Matéria de Financial Times

O site Financial Times trouxe um artigo sobre o tão comentado clipe “This Is America”, do Childish Gambino e como os videoclipes estão sendo reinventados para atrair o novo público.

No início de Maio, o polêmico videoclipe “This Is America”, do Childish Gambino deu o que falar. Foram mais de 180 milhões de visualizações no YouTube. Gambino conseguiu fazer um clipe que foi além da música e atingiu o novo público que assiste a vídeos no YouTube. O site do jornal Financial Times trouxe um artigo interessante sobre o novo jeito de fazer videoclipes.

Mike O’Keefe, vice-presidente de criação da Sony Music em Londres, que desde 1995 colabora com vários artistas na produção de clipes, explicou porque o clipe de Gambino conseguiu chamar tanta atenção. Para ele as pessoas querem algo que as emocione: “Com ‘This Is America’, a execução do vídeo é fantástica e uma intenção política; é algo que vai além da música”.

O’Keefe disse ao Financial Times que as tendências são vídeos na vertical (otimizado para visualização em smartphones), vídeos líricos além de um oficial. Muitas vezes é possível encontrar também um “making of”. “Os vídeos líricos, estão se tornando cada vez mais complexos”, afirmou. “Os fãs querem uma representação imediata da faixa, depois o vídeo oficial cria outro pico de excitação”.

David Knight, diretor editorial do UK MVA’s também comentou sobre as transformações nos videoclipes. “O YouTube, que tem 1,8 bilhão de usuários ativos por mês, revitalizou o cenário para todos os produtores de vídeo, qualquer que seja seu orçamento”.

Ele disse que antigamente a MTV ditava como tudo deveria ser, mas agora o YouTube não interfere: “Embora o YouTube seja extremamente poderoso, o poder criativo voltou para o artista. O YouTube não determina o que as pessoas devem fazer. Eu acho que houve um efeito benéfico para a criatividade”.

Knight também destacou o trabalho da cantora Taylor Swift e como ela influenciou o modo de ser fazer clipes atualmente. “Seu vídeo ‘Look What You Made me Do’ de 2017, dirigido por Joseph Kahn, atualmente possui mais de 900 mil visualizações no YouTube e é  repleto de referências a sua história, sinalizações e “easter eggs”. […] A abordagem em “This Is America” foi semelhante, porém em um território mais sério. “Vídeos também moldam interações do mundo real com o público, servindo para promover uma experiência comum”. O Financial Times listou outros 10 clipes que trouxeram novas tendências para o mercado e é possível conferir todos com comentários no artigo oficial.

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