Matéria de O Globo

Será que neste Natal o DVD, produto tradicional de fim de ano, será deixado de lado? Gravadoras estão cada vez menos investindo no formato e a crise financeira das grandes livrarias estão contribuindo para que as vendas diminuam.

O portal O Globo publicou uma matéria sobre o consumo do DVD. Gravadoras estão deixando de lado o formato e cada vez mais investindo em novidades para o Youtube. Enquanto na Netflix, a aposta vai para os documentários musicais como os da banda Rolling Stones e da cantora Lady Gaga.

De acordo com Jorge Lopes, diretor da Biscoito Fino, houve uma grande mudança no mercado e a crise financeira das grandes livrarias só prejudicam as vendas de DVDs: “Não é o mesmo mercado de dez anos atrás, quando você prensava 50 mil cópias de um DVD histórico”, afirmou o diretor.

“Mas com os problemas financeiros de grandes lojas como as livrarias Cultura e Saraiva (ambas estão em processo de recuperação judicial ), nem as cinco ou dez mil pessoas que gostariam de ter esse DVD estão com acesso fácil a ele. A saída é vendermos pela internet, em lojas virtuais, e montar aquela banquinha nos shows, com o CD e o DVD para quem quiser”, continuou Lopes para O Globo

Para Paulo Junqueiro, presidente da Sony Music Brasil, se o foco do lançamento for a promoção em outros canais o formato ainda pode ser válido: “Se você lançar um DVD apenas para a venda do produto físico, sua existência não se justifica”, disse Junqueiro.

“Se formos pensar em outras janelas, como a comercialização dentro e fora do Brasil (que justificaria uma prensagem maior), a exibição em canais pagos de TV e até a divulgação do próprio show, pode ser”, afirmou Junqueiro.

A gravadora Deck em 2018 filmou os shows de Humberto Gessinger, Blitz, Lô Borges e Toquinho, e no ano que vem esses lançamentos estarão presentes em mais lojas virtuais do que nas físicas.

“Produzindo um DVD ao vivo, você gera conteúdo, que é o mais importante hoje em dia”, contou Rafael Ramos, sócio da gravadora Deck.  “Um show inteiro filmado tem 16 ou 18 videoclipes das músicas, tocadas ao vivo, em versões diferentes das originais. Cada vídeo desses vai para o YouTube e rende um pouquinho a cada visualização. Assim, você vai engordando o porquinho, aos poucos”, explicou Ramos.

As opiniões sobre a perpetuidade do formato variam. Ramos acredita que o DVD físico pode não morrer tão cedo: “nem que seja apenas como cartão de visitas para o mundo digital”, afirmou.

Junqueiro afirmou  que é uma questão de tempo para que o DVD e o CD deixem de existir: “Acho que ambos estão naturalmente condenados”, disse ele. “Se bem que o formato físico já foi dado como morto outras vezes e apenas um produto foi substituído por outro. Quem sabe, daqui a pouco surge uma outra forma que desconhecemos?”, continuou Junqueiro.

Foto: Maria Bethânia e Zeca Pagodinho no DVD “De Santo Amaro a Xerém”  – Divulgação/Marcos Hermes

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