O preço, custo e valor da música digital

Matéria de DownBeat Magazine

Diante de um modelo de streaming pouco sustentável, artistas tem ganhado liberdade com a ajuda de sites como Bandcamp e planos de assinatura fazendo de seus fãs grandes parceiros.

O portal Downbeat trouxe algumas histórias de artistas que perceberam esse novo modelo de distribuição de música pouco sustentável, e descobriram outros meios para divulgar sua música, como o modelo de planos de assinaturas e o site Bandcamp – plataforma para artistas independentes conseguirem divulgar e vender a sua música autonomamente.

William Brittelle viu nesses sites de compartilhamento e planos de assinatura um meio de ajudar outros artistas a serem ouvidos. Brittelle é co-fundador e também um artista da New Amsterdam Records, uma gravadora sem fins lucrativos especializada em trabalhos de compositores e artistas com gêneros musicais diversificados.

“Precisamos tentar ajudar nosso público a entender que o principal ciclo de geração de receita de um projeto precisa ser no período que antecede o lançamento, e não após o lançamento”, disse Brittelle.

Gravadoras independentes como a New Amsterdam estão experimentando algo como um “modelo de clientelismo”, através de serviços de assinatura: US$75 para downloads digitais de novos lançamentos do selo, lançamentos do catálogo anterior, além de gravações exclusivas para assinantes, durante um ano.

“Os custos que nossos artistas incorrem – o custo de produção, o custo de comissão – tudo é adiantado. É aí que eles precisam de ajuda, e não há renda suficiente orientada pelo mestre do outro lado para compensar isso. É aí que entra o patrocínio”, explicou Britelle.

New Amsterdam, como outras marcas iniciantes e muitos músicos criativos, está apostando em um público diferenciado. O trompetista e compositor Dave Douglas também adotou o modelo de assinatura, assim como a plataforma Bandcamp. Douglas fundou a Greenleaf em 2006, após concluir seu contrato com a RCA, durante um período perigoso para a indústria da música.

“Todo mundo dizia: ‘Ah, a indústria está morrendo agora e você acabou de começar sua gravadora'”, lembrou Douglas. “Para mim, parecia mais um momento de oportunidade para artistas.”

Com a Greenleaf lançou, Douglas ajudou outros artistas e também conquistou a liberdade para si. Em dezembro de 2006, a independência (e distribuição online) lhe ofereceu a chance de disponibilizar todos os sets que seu quinteto de longa data tocou durante uma semana no Jazz Standard, mais de 12 horas de música.

“Meu quinteto estava tocando 50 músicas que eu escrevi ao longo dos anos; a maioria tocou apenas uma vez no decorrer da semana. Depois da primeira noite, eu cheguei em casa e fiquei tipo: ‘Eu não acho que posso fazer isso, é uma péssima idéia’, mas eu levantei no dia seguinte e as pessoas ao redor do mundo já começaram a baixá-lo.”, contou Douglas.

São 100 dólares para fazer o streaming ou o download de todas as 79 faixas de Douglas, via Bandcamp. Porém, com o plano de assinaturas de 75 dólares, o fã poderá  fazer o mesmo download, além de mais de 60 lançamentos. Assim, com seu modelo de assinatura, Douglas conquistou mais que fãs: parceiros.

 

Foto: Ingrid Laubrock, instrumentista, aproveitando a liberdade que conquistou com o apoio de seus fãs em seu site.

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SEGUNDO RELATÓRIO, GRAVADORAS INDEPENDENTES GANHARAM $6.9BN EM 2017, UM AUMENTO DE 10,9% NO SETOR.

O portal Music Business Worldwide publicou uma pesquisa sobre o mercado de música independente no mundo mostrando crescimento de 10,9% no setor, uma alcance de US$6,9 bilhões em 2017.

Uma pesquisa encomendada pelo portal Music Business Worldwide (MBW),  sobre o mercado de música independente, revelou um crescimento de 10,9% na receita global das gravadoras independentes, um alcance de US$6,9 bilhões em 2017.

A pesquisa também revelou que a música independente aumentou sua participação no mercado global de 39,6% em 2016 para 39,9% em 2017.

O relatório considerou a participação de mercado global  independente no nível de direitos autorais, e não de distribuição em 33 países. O objetivo da pesquisa foi analisar o impacto econômico e cultural global do setor de música independente.

Com relação as receitas de streaming, houve um aumento 46% em 2017 (US$3,1 bilhões), o que agora representa 44% da receita total do setor, comparado a 33% em 2016.

A pesquisa deste ano descobriu que 76% dos artistas que assinaram com selos independentes renovaram seus contratos no final do prazo, 42% dos funcionários de empresas independentes permaneceram lá desde o lançamento, e a idade média dos selos independentes é de 14,9 anos.

As receitas de artistas autossuficientes cresceram de US$94 milhões em 2016 para US$101 milhões em 2017.

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Sua Música cresce 135% em faturamento em 2017 e planeja expansão e novas ações para 2018

A plataforma “Sua Música” se tornou a maior distribuidora de músicas regionais e de artistas independentes brasileiros. Em 2018 os planos são bem ambiciosos.

No Brasil, o “Sua Música”, é a maior plataforma de distribuição gratuita de músicas regionais e independentes e está ganhando cada vez mais espaço. Os números são impressionantes. Em 2017, a empresa cresceu 135% e nesse ano a meta é aumentar em 50% o seu faturamento.

O objetivo da plataforma é disponibilizar a conexão entre fãs e músicos. “Funciona como um canal online para distribuir material promocional e lançar artistas por todo o Brasil”, explicou o portal “Marcas e Mercados”.

