Spotify cria playlists que acalmam pets

Matéria de CNN

O Spotify criou uma série de playlists e até um podcast para ajudar os animais que ficam muito tempo sozinhos em casa a ficarem menos estressados.

Já se tornou comum nos serviços de streaming certas playlists para tornar a rotina do usuário melhor. São inúmeras playlists que ajudam a manter o foco, a malhar, a relaxar. Afinal, as plataformas querem manter o usuário o máximo de tempo nelas. Mas desta vez chegou a hora dos pets terem o seu momento.

O Spotify criou uma série de playlists e um novo podcast que ajudam o seu animalzinho de estimação a ficar menos estressado por ficar em casa sozinho.

De acordo com a CNN Business, as playlists são baseadas nos gostos musicais e no tipo de espécie de animais dos usuários, enquanto o “My Dog’s Favourite Podcast” (O Podcast favorito do Meu Cachorro” – em livre tradução) foi criado por especialistas em animais para “ajudar a aliviar o estresse”, afirmou o Spotify.

O podcast é executado em dois trechos de cinco horas e contém vozes humanas, música relaxante e sons ambientais, como som de chuva.

Para dublar o podcast foram escolhidos os atores britânicos Ralph Ineson (“Game of Trones”) e Jessica Raine (da série da BBC “Call The Midwife”).

Neil Evans, fisiologista animal e professor da Universidade de Glasgow, que trabalhou junto com o Spotify para desenvolver o podcast, disse que fornecer aos cães “enriquecimento auditivo” pode ajudá-los a alcançar um “estado mais relaxado”.

Alex Benjamin, psicólogo da Universidade de York, que também trabalhou nos estudos, disse que tocar o podcasts para animais de estimação pode ajudar a acalmá-los, mascarando os “sons do mundo exterior, como tráfego, batidas de portas de carros ou latas sendo esvaziadas.”

A Royal Society for the Prevention of Cruelty to Animals, maior instituição de caridade e bem-estar animal do Reino Unido, apoiou a ideia do podcast, mas alertou que nada pode substituir a presença do dono de um cachorro.

Há leis de proteção animal, como na Austrália, onde donos que deixam de passear com cães estão sujeitos a pagar multa de US$2.700. No Brasil, as legislações não são tão rigorosas. Entretanto, não custa nada levar o doguinho pra passear após um longo dia sozinho.

 

Foto: Divulgação/Spotify

Leia na origem

TikTok se torna o segundo app mais baixado do mundo

Matéria de Pandaily

Relatório do Sensor Tower revelou que entre os aplicativos mais baixados do mundo, o TikTok perdeu apenas para o Whatsapp.

O TikTok, da chinesa ByteDance alcançou um recorde histórico no mercado de aplicativos móveis e ficou em segundo lugar como o mais baixado do mundo.

De acordo com o relatório “Q4 2019-Store Intelligence Data Digest” da Sensor Tower, o TikTok ultrapassou o Facebook e o Messenger e se tornou o segundo aplicativo mais baixado do mundo no Google Play, atrás apenas do WhatsApp.

O relatório mostrou que o total de downloads do TikTok cresceu 24%, com um excelente desempenho na App Store, onde liderou os downloads em todo o mundo.

Par o Pandaily.com, os resultados favoráveis não excluem as atuais questões enfrentadas pelo aplicativo como os níveis de engajamento do usuário, desafios de monetização e crescente concorrência de participantes, tanto maiores, quanto menores.

Foto: Reprodução

Leia na origem

Ingrooves Music fecha acordo de distribuição global com a GR6

Ingrooves Music assina acordo de distribuição com a produtora de funk GR6. A executiva paulistana Cris Garcia falcão será responsável por liderar a expansão da Ingrooves no Brasil.

A distribuidora Ingrooves Music, de propriedade da Universal Music, assinou um contrato global de distribuição exclusivo com a GR6, gravadora e produtora de funk brasileira.

Segundo o Music Business Worldwide, a expansão da Ingrooves no Brasil será liderada pela executiva paulistana Cris Garcia Falcão, nomeada como diretora administrativa da Ingrooves Brasil.

Fundada pelo CEO Rodrigo Oliveira, em 2005, a GR6 conta com mais de 40 milhões de assinantes em seus canais no Youtube.

