, esse é o nosso foco número um”.

Por fim, Martin tranquiliza os associados e afirma estar confiante sobre os resultados obtidos em 2020, e espera um futuro melhor: “Estabelecemos uma [meta] de crescimento muito rápido para o PRS”, disse ela. “Nossa meta é um pagamento de £1bilhão nos próximos cinco a sete anos. Estaremos alavancando nossas joint ventures e ser mais inovadores para chegar lá”.

 

 

Foto: a CEO da PRS, Andrea C Martin – reprodução

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