Atualmente a plataforma conta com quase 1 milhão de usuários únicos por dia e 12 mil artistas cadastrados. Nas Redes Sociais o número é ainda maior. No Facebook e no Instagram, são mais de 4 milhões de fãs e seguidores. No Youtube, o canal da plataforma possui 315 mil inscritos.

O clipe do artista sergipano Devinho Novaes, que foi gravado em São Paulo e distribuído pelo Sua Música, chegou a marca de 10 milhões de views em apenas um mês e ficou entre os sete vídeos em alta do YouTube.

Segundo o CEO do “Sua Música”, Rodrigo Amar, ainda em 2018 a empresa deve investir em ações que aproximam os fãs de seus ídolos: “Queremos fazer com que o fã esteja pertinho da sua referência musical. Estamos bolando algumas ações como levar um super fã para conhecer o camarim, a casa ou assistir de perto a um show do seu ídolo” conta o CEO.

Marcas e agências de publicidade já estão vendo o potencial da plataforma e realizaram ações para se aproximar do público jovem na região do Nordeste. Uma delas é a produção de um clipe para a Panasonic, com a participação de Leo Santana e influenciadores como Lorena Improta e Carlinhos Maia.

Outro destaque foi a criação da websérie “Do Jeito que o Povo Gosta” em parceria com a Schin no Carnaval de Salvador 2018 que teve participações de influenciadores como Gominho e G-Kay.

 

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Spotify oferece vantagens para artistas independentes no licenciamento de música direto em sua plataforma.

Matéria de Billboard

O Spotify está negociando direitos de artistas independentes e oferecendo pagamentos adiantados para licenciar músicas diretamente em sua plataforma.

Fontes relataram à Billboard que algumas gravadoras independentes estão recebendo milhares de centenas de dólares pelo licenciamento de faixas na plataforma. Em alguns casos, gerentes e os executivos podem ganhar cerca de 50% da receita por fluxo nessas músicas no Spotify e de forma antecipada.

De acordo com os cálculos da Billboard esse valor equivale a 54% da receita obtida pelas grandes gravadoras nos EUA. Seus artistas e seus executivos geralmente recebem de 20% a 50% da participação da gravadora.

A proposta do Spotify é atraente, pois permite que os artistas tenham a liberdade de trabalhem em conjunto com outras plataformas ao mesmo tempo. Nada é exclusivo. Ao contrário dos demais distribuidores independentes. Muitas vezes é exigido o compartilhamento de uma porcentagem da receita bruta total gerada em todos os serviços por um único álbum. Para o Spotify a estratégia significa redução de custos.

A extensão dos acordos que o Spotify pode fazer com os artistas por enquanto é limitada, pois os atuais acordos de licenciamento com as principais gravadoras impedem que a empresa de streaming concorra com os principais negócios das gravadoras.

Não é a primeira vez que serviços de streaming realizam contratos diretos de licenciamento. No ano passado a Apple Music assinou uma série de acordos exclusivos com artistas como Drake, Chance the Rapper e Frank Ocean.

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A2IM CEO Richard Burgess on the State of Indies: It Isn’t Just the ‘Skinny Kid With a Guitar Slung Low’

Matéria de Billboard

Leia entrevista para a Billboard do premiado na Semana Indie, Richard Burgess, que fala sobre os principais problemas que o setor independente enfrenta.

Durante a Semana Indie da Associação Americana de Música Independente, entre os dias 5 a 8 de junho, Richard Burgess, CEO da A2IM, marcou o evento por ser premiado no Libera Awards. O evento trouxe a indústria musical independente para a cidade de Nova York e a Billboard entrevistou Burgess para saber sua opinião sobre o mercado.

A Semana Indie atraiu vários executivos de música de alto calibre, incluindo Tim Westergren do Pandora, Tom Poleman, da iHeartMedia e representantes do Spotify e da Apple Music.

Burgess é músico, produtor, autor, educador, ex-chefe de negócios da Smithsonian Folkways Recordings e liderou a coligação de música independente sem fins lucrativos por um ano e meio. Na entrevista à Billboard, Burgess discutiu os muitos problemas que o setor independente enfrenta, inclusive a falta de uma remuneração justa. Para ele um músico indie “não é apenas um garoto magro com uma guitarra baixa”.

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KOBALT LAUNCHES AWAL APP TO ‘DEMYSTIFY’ STREAMING DATA FOR INDEPENDENT ARTISTS

Com o lançamento do app AWAL, a Kobalt promete ajudar artistas independentes a ter um maior controle de suas músicas.

O AWAL fornece aos artistas independentes informações sobre quais dados demográficos estão sendo transmitidos pela música e onde seus ouvintes estão localizados. Além disso, exibe dados de suas receitas de royalties.

Assim o app fornece uma riqueza de insights sobre o desempenho de um artista independente em toda a Apple Music e Spotify. Os usuários do AWAL serão alertados quando sua música for adicionada a uma lista de reprodução no Spotify ou Apple Music.

O objetivo do aplicativo, segundo o presidente da Kobalt Music Recordings, Paul Hitchman, é colocar “ferramentas de nível profissional nas mãos de artistas independentes”. Em outras palavras, ajudar esses artistas a tomarem decisões com base em recomendações e insights que poderiam anteriormente só obter através da assinatura de uma gravadora.

Haverá um acordo no qual o AWAL receberá 15% dos royalties destes artistas em troca de oferecer distribuição digital e outros serviços. A grande vantagem é os artistas terão 100% de seus direitos, e são apenas comprometidos com a AWAL.

O app estará disponível para iOS e Android, porém apenas alguns artistas selecionados terão acesso. A equipe de A&R da Kobalt prestará atenção em artistas independentes em ascensão no Spotify e na Apple Music e pretende incentivá-los com adiantamentos em dinheiro para acelerar sua carreira.

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