A INDUSTRIA DA MÚSICA ATACA O YOUTUBE APÓS CAMPANHA CONTRA O ARTIGO 13

A indústria da música respondeu à campanha do YouTube, que inclui pop-ups para alertar usuários contra o Artigo 13 da Nova Diretiva Europeia de Direitos Autorais. “Chegou a hora do YouTube respeitar o processo legislativo da UE e concentrar sua energia no trabalho com gravadoras para aumentar o valor gerado pela música gravada”, afirmou o diretor-presidente da BPI – associação de negócios da indústria fonográfica britânica, Geoff Taylor.

A Nova Diretiva Europeia de Direitos Autorais foi votada pelo Parlamento Europeu em setembro e deve ser aprovada ainda em 2018. As novas normas devem trazer mudanças e impactar, principalmente os serviços de streaming de vídeos, como o YouTube, que terão responsabilidade legal por todo o conteúdo enviado por seus usuários, conforme determina o Artigo 13, da Nova Diretiva.

Outra consequência da Nova Diretiva é determinar que plataformas como o YouTube, criem um filtro para todo o conteúdo enviado por usuários, conforme as leis de direitos autorais, antes de disponibilizá-lo em seu serviço.

O YouTube diz que já aborda esse problema com eficácia, através de seu sistema Content ID. Entretanto, atualmente, só é possível detectar uma violação de direitos, após o envio dos vídeos. Segundo o YouTube, 99,5% de todo o conteúdo infrator é detectado.

Uma campanha contra o Artigo 13, começou a ser difundida para alertar os usuários, através de pop-ups no Google, empresa-mãe do YouTube, vinculando a uma página chamada de “anti-Article 13 #SaveYourInternet”. O YouTube também está apoiando a campanha.

Nesta semana, a CEO do YouTube, Susan Wojcicki, e o diretor de música global da plataforma, Lyor Cohen, também se pronunciaram sobre o assunto, alertando aos usuários que o artigo 13 poderia prejudicar a plataforma e todos os usuários. Cohen afirmou que as consequências da aprovação do artigo significariam “menos dinheiro para artistas e compositores… [e] menos música para os fãs”.

Em contrapartida, a indústria fonográfica respondeu à força – através do BPI, British Phonographic Industry – a associação de negócios da indústria fonográfica britânica. Que possui como membros a Universal Music, Sony Music e Warner Music.

“O artigo 13º foi cuidadosamente analisado ao longo de quatro anos pela Comissão Europeia, pelo Conselho e pelo Parlamento. Estas três instituições concluíram, com razão, que a lacuna de valor – value gap – é real e que o YouTube deve assumir alguma responsabilidade pelo conteúdo que publica, assim como outros editores. O YouTube agora parece estar tentando assustar a UE em reverter decisões tomadas após um debate completo, porque não gosta do resultado.”, afirmou o diretor-presidente da BPI, Geoff Taylor, ao portal World Music Worldwide.

“Chegou a hora de o YouTube respeitar o processo legislativo da UE e concentrar sua energia no trabalho com gravadoras para aumentar o valor gerado pela música gravada, por exemplo, por meio de seu excelente serviço de assinatura do YouTube Music, em vez de tentar proteger um porto seguro – safe harbor- ultrapassado”, acrescentou Taylor.

 

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Grupo de gravadoras já fez 310 milhões de denúncias sobre pirataria ao Google

A BPI (British Recorded Music Industry) bateu recorde ao alcançar 310 milhões de pedidos de remoção de conteúdo supostamente ilegal ao Google.

Até março de 2016, o TorrentFreak, o grupo que representa gravadoras, divulgou que levou anos para chegar às 200 milhões de URLs denunciadas aos buscadores. Já em outubro do mesmo ano, a BPI bateu os 250 milhões. Em junho deste ano o número de denúncias era de 300 milhões, e então levou só dez dias para chegar aos 310 milhões.

O Google revelou que foram atendidos 95,7% dos pedidos de remoção. No entanto a principal queixa da BPI é que os sites piratas voltam á ativa rapidamente em outros endereços.

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