Projeto ‘Por elas que fazem a música’ mapeia as diferenças entre os gêneros, abrindo um debate a fim de reduzir as desigualdades.

Perto do Dia Internacional da Mulher, a UBC, maior associação musical do Brasil, divulgou um levantamento importante sobre o papel da mulher no mercado da música brasileira.

Os números apresentados no relatório da União Brasileira dos Compositores (UBC) confirmam que é preciso mudar o tamanho da representatividade feminina no mercado. Os homens representam cerca de 90% dos maiores arrecadadores, enquanto as mulheres recebem, em media, 28% menos.

As mulheres representam apenas 14% dos associados da UBC e apenas 10 delas figuraram na lista dos 100 maiores arrecadadores da associação. Além disso, os valores médios arrecadados por elas são 28% menores que os deles.

Elisa Eisenlohr, coordenadora de comunicação da UBC e do projeto afirma que “em um mundo ideal, este tipo de ação não seria necessário. Observando superficialmente, podemos ser levados a acreditar que, por se tratar de uma expressão artística, a música é inclusiva e neutra com relação aos gêneros, mas os números não mostram isso. A indústria da música não é isolada do mundo em que vivemos. Logo, os desafios das mulheres dentro deste ambiente refletem os mesmos problemas enfrentados em um contexto social maior”.

Artistas como Zélia Duncan e Marisa Monte participaram do projeto que pode ser encontrado na página oficial da UBC.

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