SoundCloud passa a adotar modelo de remuneração baseado no consumo do usuário

Matéria de @MusicWeek

Novo modelo de remuneração com base na audiência vai beneficiar mais de 100 mil artistas independentes no SoundCloud.

Recentemente, publicamos por aqui uma matéria para explicar os benefícios e o impacto do modelo de pagamento em serviços de streaming centrado no consumidor. Pois bem, o Soudcloud acabou de anunciar que passará a adotar o modelo para beneficiar mais de 100.000 artistas independentes que monetizam diretamente na plataforma.

De acordo com o Music Week, com a mudança no modelo de pagamentos à artistas na plataforma, a receita vinda de assinatura ou publicidade de cada usuário do SoundCloud será repassada para os artistas que eles realmente ouvem. Diferentemente do modelo atual onde a maior parte de todo o dinheiro arrecadado dos assinantes é agrupado e, em seguida, repassado de acordo com os plays de cada artista.

Mas nem tudo são flores, pois o anúncio informou que apenas artistas independentes e emergentes na plataforma serão beneficiados, uma vez que suas licenças com as majors e Merlin permanecerão inalteradas.

Mesmo assim, para o CEO do Souncloud, Michael Weissman, este já é considerado um passo ousado para o mercado:

“Muitos na indústria desejam isso há anos”, disse ele. “Estamos entusiasmados por sermos os únicos a trazer isso ao mercado para melhor apoiar os artistas independentes. O SoundCloud está posicionado de forma única para oferecer este novo modelo transformador devido à poderosa conexão entre artistas e fãs que ocorre em nossa plataforma.

Ao todo serão beneficiados quase 100.000 artistas independentes que monetizam diretamente no SoundCloud por meio do SoundCloud Premier, Repost by SoundCloud ou Repost Select a partir de 1º de abril de 2021.

A plataforma também criou uma campanha para explicar melhor os detalhes sobre o novo modelo de pagamentos e orientar os artistas independentes e parceiros.

 

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SYMPHONIC ANUNCIA CHEGADA AO BRASIL

Uma das principais empresas de distribuição de música independente do mundo, a Symphonic, finalmente chegou ao Brasil.

A Symphonic anunciou nesta semana, em uma publicação no portal oficial da empresa, que está oferecendo seus serviços no Brasil. De acordo com a Symphonic, a empresa está otimista com relação às oportunidades no país devido a nossa “cultura” e “cenário musical altamente estimado”.

Fazem parte da Symphonic no brasil artistas como Sabotage, Cacife Gold, DJ Cristal, Krawk, Renato da Rocinha e Tropa do Bruxo, o novo selo do famoso jogador de futebol Ronaldinho Gaúcho.

“Estou entusiasmado em continuar a expansão da Symphonic na América Latina, especificamente agora no Brasil! A equipe que montamos representa o Brasil e realmente entende o que os artistas, gravadoras e empresários precisam melhor do que ninguém. Com essa expansão, a Symphonic trará para o Brasil a mesma abordagem personalizada, preço econômico e serviço de primeira linha que podem ser encontrados em nossos outros territórios existentes, e estamos ansiosos para dar esse salto e criar uma marca duradoura na região” – afirmou Jorge Brea, CEO, Symphonic Distribution em comunicado.

A empresa escolheu Ian Martini Bueno como chefe de operações no país. De acordo com a empresa, Bueno é executivo, baterista e empresário da Brazilian Music Business com mais de 6 anos de experiência no mercado indie brasileiro. Ele está no ramo de distribuição desde os primeiros passos do mercado no país. .

“Estou muito feliz e honrado por fazer parte desta nova etapa da Symphonic na América Latina. O Brasil é um mercado enorme e único que está crescendo a cada ano. É um mundo totalmente diferente aqui, e estou muito grato ao Jorge e à equipe da Symphonic por confiarem em mim para liderar a estratégia e as operações com minha equipe incrível. Há muito a ser feito e estamos muito focados em manter a visão boutique da empresa. Com ele, continuaremos garantindo os melhores serviços e tecnologia em termos de marketing e distribuição”. – disse Bueno.

