NAPSTER PROVA QUE O STREAMING PODE SER LUCRATIVO

Com lucro líquido de US$6,6 milhões, o Napster provou que um serviço de streaming pode ser lucrativo e ainda revelou que não quer mais dominar todo o mundo, mas apenas 20% dele.

Recentemente, foi divulgado o desempenho do Napster e para a surpresa de muita gente o serviço de streaming provou ser lucrativo mesmo não querendo dominar o mundo como seus concorrentes Apple Music e Spotify.

Desde o início do ano até 30 de junho de 2018, o Napster registrou US$76,5 milhões em receita, mas sofreu uma queda de 16,5% em relação ao primeiro semestre de 2017. Seu lucro bruto, no entanto, aumentou 47,1% (US$18,7 milhões)

O lucro operacional também registrou um grande aumento, atingindo US$10,3 milhões e seu lucro líquido alcançou US$6,6 milhões.

De acordo com o portal Digital Music News vários são os fatores que contribuíram para a lucratividade do serviço de streaming que possui em torno de 4,5 milhões de usuários.

Em primeiro lugar, o Napster é um serviço apenas pago, ao contrário do Spotify, Deezer e Pandora. Então, ele não precisa pagar nem depender de publicidade. “Isso permite que ele continue sendo o “rei” indiscutível em termos de pagamentos de streaming de música”, afirmou o portal.

Em segundo lugar, com menos assinantes, o Napster tem menores custos operacionais. O Spotify, por outro lado, tem um número crescente de assinantes. Por causa disso, as perdas operacionais da empresa continuam aumentando.

O Napster paga aos artistas US$0,01682 por stream. Por sua vez, a Apple Music paga US$0,00783, a Amazon US$ 0,0074 e o Spotify, US$0,00397. O Pandora e o YouTube continuam sendo os piores “criminosos” de pagamento, US$ 0,00134 e US$0,00074 por fluxo, respectivamente.

Terceiro, o Napster pertence ao provedor de internet RealNetworks, e não precisa depender de investimentos externos para continuar operando.

Mesmo com lucros, as receitas do serviço de streaming de música caíram nos últimos anos devido ao aumento da concorrência.  Bill Patrizio, CEO do Napster explicou que a empresa não pretende competir diretamente com o Spotify e a Apple Music. Em vez disso, seu foco está no nicho de mercado.

Patrizio explicou que não deseja a maior fatia de mercado, ele não que brigar com os grandes Spotify e Apple. Para ele será mais fácil conseguir conquistar uma fatia de 20%: “Mesmo 20% de um mercado de US$20 bilhões é um mercado de US$4bilhões”, explicou o CEO.

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Em evento de gestão, Anitta dá lições para o seu negócio

Matéria de EXAME

Nos tempos atuais, é preciso mais do que saber cantar e compor para ser um artista de sucesso. Anitta sabe disso e tem dado um show com relação a sua carreira, se tornando uma inspiração para muitos artistas. Tanto que nessa semana foi convidada para um evento de negócios para falar de empreendedorismo e gestão de pessoas! Saiba o que a cantora compartilhou aos participantes do evento.

Estamos acompanhando tudo o que a cantora Anitta tem feito em sua carreira, afinal ela se tornou um fenômeno provando que é muito mais do que uma cantora de funk e mesmo tão nova conseguiu bastante experiência por tomar a frente de seus negócios. Desta vez, a cantora foi convidada para participar do Congresso Nacional sobre Gestão de Pessoas (Conarh), em São Paulo, e contar um pouco sobre sua experiência como administradora de sua carreira e gestora de sua equipe.

Para uma sala com mais de duas mil pessoas, Anitta revelou que é a líder de sua equipe e toma decisões sobre tudo, desde a turnê de shows, negociação de cachês de propagandas a parcerias e orçamentos de projetos. A cantora também possui um negócio com seu irmão, a produtora artística Rodamoinho Produtora.

No evento, Anitta revelou que é importante para um empreendedor entender seus funcionários. Ela conta com uma equipe de 50 pessoas com perfil e ritmos diferentes de trabalho. “É bem mais fácil ser cantora do que gestora de pessoas. Fui aprender há pouco tempo a ter tato com as pessoas. Antes eu não conseguia enxergar que os outros não tinham a mesma cabeça que eu, que cada um tem uma particularidade, um contexto. Tem gente que entende e aprende rápido, mas têm pessoas que demoram mais. Hoje eu posso dizer que minha equipe é uma família.”, contou a cantora.

