Caríssimos,

Cabe informar aos novatos que esse MC&T é filho de um grupo do Facebook.

Conduzido com determinação e inteligência pela querida Guta Braga, o aparentemente despretensioso “Música, Copyrights e Tecnologia”, tornou-se, na selva agreste que é aquela rede social, um oásis de informação e debate civilizado sobre os temas da “indústria” da música no Brasil.

Nesses “tempos interessantes”, reunir uma comunidade de profissionais inteligentes, informados e capazes de discutir sem se esbofetear, já é um grande feito. Mas isso não pareceu suficiente para Guta, que quis ampliar ainda mais essa rede através dessa publicação, que tem o mesmo nome do grupo.

Desde o primeiro momento em que ela circulou a ideia de um newsletter, generosamente convidando a participação dos membros do grupo, eu, besta que sou, me voluntariei para escrever para o novo veículo.

Minha disposição de escrever teve um pouco de empolgação instantânea, mas para além dela, me pareceu que seria saudável expor a perspectiva de quem faz música num ambiente dominado por gente da “indústria”.

Faço e vendo música faz uma pequena eternidade, por isso nunca contou comigo a ingênua falange revolucionária do começo do século, que acreditava que os criadores poderiam prescindir dos vendedores.

Sei perfeitamente, por experiência própria, que criadores são maus vendedores da própria obra, que a colaboração de produtores, empresários, comunicadores, advogados e administradores e todas as outras categorias de profissionais que se associam para fazer a mágica de transformar música em dinheiro, é absolutamente essencial para manter a roda da música girando.

Mas nos últimos tempos, nas rodas presenciais ou virtuais de gente da “indústria” (eu uso essas aspas, porque acho engraçado nomearmos como “indústria” um negócio que cada vez mais prescinde de processos industriais), música é um assunto raro.

Muito embora o alfa e o ômega do nosso trabalho sejam a experiência humana do som, é mais frequente discutirmos os últimos avanços da tecnologia de streaming ou as intermináveis querelas jurídicas que a era digital nos trouxe. Quando por ventura o assunto é conteúdo, fala-se de vendas, de números, quase nunca da matéria musical propriamente dita.

O absurdo é, que tirante uma meia dúzia de três ou quatro equivocados, todo mundo que eu conheço no mercado de música (e eu conheço muita gente) está nele porque em algum ponto da existência se apaixonou por ela.

Falar de música, dos mais diversos gêneros, das inovações estéticas, dos criadores e dos seus processos da criação e divulgação é o que me proponho a fazer nas minhas contribuições ao MC&T. Torcendo para que essas minhas mensagens ajudem de alguma forma a religar os colegas com a brasa inicial de paixão que os trouxe para esse ofício de fazer e vender música.

Saudações musicais,
Beni

©2019 MCT - Música, Copyright e Tecnologia.

ou

Fazer login com suas credenciais

Esqueceu sua senha?