 

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Twitch lança recurso para que streamers usem músicas licenciadas de artistas independentes

Novo recurso do Twitch, disponibiliza mais de um milhão de músicas para que seus usuários possam reproduzi-las durante as transmissões. A novidade só foi possível graças à acordos de licenciamentos com distribuidoras independentes.

O Twitch, plataforma preferida dos gamers, lançou hoje (30) o Soundtrack by Twitch, um novo recurso que permite aos streamers usar música com direitos autorais liberados para transmissões ao vivo.

Ainda em fase beta, o Soundtrack by Twitch, será liberado nas próximas semanas para os usuários e terá mais de um milhão de músicas de artistas independentes.

Segundo o Music Business Worldwide, o recurso permitirá ainda que os usuários toquem playlists e estações com curadoria feita pela própria equipe de música do Twitch, ou no modo aleatório.

De acordo com o Twitch, os criadores de conteúdo poderão ficar mais tranquilos ao tocar as músicas durante as transmissões, uma vez que a música da trilha sonora será separada em seu próprio canal de áudio. Por isso, seu vídeos não serão bloqueados por violação de direito autoral.

Essa função só foi possível graças à acordos de licenciamentos com distribuidoras e selos de artistas independentes como UnitedMasters, DistroKid, CDBaby, Anjunabeats, SoundCloud, EMPIRE, Future Classic e Nuclear Blast.

A iniciativa parece ser uma resposta às denúncias da Digital Millennium Copyright Act (DMCA). Em junho deste ano, os streamers ficaram surpresos ao receberem a notícia de que seus vídeos continham violação de direitos autorais, por usarem músicas de fundo sem permissão. Muitos deles tiveram seus vídeos com maior audiência deletados do Twitch.

Após as notícias tomarem grande proporção na internet, a plataforma esclareceu que estava sendo pressionada pelas gravadoras e pelo DMCA , e por isso precisou alertar seus usuários sobre o uso indevido de músicas.

Vale notar ainda que músicas licenciadas pelas majors (as grandes gravadoras) e a Merlin, permanecem proibidas de serem usadas no Twitch, uma vez que a plataforma continua sem licenciamento para o permitir o uso delas.

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Com novas regras do Facebook, lives de artistas poderão ser banidas

O Facebook atualizou algumas regras com relação ao uso de música na plataforma, que pode impedir lives musicais e lançamentos de clipes.

Durante o último fim de semana, o Facebook atualizou algumas regras com relação ao uso de música na rede social. Algumas dessas mudanças poderão impedir que artistas façam lives na  plataforma.

De acordo com o ‘Tenho Mais Discos Que Amigos’, com as novas regras, o Facebook indica que poderá bloquear vídeos com música na rede social.

O texto inclui a seguinte alteração: “Queremos que você possa curtir vídeos postados por sua família e amigos. No entanto, se você usar vídeos em nossos produtos para criar uma experiência de ouvir música para si mesmo ou para outros, seus vídeos serão bloqueados e sua página, perfil ou grupo pode ser deletado. Isso inclui o [Facebook] Live”.

Ainda segundo o portal, apesar do texto não citar exatamente o que está restrito, há uma interpretação de que lançamentos de clipes musicais  e lives de artistas que contenham música estão banidos da plataforma.

Confira o texto na íntegra: CLIQUE AQUI

 

Foto via Shutterstock

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Report: Pequenos Artistas e o Novo Mercado da Influência

Matéria de Linktree

Relatório mostra a importância da influência dos pequenos artistas no digital.

No último mês, a empresa especializada em pesquisa e estratégia para o mercado musical, Buzz Music Content, publicou dois relatórios para explicar a importância da influência dos artistas (principalmente os de pequeno porte)  no digital.