Diferente da maioria das empresas, a cantora disse que não define planos de carreira a seus funcionários: “Eu não mostro os passos que eles podem seguir porque assim consigo ver realmente o perfil de cada um, a disponibilidade e entrega de cada um. Também gosto de contratar e promover pessoas que tenham uma personalidade alinhada com o que eu preciso, ou seja, ser uma pessoa boa de jogo, fácil de se comunicar, destinada e determinada. Eu sou muito determinada e meus funcionários também precisam ser. Eu não dou perspectiva, mas falo que podem virar meu sócios se quiserem, só vai depender deles mesmo. E ofereço cursos também para eles se aperfeiçoarem sempre. Educação para mim é fundamental.”

A cantora também revelou pontos importantes que influenciaram seu sucesso. Para ela a criatividade sempre está ao seu lado para inovar principalmente no lançamento de suas músicas. Ela disse que sempre busca fazer planejamento, estar atenta às finanças e ao mercado. Além disso, a cantora afirmou que capacitação sempre é necessária, ela se aperfeiçoou em outras línguas para se comunicar melhor com seu novo mercado internacional.

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De volta para o futuro: discos de vinil HD podem ser realidade em 2019

Aí vem uma novidade pra quem curte música com qualidade: o Vinil HD! Com base de cerâmica, o novo formato terá maior tempo de reprodução.

Em breve, discos de vinil serão relançados em versão HD. A novidade chegará em 2019 pela empresa austríaca Rebeat Innovation.

De acordo com o portal Tecmundo, o Vinil HD terá algumas melhorias na sonoridade das músicas e um tempo de reprodução 30% maior com aproximadamente 30 minutos.

Além disso, o formato de gravação dos discos utiliza uma base de cerâmica e promete um tempo bem menor de prensagem. “Isso acontece por meio de um mapeamento topográfico em 3D, aliado a uma tecnologia de inscrição a laser”, afirmou o portal.

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Spotify agora lista créditos das músicas também em dispositivos móveis

Matéria de O Globo

O Spotify já está disponibilizando informações sobre compositores, intérpretes e produtores das faixas em dispositivos iOS.

Segundo o portal do jornal “O Globo”, desde fevereiro as informações sobre os detentores dos direitos já estavam disponíveis em desktops. A notícia chegou no Twitter do serviço de streaming voltado para artistas, o “Spotify for artists”, entretanto não foi muito divulgado na mídia.

Vale lembrar que o Spotify já enfrentou diversas batalhas judiciais de editoras e compositores por usar músicas sem licenças e compensações necessárias.

“Com a inclusão dos créditos, a empresa passou a estreitar a relação com compositores e intérpretes, além de informar melhor os ouvintes”, informou o jornal.

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Amazon Music será lançada no Brasil

A Amazon Music está quase pronta para disputar com o Spotify, Apple Music e a Deezer aqui no Brasil, mas primeiro precisa encontrar urgente seu Diretor de Música Digital! #vemAmazon

A Amazon divulgou uma vaga de emprego para Diretor de Música Digital e isso quer dizer que seu serviço de streaming de músicas, Amazon Music, chegará ao Brasil em breve.

Segundo o anúncio da vaga, o futuro Diretor de Música Digital da Amazon Music deve lançar e desenvolver o serviço de streaming no Brasil e será responsável pela contratação e desenvolvimento de uma equipe local baseada em São Paulo.

Parece que a chegada do Amazon Music ao país será rápida – a função anunciada exige “experiência na configuração” e no “lançamento de operações” em vários países em um curto período de tempo.

“Nessa função, você contratará e desenvolverá uma equipe para impulsionar o lançamento da Amazon Music”, informou o anúncio. “Você trabalhará com a equipe da Amazon Music e com as equipes locais da Amazon para desenvolver uma experiência de cliente de música digital de classe mundial e relevante e garantir que a Amazon esteja bem posicionada em relação a outras ofertas.”

A Amazon terá como concorrentes o Spotify, que chegou ao Brasil em 2014, e à Apple Music, que chegou por aqui em 2016.

O Brasil é o maior mercado da América Latina e o nono maior mercado de música gravada do mundo, de acordo com os números de 2017 da IFPI.

