Matéria de the Guardian

A música tem o poder de despertar emoções e dizer muito sobre as pessoas. Por exemplo, está comprovado que a música “What Do You Mean?” do Justin Bieber pode despertar sentimentos psicopatas no ouvinte. Empresas de tecnologia como o Spotify, Facebook e eBay sabem que a emoção é um dado valioso e estão cada vez mais investindo para que as marcas possam atingir as pessoas de acordo com suas emoções.

Quer descobrir se alguém é um psicopata? Pergunte qual é a sua música favorita. Um estudo da Universidade de Nova York realizado no ano passado descobriu que pessoas que amavam as músicas “Lose Yourself” do Eminem e “What Do You Mean?” de Justin Bieber poderiam estar mais propensas a ter uma pontuação alta na escala de psicopatia do que as pessoas que curtiam Dire Straits, por exemplo.

É claro que esse estudo está longe de ser conclusivo e não há razão para cortar a relação com os Beliebers e os fãs de Eminem. No entanto, de acordo com o The Guardian, essa descoberta tem grande peso com relação ao ser humano e o consumo de música.

Nos últimos anos, o Spotify tem aumentado investimentos e pesquisas no campo de análise de dados visando ajudar os profissionais de marketing a atingir os consumidores através de anúncios. As pesquisas envolvem o tipo, local e momentos em que o usuário consome música, além de dados de terceiros que podem estar disponíveis.

O Spotify está longe de ser a única plataforma que ajuda as marcas a atingir as pessoas de acordo com suas emoções.  O marketing baseado em emoções em tempo real é uma tendência crescente e que todos nós devemos estar cientes.

Por exemplo, em 2016 o eBay lançou uma ferramenta de marketing de humor e no ano passado, o Facebook disse aos anunciantes que poderia identificar quando os adolescentes se sentiam “inseguros” e “sem valor” ou precisavam de “um aumento de confiança”. Pouco tempo depois, o Facebook enfrentou uma reação por executar experimentos que poderiam manipular o humor de seus usuários.

Com a segmentação de anúncios cada vez mais sofisticada, os profissionais de marketing terão a capacidade de segmentar as emoções dos consumidores de maneiras “potencialmente exploradoras”.

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