No relatório de mais de 50 páginas, podemos compreender melhor como  artistas e marcas  podem trabalhar em conjunto e explorar novos caminhos. Sem dúvidas, o Buzz Music Content é perfil que todo mundo do mercado musical deveria ficar ligado.

DOWNLOAD:

Pequenos Artistas e o Novo Mercado da Influência (para artistas)

Pequenos Artistas e o Novo Mercado da Influência (para marcas)

 

Foto: Instagram @buzz_musiccontent

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TikTok fecha parceria para distribuir músicas diretamente em serviços de streaming

Matéria de VEJA

A parceria permitirá à artistas que viralizaram no TikTok, inserir suas músicas nas plataformas de streaming com mais agilidade e menos custos pela UnitedMasters.

No meio de tantas notícias sobre a venda do TikTok e uma grande campanha de Donald Trump contra o aplicativo, a ByteDance anunciou na última semana um novo acordo com a United Masters para distribuir músicas do TikTok em serviços de streaming.

De acordo com o TechCruch, com o acordo, artistas independentes poderão enviar seus hits virais no TikTok direto para os serviços de streaming, como o Spotify e Apple Music, usando o plano da United Masters de U$5 por mês, ou optarem pelo desconto sobre os royalties.

Segundo a Veja, a novidade facilitará que artistas que viralizaram no aplicativo de vídeos possam inserir suas músicas de forma mais rápida nos serviços de streaming, sem precisar assinar com uma gravadora. Não foi revelado se a novidade deve rolar no Brasil.

A UnitedMasters é uma empresa de distribuição fundada pelo ex-presidente da Interscope Records, Steve Stoute. A empresa permite que músicos (especialmente os iniciantes) disponibilizem suas músicas em serviços de streaming pagando taxas melhores pelo serviçõ de distribuição . Além disso, o selo disponibiliza aos artistas ferramentas analíticas, CRM e parcerias com a ESPN e NBA.

Vale notar que este pode se um dos últimos acordos negociados pela ByteDance nos Estados Unidos, já que o presidente Donad Trump determinou que o TikTok seja vendido por violar leis de segurança e privacidade dos usuários.

 

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COVID-19: TRATORE ANUNCIA QUE VAI DESTINAR SEUS LUCROS PARA ARTISTAS

Matéria de Blog Tratore

Em um comunicado, o diretor Mauricio Bussab anunciou que a distribuidora Tratore vai distribuir os lucros para seus artistas. Além de continuar pagando normalmente aos artistas, não irá cobrar taxas durante o período de quarentena.

A distribuidora brasileira Tratore anunciou que vai destinar seus lucros para seus artistas. A decisão foi anunciada pelo diretor Mauricio Bussab, no blog da empresa.

A medida foi adotada em apoio aos seus artistas independentes que estão impedidos de se apresentar em shows por conta da pandemia do coronavírus.

De acordo com Bussab, a Tratore vai continuar a pagar os artistas e selos normalmente, assim como não cobrará taxas aos distribuídos. Além do pagamento do mês, os artistas receberão o chamado de “Bônus Emergencial 2020”, uma espécie de distribuição de lucros da empresa que serão distribuídos conforme o faturamento digital do contrato no mês.

“O bônus não será muito grande, porque nossa margem não é muito grande. Vocês já recebem três quartos do que as plataformas nos pagam e nós ficamos com um quarto. Depois de pagas as nossas contas, estimamos que o bônus possa ser da ordem de 7%, chegando até a 10%, se o streaming for bom em determinado mês”, explicou Bussab.

“Não é muito, mas é o que podemos fazer. E essa é a hora de todos fazermos tudo o que pudermos, mesmo que seja pouco. Isto vale, a princípio, para os próximos três meses (relatórios publicados em março, abril e maio), que é a previsão dada pelo Ministério da Saúde para a duração da crise. Se ela se prolongar, voltamos a conversar”, continuou.

