Matéria de @AJEnglish

Chegou a hora do Facebook reconhecer que seu papel principal agora é o compartilhamento de conteúdo, principalmente jornalístico. Com dois bilhões de usuários criando e compartilhando conteúdo, as responsabilidades aumentam.

O portal Al Jazeera publicou um artigo sobre o novo papel que o Facebook tem no mundo. Antes considerada como maior rede social, agora o Facebook é o maior canal de mídia mundial.

“O Facebook tem consistentemente dito que é uma empresa de tecnologia e não uma empresa de mídia, mas à medida que mais e mais da vida transacional e da mídia das pessoas acontece no Facebook, você vai ter mais e mais desses problemas surgindo”, afirmou Alex Hazlett, vice-editor gerente do site de mídia digital Mashable.

Hazlett estava se referindo à qualidade do conteúdo gerado e compartilhado na rede social. Uma vez que são os próprios usuários que geram o conteúdo, qualquer coisa pode ser postada lá.

Um caso que chamou a atenção foi na Tailândia, onde um pai se filmou matando a própria filha e postou na rede social. Assim como esse episódio, outras postagens de tiroteios, estupros e suicídios foram excluídas, porém somente após as denúncias dos usuários. Ou seja, a maior rede social do mundo não tem a capacidade de examinar esse tipo de conteúdo antes de ser publicado. Em resposta, a rede social afirmou que uma medida seria aumentar o número de moderadores. Nesta questão ainda há muito o que ser aprimorado.

Manter as pessoas no Facebook seguras é a coisa mais importante que fazemos”, disse a diretora de gerenciamento de políticas globais do Facebook, Monika Bickert ao Al Jazeera.

­­Na tentativa de oferecer maior segurança aos usuários, o Facebook criou uma ferramenta capaz de identificar e prevenir quando um usuário possui tendências suicidas. De acordo com o jornal australiano The Australian, os algoritmos do Facebook podem identificar usuários que são emocionalmente vulneráveis, particularmente os jovens. A rede social de Mark Zuckerberg também compartilhou essa informação com todos os anunciantes.

“Ele passou essa informação para as agências de publicidade como uma espécie de, você sabe, ‘aqui está o quanto entendemos sobre nossos consumidores’. afirmou Olivia Solon, repórter sênior de tecnologia da Guardian US. “Eu acho que apenas mostra quantos dados o Facebook tem sobre nós … Então, quando você usa a rede social, você tem que lembrar que não é o Facebook que é o produto. Nós somos o produto. E estamos sendo vendidos para anunciantes. ”

Nós como usuários precisamos nos atentar sobre o conteúdo que recebemos e compartilhamos nas redes sociais, assim como também cobrar da plataforma a devida responsabilidade de segurança de informações.

 

Foto: Al Jazeera

 

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