No ano passado, o mercado de música do país voltou a crescer e gerou receita de música de US$295,8 milhões, um aumento de quase 18% com relação a 2016.

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O motivo do conflito entre o Spotify e as Big 3

Negociações diretas com artistas, planos com preços mais acessíveis, maior transparência de dados aos artistas e agora os Podcasts! As Big 3 não estão nada satisfeitas com as novas práticas do Spotify e tem muito o que ponderar antes de renovar seus acordos de licenciamento! Saiba quais os principais pontos que influenciarão na renovação dos acordos no próximo ano.

Passa rápido, mas o Spotify só tem mais um ano para elaborar novas propostas a fim de renovar os acordos com as Big 3 – principais gravadoras Universal Music, Sony Music e Warner Music.  Segundo o portal Music Business Worldwide, as negociações para a renovação dos acordos de licenciamento não serão fáceis. As gravadoras estão bem receosas com as praticas que o Spotify tem realizado. Uma fonte declarou: “Se o Spotify entrar aqui [durante as negociações de 2019] e pedir qualquer tipo de melhoria de margem, nós vamos rir!”.

O portal Music Business Worldwide (MBW) falou com vários executivos das gravadoras e verificou alguns dos principais pontos que influenciarão na renovação dos acordos no próximo ano.

O FUTURO DO PLANO GRATUITO

Parece que o plano gratuito oferecido pelo streaming não agrada as Big 3. A intenção é que o plano seja suspenso para que as receitas com as assinaturas pagas possam aumentar: “É um debate em andamento”, afirmou uma fonte ao portal MBW.

Além disso, outra fonte disse que é de desejo não licenciar o plano gratuito nos mercados mais maduros do mundo.

PROMOÇÃO

As negociações de licenciamento garantiram uma boa margem de lucro ao Spotify, permitindo oferecer planos de assinaturas pagas mais atraentes aos usuários, como o plano Familiar para até seis pessoas a US$14,99 por mês e desconto nos primeiros meses de adesão no plano premium. Os resultados foram impressionantes, 83 milhões de usuários pagantes no final do segundo trimestre.

Uma fonte relatou que as Big 3 desejam que os planos sejam reajustados. “Nos últimos 10 anos, essa foi a coisa certa a fazer, pois ajudou a educar o consumidor sobre um novo modelo. Mas agora, há um bom entendimento de streaming na maioria dos mercados”.

Outra fonte do setor comentou que o valor do Plano Familiar deve ser atualizado: “Você poderia cobrar US$10 pela primeira conta, e talvez uma quantia menor por conta adicional no topo, por exemplo”.

3) ARPU

As principais gravadoras também estão atentas a ARPU – Receita Média Por Usuário – que declinou nos últimos anos graças a uma combinação de pacotes de telecomunicações, Planos Familiares e Estudantis, além dos preços sensíveis ao mercado.

De acordo com os cálculos da MBW baseados nos registros fiscais do Spotify, os assinantes estão pagando cerca de US$30 a menos por ano.

“O Spotify nunca aumentou seus preços, mesmo naqueles mercados nórdicos onde tudo começou [em 2008]”, afirmou uma fonte. “Mais do que apenas aumentar o preço do produto básico, estamos pressionando-os a criar novos níveis de serviço”, acrescentou.

4) DADOS… E QUEM PAGA POR ELE

Segundo o MBW, os maiores detentores de direitos estão insatisfeitos com a transparência na plataforma. Artistas e gerentes podem acessar dados detalhados sobre o desempenho de streaming. Porém os editores recebem apelas dados brutos com pouca granularidade.

“Estivemos em discussões acaloradas com o Spotify neste ponto por algum tempo”, disse uma fonte.

“Estamos investindo no artista e, mesmo assim, ficamos com pouca instrução quando um gerente liga para discutir certo dado”, reclamou outra fonte. “O Spotify se esconde atrás de um punhado de razões obscuras para isso, incluindo dividir os direitos entre as gravadoras e as editoras”, afirmou.

Outra preocupação das Big 3 são os rumores de que o serviço de streaming passaria a cobrar pelo acesso de dados: “O Spotify pode realmente ser tão eficaz com seus dados que agrega muito valor ao prever?”, perguntou um dos principais executivos ao MBW.