Para saber mais detalhes sobre repasses e outras informações acesse https://tratore.wordpress.com/, a Tratore continua trabalhando, porém remotamente.

 

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Especialistas apontam as principais tendências para o mercado musical em 2020

Matéria de @Synchtank

O que esperar para o mercado musical em 2020? O futuro do mercado, novas tecnologias, maior envolvimento com os fãs, a era dos artistas independentes. Veja o que alguns dos melhores especialistas consideram como tendências para o início de uma nova década para a indústria da música.

Com o fim do ano, sites especializados no mercado musical tentam prever as tendências para o mercado musical em 2020. O portal Synchtank.com chamou alguns do nomes mais brilhantes da indústria da música internacional para fazer essa tarefa.

Cherie Hu – Jornalista e Autora do Water & Music Newsletter

Para Cherie é difícil prever o futuro da indústria da música, é mais fácil acompanhar os assuntos atuais, pois eles estão influenciando as estratégias para o futuro do mercado.  Entretanto, a jornalista afirma que há três questões principais a serem pensadas como tendências para o mercado musical:

  1. Relacionamento com o cliente/fãs (CRM): Artistas devem saber qual o seu público. Cada vez mais os artistas querem ter informações sobre quem são seus fãs e como centralizar esses dados em um local centralizado, em vez de fragmentado em vários intermediários. Cherie conta que há grandes celebridades que chegam a compartilhar números de telefone nas mídias sociais para pedir aos fãs que enviem mensagens de texto para elas.
  2. Fontes alternativas e sustentáveis ​​de capital para artistas: A queda da PledgeMusic, revelou uma nova lacuna de mercado nas ferramentas de financiamento e marketing direto aos fãs. Ela acredita que o surgimento de novas startups de financiamentos coletivos podem transformar os fãs em investidores de álbuns de artistas em troca de uma parcela dos royalties o que tornará a indústria mais democrática.
  3. Ainda não sabemos quem é o “dono” da indústria da música –   O atual entendimento sobre quem detém o poder da indústria da música será constantemente “distorcido” e “desafiado” em 2020, uma vez que a todo momento aquisições, fusões e parcerias estão acontecendo no mundo e transformando o mercado musical.

Mark Mulligan – Diretor Gerente da MIDiA Research

Mark Mulligan afirma que as maiores mudanças serão notadas apenas a longo prazo, e por isso prefere prever as tendências para o mercado musical, mas pensando na próxima década:

  1. A década do empoderamento do criador: Assim como Cherie Hu, Mulligan destacou o artista independente: “A década de 2020 será a década do criador independente”, afirmou o executivo.

Como a maioria dos artistas independentes também são compositores, surgirão mais serviços para atender suas necessidades, como CD Baby e Tunecore. Além disso, com o aumento dos podcasts, mais artistas se tornarão criadores de áudio em um sentido mais amplo. A independência está se tornando um estado de espírito. Empresas de música tradicional já estão tendo que adaptar seus modelos de negócios às necessidades desses artistas.