Atualmente, a GR6 possui uma extensa lista de artistas, incluindo MC Livinho, MC Don Juan, GAAB, MC Pedrinho, MC João, G15 e muitos outros. A produtora atua ainda como editora de música, gestão de artistas, produção de áudio/vídeo e turnês.

Com mais de 15 anos na indústria da música, Cris Garcia Falcão iniciou sua carreira como editora musical na Fermata do Brasil e mais tarde fundou a gravadora e editora independente Cada Instante. A executiva atua ainda como Chapter Líder do Women in Music Brasil.

“Rodrigo construiu uma lista incrível de artistas e um profundo banco de talentos executivos na GR6”, disse Bob Roback, CEO da Ingrooves. “Estamos empolgados com a parceria, pois procuramos oferecer novas oportunidades para a GR6 e todos os seus artistas em todo o mundo”, continuou.

Roback acrescentou: “A GR6 tem um cronograma ambicioso de lançamentos nos próximos meses, e é por isso que estamos tão empolgados em trazer Cris a bordo para liderar esse relacionamento e nossa expansão geral no Brasil.

“Ela é uma executiva eminentemente respeitada em seu país e é a pessoa perfeita para administrar nossa operação na América do Sul”, afirmou o CEO.

Para Cris Garcia Falcão, a Ingrooves é um serviço “transparente, justo e eficiente” e “que agrega valor ao conteúdo de gravadoras e artistas”.  “Estou animada em fazer parte da empresa e começar com a GR6, um dos maiores selos de funk do Brasil. Este é apenas o começo. “, contou a executiva ao portal.

Vale lembrar que Cris Garcia Falcão participou em novembro de 2019, do podcast “Mulher e Música”, com a nossa fundadora Guta Braga, para discutir sobre a presença feminina na indústria musical. O podcast é comandado pela cantora Tulipa Ruiz. Para ouvir CLIQUE AQUI.

Foto: Reprodução

Leia na origem

KONDZILLA FECHA ACORDO DE DISTRIBUIÇÃO COM THE ORCHARD

Além da distribuição digital de lançamentos da KonZilla Records, The Orchard dará suporte criativo, desenvolvimento e gerenciamento aos canais do KondZilla no Youtube. Saiba mais.

A distribuidora The Orchard e Konrad Dantas, criador do KonZilla, anunciaram hoje um acordo global de serviços para a KondZilla Records.

De acordo com o Music Business Worldwide, a Orchard administrará a distribuição digital para novos lançamentos da KondZilla Records no mundo todo.

Além dos serviços de distribuição de música, a distribuidora oferecerá suporte aos canais do KondZilla no YouTube por meio do desenvolvimento criativo do público, publicidade, gerenciamento de direitos, relatórios, marketing, otimização da visualização de vídeos e monetização.

Erol Cichowski, vice-presidente internacional da The Orchard disse: “Konrad é um executivo criativo visionário e empresário de sucesso que está na vanguarda da conexão de fãs com entretenimento dinâmico em uma variedade de plataformas”.

“Estamos ansiosos para trabalhar com ele e ampliar a mensagem positiva e a paixão do KondZilla pela cultura brasileira”, continuou Cichowski.

Foto: Reprodução

Leia na origem

Justin Bieber ensina truque para fãs ajudarem a alavancar seu novo hit nas paradas

Em um post publicado na rede social do cantor, havia passos que ensinavam aos fãs como ajudar seu novo hit a chegar no top das paradas, através de truques nos serviços de streaming.

Durante este fim de semana, uma postagem nas redes sociais do cantor pop Justin Bieber causou polêmica. Isso porque o texto incentivava e instruía os fãs a reproduzirem sua nova música de forma excessiva nos serviços de streaming e assim chegar ao topo das paradas.

Apesar da postagem ter sido apagada da rede social do cantor, o Digital Music News revelou que o conteúdo dava dicas de como inflar os números do single “Yummi”. Entre as sugestões, o fã poderia criar uma playlist só com a faixa e colocar em modo de reprodução automática para que fosse tocada continuamente durante a noite.

