Matéria de G1

Já ouviu falar no FitDance? O que começou com vídeos de dança no Youtube, hoje influencia até na composição de hits no Brasil!

O G1 publicou uma matéria explicando o fenômeno da internet FitDance uma plataforma de dança que está chamando a atenção tanto quanto as rádios e a televisão.

Fábio Duarte e seu irmão Bruno, são os responsáveis pela criação e divulgação do FitDance que em 2014 começou com vídeos de coreografias de dança originais. Hoje são 14 mil academias que adotam o método do grupo no Brasil e Argentina e 10 milhões de seguidores em cinco canais no YouTube, uma média de 200 milhões de visualizações por mês.

Os números começaram a chamar a atenção de produtoras, gravadoras e músicos que investem pesado em parcerias para divulgar trabalhos em coreografias que bombam em aulas e baladas.

Segundo o G1, os empresários destinam até 50% do orçamento da estratégia digital de seus artistas nas parcerias com o grupo.

“O FitDance entrou na cartilha de lançamentos de músicas das grandes gravadoras. Todo artista, quando vai planejar um CD ou um novo show, imagina: ‘Tenho que ter boas músicas para dançar”, contou Bruno.

Fábio explicou que a empresa chega a influenciar na composição de hits, principalmente nos singles de Axé da Bahia: “Antes, uma música era feita e o dançarino tentava encaixar uma coreografia. Hoje os artistas nos ligam para perguntar como deveriam compor”.

Um exemplo de sucesso do FitDance é o hit “Metralhadora” da banda Vingadora. Bruno contou que a banda queria trabalhar com outra canção para o carnaval, mas mudou de ideia por causa das sugestões do FitDance.

Outro sucesso no currículo da empresa é o vídeo da letra de “Swish swish”, da cantora Katy Perry com participação da Gretchen. A empresa criou os passos do vídeo que tem o Fábio entre os dançarinos. Além disso, o vídeo foi produzido pela agência Califórnia, da qual os irmãos são sócios-fundadores.

Os acordos com artistas podem incluir coreografia, vídeo roteirizado e estratégias promocionais e os preços geralmente começam em R$ 15 mil, mas podem mudar conforme a necessidade do artista.

Quando há participação de artistas nos vídeos de dança da empresa, as parcerias envolvem questões de direito autoral, explicou Fernanda Bas, gerente de marketing da Som Livre.

“Quando um vídeo deles gera uma monetização no YouTube, o artista e a gravadora [da música coreografada] também precisam receber”, afirmou Fernanda.

Quem não aprova a ideia é o Conselho Federal de Educação Física: “Eles copiaram o modelo da Zumba [programa de dança latina], que também usa o conceito da diversão para escamotear sua real atividade, que é o exercício físico.”, explicou o Conselho que defende que esse tipo de aula deve se ministrada com supervisão de profissionais preparados para evitar risco de lesões.

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