Com reedições, ‘escritórios’ e encomendas, disputa de sambas-enredo vira conta que não fecha

Matéria de O Globo

Quem vê a Ala dos Compositores no desfile das escolas de samba no Carnaval, muitas vezes desconhece o processo de composição de um samba-enredo, que exige além de muito talento, investimentos que chegam a 100 mil. O GLOBO publicou uma matéria Contando os desafios no processo de escolha de um samba-enredo que precisa ser reavaliado pelas escolas.

O Globo publicou uma matéria sobre o processo de escolha dos sambas-enredo nas escolas de samba do Carnaval. São várias etapas e muito investimento por parte dos compositores.

O processo que escolhia o melhor samba para o desfile da escola mudou.  Antigamente, havia uma grande disputa entre os compositores que eram exclusivos de uma escola. Agora, um compositor pode ser autor de vários sambas-enredo em escolas diferentes.

“Hoje em dia, os finalistas nas disputas das escolas A, B, C e D são mais ou menos os mesmos. Não existe mais aquele pessoal que compõe exclusivamente um samba por ano, para uma escola. Quando eu cheguei à Portela, há 30 anos, nomes como Noca, Luiz Ayrão e Davi Corrêa estavam na disputa, um contra o outro. Agora, cada escola tem apenas um grande compositor, em média”, afirmou Cláudio Russo, coautor dos sambas do Paraíso do Tuiuti e da Grande Rio que já estão no CD das escolas de samba do Grupo Especial 2019.

“Você vai a um dia de desfiles do Grupo Especial e corre o disco de ouvir quatro ou cinco sambas do mesmo autor […], mas o nome nem sempre aparece”, contou Elymar Santos, se referindo a regra de que um compositor só pode assinar no máximo dois sambas.

O número de autores para o mesmo samba-enredo também mudou. Russo contou ao Globo que a mudança ocorreu pelos altos valores cobrados pelas escolas. Os compositores se uniram nos chamados “escritórios” e compõem para várias escolas.

“Dois caras são os investidores, outros dois fazem a produção, um arregimenta torcedores e aluga um ônibus…” — contou compositor não revelado ao Globo: “Uns dois ou três são realmente os compositores do samba”.

O Globo citou o exemplo da Beija-Flor, que para 2019 escolheu a fusão de dois sambas, reunindo doze autores no total. O repasse, segundo um compositor que não se identificou, ficaria da seguinte forma:

“O direito de arena e demais fontes pagam uns R$250 mil por samba […]. Tem escola que fica com metade desse dinheiro, outras pegam 30% ou 40%. Então, seriam uns R$ 125 mil para dividir entre os 12, ou seja, cerca de R$ 10 mil pra cada um. Depois de pagar toda a despesa, sobra um troco”.

Para as escolas de samba, a escolha do samba-enredo gera muitos eventos e receitas, entretanto para os compositores, cada vez mais despesas. De acordo com o jornal, uma disputa em escolas como Mangueira, Portela ou Salgueiro, exige um investimento de R$100 mil no samba para que ele passe por todas as etapas até ser escolhido.

“Isso precisa ser revisto’, disse Dudu Nobre: “A disputa não pode ser mais tão longa. A cada noite a parceria gasta R$ 10 ou 20 mil.”

A origem desses recursos também é alarmante: “Tem escritório bancado por miliciano, traficante, dono de “maquininha” (caça-níqueis ) […] “É uma grande lavagem de dinheiro”, contou um sambista ao Globo.

“O bom compositor deveria ter o direito de inscrever samba em todas as escolas”, defendeu a pesquisadora e escritora Rachel Valença, especialista em carnaval: “Eu sempre fui defensora das alas específicas para as escolas, mas me toquei de que elas não existem mais naqueles moldes. Hoje, você paga pela roupa e desfila de compositor em praticamente qualquer escola. Sai uns R$ 600”.

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Para o Spotify, a Cidade do México é a capital do Streaming de Música

Matéria de Billboard

O Spotify nomeou a Cidade do México como a Capital do Streaming de Música. Há mais ouvintes do Spotify na metrópole mexicana do que Nova York ou Londres.