Uma fonte “particularmente ressentida” de uma gravadora disse: “Mostre-me o quanto a Spotify investiu na carreira de um determinado artista versus o que investimos. E depois me mostre quais são os direitos que eles possuem como resultado. Em ambos os casos, a resposta é zero. “Eles estão planejando vender-nos dados que já nos pertencem.”

5) CONTEÚDO ALÉM DA MÚSICA

As Big 3 estão convictas que o serviço de streaming está inserindo “artistas falsos” em certas playlists. São faixas de artistas pseudônimos, gravadas por compositores que trabalham para casas de produção como Epidemic Sound.

Uma das Big 3 afirmou que essa tática pode ser comparada a um varejista colocando um produto “sem marca” na prateleira, mas depois o promovendo fora da rádio.

As principais gravadoras tem odiado a nova sensação: podcasts! Falando com o MBW por telefone antes dos resultados do Q2 na outra semana, o CFO do Spotify, Barry McCarthy explicou que o conteúdo dos podcasts aumentam suas margens.

As Big 3 não estão muito contentes com a novidade já que conteúdo não musical poderia roubar horas das músicas que poderiam ser ouvidas na plataforma de música.

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Spotify realiza parceria com a Samsung

As ações do Spotify subiram após anúncio de parceria com a gigante Samsung: “Acreditamos que essa importante parceria de longo prazo proporcionará aos usuários da Samsung, em milhões de dispositivos, a melhor experiência possível de streaming de música”, afirmou o CEO Daniel Ek.

O Spotify agora é parceiro da gigante de dispositivos inteligentes Samsung. O acordo significa que o Spotify agora está na configuração dos dispositivos da Samsung.

O serviço de streaming em breve também será integrado na Samsung Smart TV, Samsung Music e Bixby – equivalente a Siri ou o Alexa da Amazon. Aqueles que possuem mais de um dispositivo Samsung poderão alternar facilmente a reprodução do Spotify entre eles.

Além disso, a Samsung anunciou que lançará o “Galaxy Home”, um novo concorrente smart-speaker para o Homepod da Apple e o Amazon’s Eco e o Spotify será o serviço de música padrão no dispositivo.

Com isso as ações do Spotify subiram mais de 5% hoje na Bolsa de Valores de Nova York.

O presidente e CEO da Spotify, Daniel Ek, se pronunciou sobre a nova parceria em um blog: “A Samsung fabrica dispositivos para todos os aspectos de nossas vidas – desde smartphones e TVs até tablets, alto-falantes e relógios. E nós projetamos o Spotify para oferecer música personalizada para consumidores em todo o mundo – onde quer que estejam, em milhões de dispositivos”, afirmou o CEO.

“Acreditamos que essa importante parceria de longo prazo proporcionará aos usuários da Samsung, em milhões de dispositivos, a melhor experiência possível de streaming de música, tornando a descoberta de novas músicas mais fácil do que nunca – com ainda mais oportunidades para vir”, acrescentou Ek.

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Novo estudo mostra relação entre mídias sociais e música

Matéria de Billboard

“A fama pode ser passageira nas redes sociais, mas artistas e bandas têm maior poder de influência”: Um estudo descobriu que nove entre dez usuários de mídias sociais como o Facebook, Twitter, Instagram ou Snapchat fazem uma atividade relacionada à música.

De acordo com dados compilados pela empresa de pesquisa e análise MusicWatch, nove entre dez usuários usam as mídias sociais para fazer atividades relacionadas à música.

De particular interesse para o negócio da música seriam os resultados das métricas de consumo da pesquisa.

A maioria dos entrevistados (75%) usam as mídias sociais para assistir a videoclipes; 69% para ouvir música em rádios e 35% pagam por uma assinatura de streaming de música.

Com relação ao perfil dos usuários, 36% possui idade entre 13 e 24 anos e o hip-hop é o gênero mais procurado pelos seguidores. Além disso, os artistas e músicos estão no topo da lista de influenciadores mais seguidos.

“A fama pode ser passageira nas redes sociais, mas artistas e bandas têm maior poder de influência”, afirmou o MusicWatch em um post no blog que acompanha o estudo.

O MusicWatch ainda explicou que o motivo da preferência por música é que os usuários possuem interesse constante nas carreiras de seus artistas favoritos e querem atualizações em seus projetos musicais, passeios e estilos de vida.