O post, escrito em 3a pessoa, dizia para os fãs não silenciarem a música, mas sim, tocá-la em volume baixo para ouvir durante o sono. Além disso, os fãs que estão fora dos Estados Unidos poderiam usar uma VPN (rede de comunicação privada) com base nos EUA para transmitir a música para que a Billboard possa contabilizar as reproduções em seus gráficos.

Justo com as fotos contendo as instruções havia a seguinte legenda: “Justin realmente quer o #1 e está realmente empolgado com isso, como disse ontem na live. Se você não quiser fazer nada disso, tudo bem, ignore a postagem. ✌Esta é uma dica para as pessoas que realmente querem fazer um esforço extra! ”

Para os fãs que preferissem adquiri o single no iTunes, era indicado fazer a compra várias vezes e vincular o vídeo da música no Youtube nas mídias sociais, em vez de republicarem o vídeo lá.

Bieber não foi o primeiro a tentar burlar o sistema dessa maneira. Uma campanha parecida foi feita ajudar a impulsionar o “Sign of the Times” de Harry Styles.

Em 2018, um grupo de fãs do BTS supostamente distribuiu mais de 1.000 logins do Spotify para ajudar o álbum “Love Yourself: Tear”.

Leia na origem

Spotify lança plataforma de anúncios para podcasts

Spotify criou o Spotify Podcasts Ads, uma tecnologia específica para inserção de anúncios em Podcasts, capaz de fornecer aos anunciantes dados valiosos sobre o seu público alvo. A novidade foi testada e aprovada pela PUMA.

O Spotify lançou nesta quarta-feira (8) uma plataforma de anúncios específica para podcasts. Através de uma nova tecnologia chamada de “Streaming Ad Insertion (SAI)”, é possível aproveitar o streaming para fornecer o conjunto digital completo de recursos de planejamento, relatórios e medição em podcasts originais e exclusivos do serviço de streaming.

A plataforma poderá fornecer aos anunciantes dados valiosos sobre o seu público alvo, como impressão real do anúncio, frequência, alcance e informações anônimas (idade, sexo, tipo de dispositivo).

Segundo o Spotify, é a primeira vez que esse tipo de dados é disponibilizado para anunciantes e criadores de podcast.

A marca de calçados Puma foi uma das primeiras a testar a novidade e garantiu que conseguiu um recall de 180% ao exibir um anúncio durante o podcast Jemele Hill Is Unbothered, original da plataforma.

Segundo a análise do Music Business Wordwilde, o Spotify espera em um futuro próximo, gerar receitas através dos podcasts.

Em 2018, o mercado de podcasts teve um aumento na receita de anúncios de 53%, cerca de US$479,1 milhões, de acordo com um relatório recente do Interactive Advertising Bureau (IAB) e da PwC. Estima-se que esse número ultrapasse US$678 milhões até o final de 2019 e US$1 bilhão até 2021.

Com a receita de publicidade em podcasts subindo e o Spotify investindo em aquisições e tecnologias como esta, está claro que a empresa espera receber retorno lucrativo.

Foto: Reprodução

Leia na origem

PESQUISA REVELA QUE OS BRASILEIROS SÃO OS QUE MAIS COMPRAM LIKES NO MUNDO

Matéria de 6 Minutos

Portal mostra como é fácil comprar seguidores, comentários e até plays em plataformas de streaming como Spotify e Youtube. Há planos até para bombar os números de podcasts!

O portal 6minutos publicou um artigo polêmico sobre a compra de likes nas redes sociais. Os influenciadores digitais brasileiros são os que mais usam de métodos não-autênticos para inflar seus números nas redes sociais.

Segundo uma pesquisa realizada pela empresa especializada em inteligência artificial, Hypeauditor, 44% dos perfis brasileiros usam artifícios falsos, como compra de likes e seguidores, para mostrar que estão bombando nas redes sociais.

A pesquisa descobriu também que em comparação com países como Estados Unidos, Reino Unido, Índia e japão, o Brasil é o país mais inativo na interações das redes sociais.

Para se ter uma ideia, influenciadores com mais de 1 milhão de seguidores chegam a ter uma taxa de engajamento média de apenas 0,94%. Ou seja, menos de 1% do seguidores, compartilham e comentam os conteúdos desses perfis influenciadores.