  1. Distribuição versus direitos: A medida que serviços de streaming como o Spotify avançam progressivamente na cadeia de valor, a relação selo/distribuição terá sido redefinida. “Por bem ou por mal…”.
  2. Principais empresas de tecnologia se tornarão potências: Empresas como Amazon e a Apple se tornarão grandes “salas de máquinas do conteúdo digital”, agregando serviços de conteúdo a outros produtos. Ambos já estão em fase experimental oferecendo pacotes de dispositivos. A música se tornará apenas um componente dos pacotes de assinatura com vários conteúdos. “Por exemplo. o iPhone 12 Premium Edition pode vir com música, TV +, Arcade, Notícias + e mais por 18 meses incluídos”.
  3. Crise de descoberta…e solução: Mulligan conta que estamos ouvindo muito mais música. Entretanto, descobrindo pouca coisa nova. O envolvimento com artistas também está caindo. “O streaming está se tornando um beco sem saída para o envolvimento de artistas e fãs. Essa crise vai piorar antes de melhorar. Mas vai melhorar.”, afirma. Com isso, novas ferramentas e insumos serão usados ​​para direcionar a personalização.
  4. Avaliações de catálogos reinventadas: A atual corrida do ouro no catálogo de músicas baseia-se fortemente nas visões tradicionais de como avaliar a música. Mas com o streaming transformando como a música é consumida, as antigas metodologias de avaliação logo se dobrarão. “O dinheiro inteligente funcionará com formas radicalmente novas de definir valor”.
  5. O fandom se tornará a nova moeda: À medida que o crescimento da receita de streaming diminui, crescerá a procura por serviços de música vindos do Oriente, como os oferecidos pela chinês Tencent. Estes monetizam os fãs. Assim, no Ocidente, esse serviços gerarão novas receitas vindas especialmente do público mais jovem. Os serviços de música seguirão o exemplo de games como o Fortnite. O Facebook espera ser o criador de mercado para os fãs do Ocidente, mas a Bytedance pode ser a ponte entre o Oriente e o Ocidente, no consumo e fãs.

Dan Runcie – Jornalista e autor do Trapital, the Hip Hop Business & Strategy Newsletter

Para o Runcie, a saúde mental terá um papel importante na maneira de como os artistas abordarão seus negócios em 2020. Avanços na tecnologia como VR, AR e realidade mista trarão novas alternativas de envolvimento em ambientes mais controlados e mais criativos para o artista e os fãs.

Artistas poderão criar novos negócios em espaços de mídia, focar em venda de mercadorias e muito mais. Além disso, artistas poderão fazer apresentações ocasionais em line-ups de  festivais, sem serem submetidos a turnês que exigem tanto desgaste mental quanto físico.

“Pode ser desanimador ouvir sobre a ansiedade que nossos artistas favoritos têm em suas turnês. Mas também devemos nos sentir encorajados por haver mais opções hoje do que nunca”, afirma o jornalista.

Michael Donaldson – fundador do 8DSync & 8sided.blog

Michael fez previsões com relação aos artistas independentes. Ele afirma que mídias sociais abriram muitas portas para esses artistas: “O marketing independente caiu no cavalo de tróia das mídias sociais, com muitos artistas contando exclusivamente com os gostos do Facebook para divulgar a mensagem”, afirmou.

“Assim, artistas independentes estão cada vez mais introduzindo estratégias domésticas que estão inteiramente sob seu controle. Vemos isso na conversa crescente sobre recuperar fãs, apoio direto de artistas e a importância de “histórias” individuais. E vemos novas reviravoltas nos conceitos antigos. Listas de e-mail, sites de artistas criativos, blogs, divulgação de base localizada – táticas que antecederam as mídias sociais, agora reunidas com as mais recentes inovações tecnológicas”, contou ao portal.

Para Michael, no futuro, as redes sociais continuarac sendo uma ferramenta importante, mas não a única. “Artistas independentes entenderão que, junto com o crescente interesse em possuir mestres e administrar direitos, o controle sobre como alcançam e interagem com seu público é igualmente vital”, prevê.

 

Foto: Reprodução/Synchtank.com/blog

 

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A ERA DOS ARTISTAS INDEPENDENTES

Matéria de Terra

Com promessa de crescimento em 2019, esta é a melhor época para artistas independentes.

O portal Terra publicou uma notícia sobre o impulsionamento dos artistas independentes no mercado fonográfico.

De acordo com a organização americana de mídia NPR, para que um artista seja classificado como independente, basta que ele não seja ligado as “Big 3” – Sony, Warner e Universal. Segundo o Terra.com, essa categoria corresponde a cerca de 40% do mercado global, o maior índice desde 1990.

Em 2018, o relatório da Midia Research realizado em parceria com a Amuse, distribuidora de música digital, afirmou que os artistas independentes geraram mais de 643 milhões de dólares, um aumento de 35% em relação ao ano anterior.