A rede social preferida para compartilhar e marcar músicos é o Instagram com 56% dos usuários.

No Snapchat, 68% dos usuários visualizaram ou postaram fotos de eventos de música ao vivo, enquanto 23% dos posts continham letras de músicas.

“Dois de cada três (63%) usuários concordam que estão descobrindo novos artistas nas mídias sociais”, continuou  postagem no blog do MusicWatch.

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Tim Cook critica indiretamente o Spotify por não tratar a música como arte

Matéria de Tudocelular.com

“Nós nos preocupamos com a humanidade sendo drenada da música, sobre isso se tornar um tipo de mundo de bits e bytes, ao invés de arte e artesanato”. Em entrevista à revista de negócios Fast Company, o CEO da Apple Tim Cook afirmou que a concorrência está desumanizando a música.

O CEO da Apple, Tim Cook mandou uma indireta para a concorrente Spotify. Ele disse estar preocupado pela indústria sugar a alma da música, sua empresa não está nessa área por dinheiro e procura sempre “humanizar” a sua plataforma musical.

“Nós nos preocupamos com a humanidade sendo drenada da música, sobre isso se tornar um tipo de mundo de bits e bytes, ao invés de arte e artesanato. Não consigo me exercitar sem música. Ela me inspira, motiva. E à noite também ajuda a me acalmar. Acho que é melhor do que qualquer remédio.”, afirmou o CEO.

O Spotify está na liderança do território norte-americano com 160 milhões de assinantes – do total, 70 milhões são pagantes, além de possuir opções gratuitas, mas com limitações. Entretanto a Apple Music possui 45 milhões de usuários pagos em todo o mundo e oferece três meses gratuitos.

De acordo com o site “Tudo Celular”, a “Maçã” pretende lançar um player para web como novidade para concorrer com o Spotify.

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Como os músicos vivem de música (ou não) – em 2018!

Matéria de Rolling Stone

Nunca se falou tanto sobre o tema Direito Autoral como agora, afinal vemos todos os dias notícias da Indústria da Música que está agitada graças aos serviços de streaming, fora os escândalos de plágio entre grandes compositores. Este guia é ideal para quem deseja tirar dúvidas sobre o tema e saber como músicos, compositores e produtores estão ganhando dinheiro na era digital.

O portal da revista Rolling Stone americana publicou um guia para esclarecer mais sobre os direitos autorais e ter uma compreensão básica do sistema financeiro da música americana. Veja como músicos, compositores e produtores na era digital realmente ganham dinheiro.

Conceitos Importantes…

Para começar a entender como é possível ganhar dinheiro fazendo música é preciso compreender sobre o que é Direito Autoral e “Royalties”. Segundo o portal da Rolling Stone (RS), Direito Autoral está relacionado à propriedade de músicas e álbuns como trabalhos criativos – “é um nó desordenado de regras e processos na indústria da música, com os jogadores muito mais numerosos e emaranhados do que os fãs comuns podem pensar”, definiu a revista. Este tema antes era pouco falado, mas atualmente, está sendo bastante discutido por causa de grandes batalhas de plágio entre compositores renomados e o sucesso dos serviços de streaming como o Spotify e Apple Music.

A RS também define “Royalties” como quantias pagas aos detentores dos direitos quando suas criações são vendidas, distribuídas, incorporadas em outras mídias ou monetizadas de qualquer outra forma.

Para os ouvintes de música, uma música é apenas música, mas para o negócio da música, cada música é dividida em dois direitos autorais separados: composição (letras, melodia) e gravação de som (literalmente, a gravação de áudio da música).

Não iremos aprofundar tanto quanto a RS em sua matéria, mas é possível acessar a todos os conceitos citados na notícia original em “leia na origem”.

Viver de música…

Quando alguém compra música pelo iTunes, Google Play ou qualquer outra loja digital, o dinheiro dessa venda é repassado aos criadores por meio de direitos autorais – composição e gravação de som – com as taxas que dependem do tamanho da gravadora, distribuidora e negociações específicas entre os dois, bem como quaisquer outras partes intermediárias envolvidas.

O mesmo pagamento por direitos autorais vale para o streaming “on demand” e também para quando uma música é reproduzida em empresas como mercearias, hospitais ou até em segundo plano de um site. Os pagamentos dependem do tipo de serviço e do poder de negociação de todos os nomes envolvidos.