Atualmente há centenas de sites de vendas de curtidas, seguidores, plays e até comentários. A partir de R$14,90 um usuário já pode conseguir aumentar o que quiser em seu perfil. Há ainda preços que podem ultrapassar R$ 17.700.

Não só nas redes sociais a prática é recorrente, mas há muitos artistas que costumam comprar plays em plataformas de streaming como Spotify e Dezeer. Há opções até de plays para podcasts.

De acordo com o portal, com menos de R$30 um artista pode comprar 1.000 plays no Spotify ou no Deezer, 1.000 visualizações para vídeos no YouTube, um pacote de 100 seguidores no Instagram e 1.000 curtidas no Facebook.

Weverton Guedes, diretor de data e performance da agência de publicidade REF+ diz que para muitos influenciadores o número de seguidores importa muito. O número acaba influenciando usuários reais a seguir os perfis.

“Eles pensam: se tem tanta gente seguindo, também vou seguir. É o chamado FOMO – ‘Fear of Miising Out’, ou medo de ficar por fora”.

Quem pode sair no prejuízo são as marcas que apostam nos influenciadores para sua divulgação. Por isso, elas estão mais atentas com relação a prática:

“Inúmeras marcas ainda escolhem seus influenciadores pela quantidade de seguidores e isso não significa realmente nada”, diz o publicitário. “É o que no mercado se convencionou chamar de vanity metric, ou métrica da vaidade: é bonito de ver, mas não funciona, não atinge realmente o consumidor porque a maioria dos perfis é falsa ou não está nem aí para o influenciador. São pessoas que clicaram por clicar”, afirma.

O portal entrou em contato com as redes sociais e as plataformas de streaming. O Facebook afirmou em nota que “curtidas falsas são ruins para as pessoas, as marcas e para o Facebook” e que medidas estão sendo tomadas contra essas ações.

O Spotify contou que também trabalha para impedir as fraudes: “O Spotify tem várias maneiras de detectar esses casos, monitorando o consumo no serviço para encontrar, investigar e lidar com essa atividade. Continuamos a investir fortemente no aprimoramento desses processos, no aprimoramento dos métodos de detecção e remoção e na redução do impacto dessa atividade inaceitável para criadores legítimos, detentores de direitos e nossos usuários.”

A Deezer e o Twitter não comentaram sobre o assunto.

Leia na origem

PELA 1ª VEZ UMA MULHER GANHA SOZINHA O GLOBO DE OURO DE TRILHA SONORA

Matéria de Mulher no Cinema

A conquista de Hildur Guðnadóttir é relevante tanto para o mercado musical quanto para o cinematográfico, uma vez que mulheres representaram apenas 6% dos 250 filmes de maior bilheteria nos Estados Unidos em 2018.

Neste domingo (5) aconteceu a cerimônia do Globo de Ouro, e pela primeira vez uma mulher ganhou sozinha como Melhor Trilha Sonora.

Segundo a Variety, a compositora islandesa Hildur Guðnadóttir, além de fazer história com sua conquista pelo filme Coringa, também  foi a segunda compositora  a ser premiada no Globo de Ouro. A primeira foi Lisa Gerrard, em 2000, como Melhor Trilha Sonora pelo filme Gladiador, uma composição em parceria com Hans Zimmer.

De acordo com o MulhernoCinema.com, desde 2009 uma mulher não era indicada na categoria.

A conquista da compositora é de relevância tanto para o mercado musical quanto para o cinematográfico, visto que em um estudo de 2018, a San Diego State University revelou que mulheres representaram apenas 6% dos 250 filmes de maior bilheteria nos Estados Unidos.

Além da trilha sonora para o Coringa, Guðnadóttir também fez trilhas sonoras de filmes como Maria Madalena (2018) e de séries como Trapped e Chernobyl, pela qual ganhou o Emmy. A compositora também deve ser indicada ao Oscar.

Foto: reprodução

Leia na origem

ECAD ARRECADA R$1 BI EM 2019

Matéria de Direto da Fonte

Superintendente fala sobre os investimentos em tecnologia para agilizar os processos das equipes da entidade.

O Ecad anunciou que arrecadou mais de R$1 Bilhão em 2019, com média de repasse foi de R$2.570 para cada titular.

