Matéria de EXAME

Durante evento sobre cultura e economia criativa, Glória Braga, superintendente executiva do Ecad (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição); Carolina Panzolini, diretora do departamento de política regulatória do Ministério da Cultura; e Victor Drummond, advogado especialista em propriedade intelectual conversaram sobre o reconhecimento do direito autoral dentro da economia criativa.

Na sexta-feira passada (14) aconteceu o primeiro Fórum Cultura e Economia Criativa do portal exame. Durante o evento, profissionais da indústria da música discutiram sobre o reconhecimento do direito autoral dentro da economia criativa.

Participaram do debate Glória Braga, superintendente executiva do Ecad (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição); Carolina Panzolini, diretora do departamento de política regulatória do Ministério da Cultura; e Victor Drummond, advogado especialista em propriedade intelectual.

Para Glória Braga, não há conteúdo sem remuneração aos criadores: “A remuneração dos criadores é a mola mestra da economia criativa. Se os criadores não forem pagos adequadamente, como continuarão criando? É preciso conteúdo para que toda essa cadeia produtiva continue existindo”.

“Ele está presente na nossa vida cotidiana, todo mundo é afetado por ele, consome algo onde ele está presente. Artistas são como insumos. Claro que produzir cultura não [é] igual a produzir arroz, mas a cultura gera valores para economia do mesmo modo”, afirmou Victor Drummond.

Carolina Panzolini, do Ministério da Cultura, falou sobre a presença do direito autoral na vida das pessoas: “O direito autoral perpassa a vida de todo mundo. Achamos que isso está longe de nós, mas está no nosso dia a dia, ainda mais nós, que somos os consumidores”, afirmou.

Os profissionais também falaram sobre a pirataria na internet. Segundo o portal, mesmo com o entendimento por parte dos consumidores de que é válido pagar pelo consumo de conteúdo, a presença de conteúdo ilegal ainda existe.

“Ainda há pirataria na internet e até pirataria física, mas ficou para trás. As pessoas estão assinando os streamings. Não são caros, são fáceis de usar, disponibilizam uma infinidade de conteúdo”, contou Glória.

“Ninguém imaginava na época que surgiu o Napster que um dia a gente ia voltar a comprar música. Foi surpreendente. O direito autoral não vai desaparecer com a tecnologia”, afirmou Drummond.

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