Matéria de Nexo Jornal

O portal Nexo entrevistou a diretora da Fundação PRS, Vanessa Reed, que esteve na Sim São Paulo. Reed vem firmando acordos para conseguir o compromisso de paridade de gênero em festivais do mundo todo. Ela também é líder do programa Keychange, um programa para o desenvolvimento de mulheres na indústria da música.

Vanessa Reed, Diretora da Fundação PRS, esteve no Brasil durante a Sim São Paulo para falar sobre o programa para o desenvolvimento de mulheres na indústria da música. O portal Nexo entrevistou a executiva britânica.

Além de ser Diretora da Fundação PRS, Vanessa Reed é líder do Keychange, um programa que visa o desenvolvimento de mulheres artistas profissionais da indústria na música. Ela também foi eleita a terceira da “The Woman’s Hour 2018 Power List”, uma lista da BBC que elege as 40 mulheres que mais influenciam a indústria musical atualmente. Com a primeira posição ficou a cantora Beyoncé e em segundo, Taylor Swift.

Para o portal Nexo, Vanessa Reed, falou sobre a desigualdade de gênero nos festivais de música no mundo. “Ignorar as desigualdades não é mais uma opção”, afirmou. Para ela este é um ponto positivo, com a ajuda das redes sociais, Reed, tem percebido que o próprio público quer atrações diferenciadas e o programa Keychange já conseguiu mostrar que é possível o equilíbrio dos gêneros na promoção de festivais bem sucedidos.

Com relação ao cenário brasileiro, Reed contou que os representantes e organizadores dos festivais brasileiros no Reino Unido, ficaram entusiasmados com Keychange. Segundo ela, o SIM assinou o compromisso de equilíbrio de gênero. “O que chamou minha atenção foi a vontade deles de mudar as coisas, e o desejo de envolver mais festivais brasileiros e sul-americanos nessa ação coletiva voltada para a mudança”.

Reed revelou que mais de 140 festivais de música no mundo assinaram um compromisso com a paridade de gênero, mas ainda há muitos obstáculos, principalmente na escolha dos organizadores durante a escolha dos headliners em festivais, como a “aversão à mudança, mão de obra dominada por homens e falta de disposição para correr riscos”.

Ela também contou que as desigualdades não estão apenas nos festivais de música, mas em todos os cargos da indústria da música, com exceção da comunicação e do marketing.

“Precisamos [ir] na origem do problema, romper com padrões tradicionais e estereótipos desde cedo na educação, para que meninas jovens e mulheres possam se ver na total amplitude de papéis disponíveis para quem quer uma carreira na música”, afirmou a executiva.

 

Foto: RUTH KILPATRIC/DIVULGAÇÃO

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