Matéria de Valor Econômico

A decisão de vender a Som Livre faz parte do novo planejamento estratégico do grupo Globo.

Nesta quarta feira (18), o grupo Globo anunciou que irá vender a gravadora Som livre. A decisão faz parte de seu novo planejamento estratégico.

Segundo o portal Valor, a Globo tem adotado o modelo D2C como estratégia de mercado, onde a empresa controla todos os processos de produção e distribuição. Baseado nesse modelo, o grupo decidiu colocar a gravadora à venda, mesmo sendo um negócio rentável.

“A música continua muito importante no portfólio da Globo, mas acreditamos que é um bom momento para sairmos do negócio tradicional de gravadora e nos concentrarmos na estratégia D2C”, afirmou em nota o presidente executivo da Globo, Jorge Nóbrega.

Desde a sua criação, em 1969, a Som Livre lançava trilhas sonoras de novelas e minisséries da Globo. Entretanto, com a chegada da música digital, a partir dos anos 2000, seu modelo de negócios vem sofrendo alterações de acordo com as novas exigências do mercado musical. Atualmente, a empresa foca na gestão de talentos.

“Com esse entendimento de que compilação não seria mais um negócio sustentável, a gente precisou entrar num negócio de realmente contratar artistas, desenvolver artistas e trabalhar diretamente com o elenco, o talento. E a nossa aposta foi essa: de gerir conteúdo, ter propriedade de conteúdo”, declarou Soares.

“O Brasil é um mercado onde a música local representa quase 70% do consumo total. A Som Livre, com foco integral na música brasileira, cresceu por mais de dez anos seguidos numa velocidade maior que a do mercado”, acrescentou o executivo.

A gravadora é considerada a terceira maior do Brasil, ficando atrás da Sony e Universal Music.

 

Foto: Divulgação

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