Cinema e televisão:

Através da “sincronização” é possível colocar música no cinema, televisão e em comerciais. Esta é uma licença negociada entre produtores de conteúdo e editores/compositores. Uma taxa é paga antecipadamente, e os royalties também são pagos uma vez que o filme ou programa de televisão em particular tenha sido distribuído e transmitido. As licenças de sincronização podem ser lucrativas porque a maioria dos cineastas geralmente escolhe músicas com base em “seus próprios caprichos”, e não no que está no topo das paradas. Além de ser mais uma forma do público descobrir novas músicas.

Rádios:

Com relação a serviços de rádio, o processo é ainda mais diferente. Há as transmissões AM/FM e rádios da Internet (Pandora, SiriusXM, outras estações de rádio por satélite e webcasters). As emissoras de rádio terrestres não precisam pagar aos proprietários de direitos autorais de gravação de som, enquanto o segundo grupo faz. Essa diferença – que a indústria da música considera em grande parte uma brecha injusta – significa que sempre que uma música é tocada pelas ondas do rádio, o dinheiro é repassado apenas para seus escritores, não para artistas.

Música ao vivo:

Para músicos, realizar shows na era digital é a opção mais lucrativa por boas razões: à medida que os ouvintes possuem fácil acesso à música fornecida pelos serviços de streaming, os fãs dedicados anseiam por experiências mais íntimas. É por isso que as turnês estão ficando maiores e os festivais de música estão atraindo grandes multidões. Enquanto as vendas de álbuns diminuem e as transmissões pagam apenas frações de centavos, shows ao vivo agora possuem os preços de ingressos mais elevados de todos os tempos.

Publicidade:

No auge do pop e do rock, os músicos raramente queriam estar associados a marcas corporativas, mas isso está mudando com a ascensão do rap como o gênero mais popular da América, pois artistas estão lucrando muito trabalhando com parceria de marcas. Além disso, há a monetização do YouTube, no qual a plataforma repassa os lucros dos anúncios nos vídeos. Por exemplo, o videoclipe do Psy, “Gangnam Style”, faturou US$2 milhões com 2 bilhões de visualizações. Segundo o chefe de música do YouTube, Lyor Cohen, no ano passado a taxa de pagamento do YouTube foi de US$3,00 por 1.000 transmissões.

Moda, Merchandising e outras vendas diretas:

A venda de produtos licenciados como perfumes e roupas é uma estratégia que artistas fazem há décadas, mas na era digital, os músicos podem usar a criatividade e ir além usando ferramentas, como por exemplo, o crowdfunding e as plataformas de mídias sociais. Para termos noção, uma estrela do “The Voice”, Angie Johnson, levantou cerca de US$36.000 no Kickstarter para gravar seu novo álbum. Há muitas bandas criando aplicativos e pacotes de assinatura para suas músicas ou vendendo produtos on-demand, como festivais com curadoria de artistas, newsletters e lançamentos limitados de música. Até o Pitbull tem seu próprio cruzeiro!

Acima foram citadas apenas algumas maneiras pelas quais os artistas modernos tentam viver de música. As oportunidades para os músicos são maiores que no passado, porém ainda não são suficientes. É possível observar isso pelas pesquisas recentes onde os músicos americanos só arrecadaram um décimo das receitas da indústria nacional. Uma razão para uma porcentagem tão escassa é que os serviços de streaming ao mesmo tempo que revigoram a indústria da música, não trazem retorno para os artistas, principalmente os que estão no início de carreira.

De acordo com o Spotify, os pagamentos por fluxos estão entre US$0,006 e US$0,0084. Isso cria uma situação de “o vencedor leva tudo”: os grandes artistas ganham milhões e os pequenos não ganham um salário digno.

Além disso, para que o dinheiro chegue aos artistas há ainda muitos intermediadores no processo, sem contar “a caixa preta de royalties” na era do streaming, uma cova de dinheiro não repassado por causa de metadados defeituosos ou má comunicação entre os vários serviços. O valor é estimado em bilhões.

Boas notícias: a indústria da música aceitou o streaming e está preparada para se adaptar as mudanças de mercado. Estamos vendo novas negociações de royalties, fusões e aquisições serem realizadas, tornando o mercado mais enxuto e mais lucrativo para os músicos, mas ninguém sabe de fato quando a conta fechará.

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