Matéria de VEJA

Com 157.000 unidades vendidas no Reino Unido, e Lady Gaga sendo a campeã de vendas, fitas cassete tem voltado a agradar fãs de música no mundo todo.

Assim como o vinil, as fitas cassete estão voltando a conquistar os corações dos fãs de música. Parece que o sentimento nostálgico pelo formato está aos poucos virando um ‘novo fenômeno retrô’. É o que conta a matéria da Veja.com desta última sexta-feira (22).

De acordo com o portal, no Reino Unido, a venda de fitas cassete chegou a marca de 157.000 unidades vendidas em 2020, algo que não acontecia desde 2003. Claro que não chega aos pés das 4,8 milhões de vendas do Vinil ou o streaming, mas pode indicar um movimento interessante para ficar atento.

Não por acaso, Lady Gaga foi a artista que mais vendeu no formato, que teve ‘Chromatica’, seu último lançamento, sendo gravado especialmente em K-7.

Acompanhando este movimento, aqui no Brasil, a gravadora Deck comprou vários equipamentos e reformou antigas copiadoras e impressoras, e vem lançando trabalho de artistas no formato.  Segundo João Augusto, presidente da gravadora e consultor da Polysom, o formato tem agradado, principalmente os jovens: “Acredito que existam os nostálgicos, os curiosos e aqueles que simplesmente gostam do formato”, falou Augusto ao portal.

O colecionador Marcello Bôscoli (50) também tem percebido o aumento pela procura de fitas K-7: “Mesmo no auge dos arquivos digitais, os artistas ainda vendem pôsteres, camisetas e outros produtos com seus nomes. Isso acontece porque o ser humano gosta do fetiche do ‘ter’, não quer só a memória etérea”, disse Bôscoli ao portal. “A fita cassete, assim como o vinil, faz parte desse contexto, porque é algo mais que se pode ter do artista, além de dar uma certa exclusividade para o fã”.

Há quem diga ainda que a procura pelo formato se dá por conta da qualidade única, uma vez que as músicas distribuídas pelos serviços de streaming perdem algumas nuances e acordes. Além disso, há uma ausência do chiado, chamado de “tape hiss” que pode desagradar muita gente, mas para alguns fãs de rock, esta é uma característica essencial:

“Para quem gosta do black metal, vertente do heavy metal, é justamente essa sonoridade, o aspecto de algo mal gravado, com jeito de tosco, que atrai”, contou Gilberto Custódio Júnior(42), sócio da Locomotiva Discos, loja especializada em CDs, LPs e fitas cassete na região central de São Paulo.

É como diz a expressão:  ‘Gosto não se discute’, e mesmo com tantas tecnologias surgindo, o K-7 está aí demonstrando que ainda tem força na música.

 

 

Imagem: Fita K-7 ‘Chromatica’ Lady Gaga – Divulgação

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