A superintendente do Ecad, Isabel Amorim, revelou ao Estadão que em 2019 o Ecad – Escritório Central de Arrecadação e Distribuição – arrecadou o valor de R$1.121 bilhão.

Segundo o portal, Isabel afirma que a entidade tem cada vez mais investido em tecnologia para trazer maior agilidade nos processos de suas equipes. Uma delas permite “a leitura de fonogramas numa média de 67 segundos”, providência essencial “na hora em que novos players, tipo Amazon ou Netflix, ampliam o serviço de forma gigantesca”.

Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal Isabel Amorim

 

Já ouviu o último episódio de 2019 do Fast Forward Podcast? “2010’s: Retrospectiva e Melhores da Década” teve como convidado Lucas Lopes, Label Manager Internacional da Warner. OUÇA AQUI!

Leia na origem

POLÊMICA SOBRE CASO A FAVOR DA PARÓDIA DE TIRIRICA É ESCLARECIDA

Advogado esclarece polêmica sobre caso em que o humorista Tiririca foi favorecido pelo STJ ao fazer uma paródia sem autorização de uma música de Roberto e Erasmo Carlos.

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) favoreceu o humorista Tiririca, pela paródia de uma música de Roberto Carlos, feita em sua campanha política em 2014. Desta vez, o motivo da repercussão foi por uma nota do O Globo em que afirmava que a situação era um “disparate” às leis sobre Direitos Autorais.

Ao fazer uma paródia em sua campanha política em 2014, o humorista Tiririca foi acusado pela EMI (da Sony) por violar os direitos autorais da música “O Portão”, de Roberto Carlos e Erasmo Carlos. Apesar de ter sido condenado em 1ª instância a pagar indenização à EMI, o STJ anulou a condenação em novembro do ano passado e aceitou o argumento de que Tiririca teria feito uma paródia, permitida em campanhas eleitorais.

Recentemente, em um novo julgamento, o STJ favoreceu o humorista por uma decisão unânime.  A notícia ganhou uma nota no jornal O Globo, onde afirmava que a situação é um “disparate” já que Tiririca “plagiou uma música” só para ganhar votos.

Diante da polêmica, o portal “Tenho Mais Discos Que Amigos” publicou um artigo escrito pelo advogado Guilherme Coutinho para esclarecer os fatos.

Para Guilherme Coutinho, a decisão do STJ é válida: “o Superior Tribunal de Justiça teria apenas cumprido o que diz a lei, já que as paródias estão dentro das exceções dos direitos autorais no Brasil”.

A lei permite em alguns casos que uma obra protegida pode ser utilizada sem autorização. Um deles é a paródia. Seu uso é livre desde que, segundo a lei, “não forem verdadeiras reproduções da obra original nem lhe implicarem descrédito”.

“Obviamente “descrédito” é algo subjetivo, até porque geralmente paródias utilizam humor, então para caracterizar alguma desvalorização seria preciso algo mais concreto do que a mera utilização de ironia”, esclareceu Guilherme.

“A utilização de obra em propaganda política, principalmente caso o candidato defenda valores opostos ao do autor, é algo que poderia ser caracterizado com descrédito, mas a decisão do STJ aponta que a finalidade da paródia (se comercial, eleitoral, educativa, puramente artística ou qualquer outra) não deve ser levada em conta na análise, já que a legislação não diferencia o intuito da nova versão, todas seriam livres”, continuou.

Guilherme explicou que a questão dos direitos morais dos autores deveria ser discutida apenas se Roberto e Erasmo Carlos tivessem participado da ação. No caso, quem iniciou a ação foi a EMI. Vale lembrar pela legislação, os “direitos morais não podem ser transferidos, assim a editora não poderia reivindicar estes direitos”, explicou o advogado.

“Desta forma, eventualmente, o caso poderia ter uma análise diferente se os autores tivessem participado ativamente do processo. Coube à editora requerer um ressarcimento econômico de Tiririca, assim como solicitar que fosse interrompida a utilização sem autorização”, justificou o advogado.

Foto: Reprodução/YouTube

Leia na origem

©2020 MCT - Música, Copyright e Tecnologia.

ou

Fazer login com suas credenciais

Esqueceu sua senha?