Trilhas sonoras impulsionam o crescimento no consumo de música no Reino Unido.

Matéria de @MusicWeek

Primeira notícia de 2019! Pelo quarto ano consecutivo, o consumo de música cresceu no Reino Unido. Em 2018, as vendas foram impulsionadas pelas trilhas sonoras de filmes como “The Greatest Showman”, “Mamma Mia: Here We Go Again””, “A Star Is Born” e “Bohemian Rhapsody”.

A BPI – “British Phonographic Industry”,  associação de negócios da indústria fonográfica britânica – com base nos dados da Official Charts Company, divulgou um novo relatório sobre o consumo de música no Reino Unido. Em 2018, impulsionada pelo consumo de trilhas sonoras, o consumo de música  aumentou 5,7% (135,1 milhões), um valor de varejo estimado de £1,33 bilhões.

De acordo com o portal Music Week, em 2017, grandes artistas como Adele e Ad Sheeran desempenharam papéis importantes no consumo de música no Reino Unido. No entanto, em 2018, as vendas foram impulsionadas pelas trilhas sonoras de filmes.

A trilha sonora do filme “The Greatest Showman” foi o título mais vendido do ano, batendo o recorde da cantora Adele por semanas.  Fizeram parte dos mais vendidos a banda Abba na trilha sonora de “Mamma Mia:Here We Go Again” (No.4), Lady Gaga e Bradley Cooper com músicas do filme “A Star Is Born” (No.7) e a banda Queen, com a trilha sonora do biográfico “Bohemian Rhapsody”.

Os artistas britânicos também se destacaram na indústria da música, eles foram responsáveis ​​por metade dos 20 álbuns mais vendidos no mundo em 2018. Em primeiro lugar ficou o cantor George Ezra com seu álbum “Staying At Tamara’s. Artistas e bandas como Ed Sheeran (÷), Dua Lipa (Dua Lipa) e Arctic Monkeys (Tranquilidade Base Hotel + Casino) ocuparam as primeiras posições de vendas de álbuns.

Segundo o relatório, o streaming de música representou quase dois terços do consumo de música no Reino Unido (63,6%) e em dezembro de 2018, o mercado testemunhou um novo marco de 2,0 bilhões de streaming de música em uma única semana.

Outro ponto-chave do relatório indicou o aumento de 1,6% nas vendas de vinil, com os 4,2 milhões de LPs comprados. As vendas de LP estiveram no nível mais alto desde o início dos anos 90. Atualmente, o vinil é responsável por cerca de 3% da música consumida no Reino Unido.

Tranquility Base Hotel + Casino  da banda Arctic Monkeys foi o álbum mais adquirido em vinil em 2018 e também foi o LP mais vendido em 25 anos desde que os discos começaram em 1994.

“O crescimento do consumo de música e a força dos artistas britânicos no cenário mundial estão energizando histórias de sucesso para os selos. Embora ainda seja difícil para os artistas menores romperem a vasta quantidade de música disponível, 2018 provou ser um ano estimulante em que a indústria da música se uniu para exigir um pagamento justo dos grandes gigantes da tecnologia, através do Artigo 13”, analisou Vanessa Higgins, diretora executiva da Regent Street Records e membro independente do conselho da BPI.

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A INDUSTRIA DA MÚSICA ATACA O YOUTUBE APÓS CAMPANHA CONTRA O ARTIGO 13

A indústria da música respondeu à campanha do YouTube, que inclui pop-ups para alertar usuários contra o Artigo 13 da Nova Diretiva Europeia de Direitos Autorais. “Chegou a hora do YouTube respeitar o processo legislativo da UE e concentrar sua energia no trabalho com gravadoras para aumentar o valor gerado pela música gravada”, afirmou o diretor-presidente da BPI – associação de negócios da indústria fonográfica britânica, Geoff Taylor.

A Nova Diretiva Europeia de Direitos Autorais foi votada pelo Parlamento Europeu em setembro e deve ser aprovada ainda em 2018. As novas normas devem trazer mudanças e impactar, principalmente os serviços de streaming de vídeos, como o YouTube, que terão responsabilidade legal por todo o conteúdo enviado por seus usuários, conforme determina o Artigo 13, da Nova Diretiva.

Outra consequência da Nova Diretiva é determinar que plataformas como o YouTube, criem um filtro para todo o conteúdo enviado por usuários, conforme as leis de direitos autorais, antes de disponibilizá-lo em seu serviço.

O YouTube diz que já aborda esse problema com eficácia, através de seu sistema Content ID. Entretanto, atualmente, só é possível detectar uma violação de direitos, após o envio dos vídeos. Segundo o YouTube, 99,5% de todo o conteúdo infrator é detectado.

Uma campanha contra o Artigo 13, começou a ser difundida para alertar os usuários, através de pop-ups no Google, empresa-mãe do YouTube, vinculando a uma página chamada de “anti-Article 13 #SaveYourInternet”. O YouTube também está apoiando a campanha.

Nesta semana, a CEO do YouTube, Susan Wojcicki, e o diretor de música global da plataforma, Lyor Cohen, também se pronunciaram sobre o assunto, alertando aos usuários que o artigo 13 poderia prejudicar a plataforma e todos os usuários. Cohen afirmou que as consequências da aprovação do artigo significariam “menos dinheiro para artistas e compositores… [e] menos música para os fãs”.

Em contrapartida, a indústria fonográfica respondeu à força – através do BPI, British Phonographic Industry – a associação de negócios da indústria fonográfica britânica. Que possui como membros a Universal Music, Sony Music e Warner Music.

“O artigo 13º foi cuidadosamente analisado ao longo de quatro anos pela Comissão Europeia, pelo Conselho e pelo Parlamento. Estas três instituições concluíram, com razão, que a lacuna de valor – value gap – é real e que o YouTube deve assumir alguma responsabilidade pelo conteúdo que publica, assim como outros editores. O YouTube agora parece estar tentando assustar a UE em reverter decisões tomadas após um debate completo, porque não gosta do resultado.”, afirmou o diretor-presidente da BPI, Geoff Taylor, ao portal World Music Worldwide.

“Chegou a hora de o YouTube respeitar o processo legislativo da UE e concentrar sua energia no trabalho com gravadoras para aumentar o valor gerado pela música gravada, por exemplo, por meio de seu excelente serviço de assinatura do YouTube Music, em vez de tentar proteger um porto seguro – safe harbor- ultrapassado”, acrescentou Taylor.

 

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Grupo de gravadoras já fez 310 milhões de denúncias sobre pirataria ao Google

A BPI (British Recorded Music Industry) bateu recorde ao alcançar 310 milhões de pedidos de remoção de conteúdo supostamente ilegal ao Google.

Até março de 2016, o TorrentFreak, o grupo que representa gravadoras, divulgou que levou anos para chegar às 200 milhões de URLs denunciadas aos buscadores. Já em outubro do mesmo ano, a BPI bateu os 250 milhões. Em junho deste ano o número de denúncias era de 300 milhões, e então levou só dez dias para chegar aos 310 milhões.

O Google revelou que foram atendidos 95,7% dos pedidos de remoção. No entanto a principal queixa da BPI é que os sites piratas voltam á ativa rapidamente em outros endereços.

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