Vale lembrar que Will.I.Am, do grupo pop The Black Eyed Peas, é sócio da Amuse. Atualmente, a empresa oferece um app  que permite aos músicos publicarem seus trabalhos nas plataformas de streaming, acompanhar sua performance e coleta de royalties, tudo isso de forma gratuita.

Para o portal,  os serviços de streaming e os distribuidores digitais como Tunecore e CD Baby, oferecem serviços que facilitam a entrada de novos nomes no mundo inteiro contribuindo para o crescimento dos artistas independentes no mercado. Por outro lado, nunca foi tão fácil para o público ter acesso a trabalhos dos novos artistas.

O artista Bruno Zonzini, contou como está seguindo sua carreira de forma independente. Um grupo de investidores financiou seu primeiro EP, que será lançado em breve.  Ele disse que conseguiu recursos ainda para produção de músicas, videoclipes e publicidade .

Antes do lançamento, Bruno se apresentou no Brazilian Day em Orlando, maior evento da comunidade brasileira na Flórida. “Como artista independente, sou capaz de criar oportunidades que uma gravadora só daria para um artista já consolidado”, afirmou o cantor.

“Nunca houve época melhor para um artista independente e 2019 promete ser um ano de mais crescimento, tanto para artistas quanto para modelos alternativos de negócios no setor”, disse Mark Mulligan, da Midia Research.

Foto: Arquivo Pessoal / DINO

Está no ar mais um episódio do FF Podcast. Desta vez o tema é: #5 – A Direção Artística na Era do Streaming. Com participação do Produtor e Diretor Artístico Rafael Ramos. OUÇA AQUI!

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BEGGARS GROUP: AO REPASSAR PARTICIPAÇÃO DO SPOTIFY, GRAVADORA INDEPENDENTE PRIORIZA ARTISTAS.

O Beggars Group priorizou os artistas ao repassar os valores das ações vindas da abertura de capital do Spotify, no ano passado.

Uma das gravadoras independentes mais bem-sucedidas do mundo, o  Beggars Group, revelou que reembolsou a seus artistas 44% de sua porcentagem das vendas das ações vindas da abertura de capital do Spotify.

“Durante o ano, recebemos o resultado da venda de nossas ações no Spotify. Acreditamos que nossos artistas devem compartilhar igualmente nesse ganho inesperado. Então, contabilizamos 50% dessas receitas para todos os nossos artistas, passados ​​e presentes. Depois de permitir o reembolso, 44% foram pagos em dinheiro”, informou a gravadora em nota.

Essa é uma iniciativa diferente em comparação às outras gravadoras, que preferiram repassar os valores com base na taxa de royalties do artista, o que resulta em um valor bem menor. A Sony Music foi a única em optar por não repassar nenhum valor.

“Algumas outras empresas aparentemente distribuíram essas receitas com base na taxa de royalties do artista, o que significa que teriam pago uma porcentagem muito menor, independentemente de recuperação”, continuou o Beggars.

O Beggars conseguiu sua participação das vendas das ações do Spotify, por ser um dos membros fundadores da Merlin, agência comercial independente, ano passado. Na época, a entidade arrecadou US$130 milhões.

Segundo o Music Business Worldwide, o Beggars movimentou £74,16 milhões (aproximadamente US$100 milhões) em 2018.

Em nota sobre seus balanços financeiros, o Beggars informou que deseja investir em infraestrutura e tecnologia para acompanhar mercado cada vez mais exigente:  “O negócio continua investindo em infraestrutura de TI para lidar com a complexidade de formatos, canais e territórios. Levamos a sério nosso compromisso de prestar contas de forma transparente e precisa aos nossos artistas, sem depender de terceiros. Nós construímos nossos próprios dados e nossa plataforma todo mês processa mais de 1 bilhão de transações digitais. São 200 Provedores de Serviços Digitais cobrindo 241 países, com uma taxa de comparação de metadados de 99,9%”.

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