Segundo a Rolling Stone, o Spotify nomeou a Cidade do México como a “capital do streaming de música”. De acordo com informações do serviço de streaming, a metrópole mexicana possui mais ouvintes na plataforma do que em cidades como Nova York e Londres, se tornando um “ímã” para turnês tours de bandas internacionais.

O Spotify afirmou que a Cidade do México – que tem 22 milhões de habitantes – é “o melhor destino para artistas como Adele, Diplo, Metallica, Harry Styles, Radiohead, New Order, Bruno Mars e Madonna”.

Em 2013, o Spotify chegou ao México como a primeira entrada do serviço de streaming no mercado latino-americano.

Há uma conexão entre a popularidade das bandas internacionais e suas aparições na Cidade do México. Conforme os dados do Spotify em um comunicado, os números por streams da banda Pixies aumentaram em 346% antes de a banda tocar para 100 mil pessoas no Zocolo Plaza, no início deste mês. Com 145.995 ouvintes mensais, o grupo tem sua maior base de fãs do Spotify na Cidade do México.

“Em nenhuma outra cidade o renascimento do Queen foi tão evidente como na Cidade do México”, acrescentou o Spotify. “Imediatamente após a estreia do filme biográfico de Freddy Mercury, Bohemian Rhapsody, os números da banda na plataforma aumentaram para mais de 1,3 milhão somente na Cidade do México.”, informou o serviço de streaming.

 

 

Foto: Filippo Manaresi/Getty Images

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A INDUSTRIA DA MÚSICA ATACA O YOUTUBE APÓS CAMPANHA CONTRA O ARTIGO 13

A indústria da música respondeu à campanha do YouTube, que inclui pop-ups para alertar usuários contra o Artigo 13 da Nova Diretiva Europeia de Direitos Autorais. “Chegou a hora do YouTube respeitar o processo legislativo da UE e concentrar sua energia no trabalho com gravadoras para aumentar o valor gerado pela música gravada”, afirmou o diretor-presidente da BPI – associação de negócios da indústria fonográfica britânica, Geoff Taylor.

A Nova Diretiva Europeia de Direitos Autorais foi votada pelo Parlamento Europeu em setembro e deve ser aprovada ainda em 2018. As novas normas devem trazer mudanças e impactar, principalmente os serviços de streaming de vídeos, como o YouTube, que terão responsabilidade legal por todo o conteúdo enviado por seus usuários, conforme determina o Artigo 13, da Nova Diretiva.

Outra consequência da Nova Diretiva é determinar que plataformas como o YouTube, criem um filtro para todo o conteúdo enviado por usuários, conforme as leis de direitos autorais, antes de disponibilizá-lo em seu serviço.

O YouTube diz que já aborda esse problema com eficácia, através de seu sistema Content ID. Entretanto, atualmente, só é possível detectar uma violação de direitos, após o envio dos vídeos. Segundo o YouTube, 99,5% de todo o conteúdo infrator é detectado.

Uma campanha contra o Artigo 13, começou a ser difundida para alertar os usuários, através de pop-ups no Google, empresa-mãe do YouTube, vinculando a uma página chamada de “anti-Article 13 #SaveYourInternet”. O YouTube também está apoiando a campanha.

Nesta semana, a CEO do YouTube, Susan Wojcicki, e o diretor de música global da plataforma, Lyor Cohen, também se pronunciaram sobre o assunto, alertando aos usuários que o artigo 13 poderia prejudicar a plataforma e todos os usuários. Cohen afirmou que as consequências da aprovação do artigo significariam “menos dinheiro para artistas e compositores… [e] menos música para os fãs”.

Em contrapartida, a indústria fonográfica respondeu à força – através do BPI, British Phonographic Industry – a associação de negócios da indústria fonográfica britânica. Que possui como membros a Universal Music, Sony Music e Warner Music.

“O artigo 13º foi cuidadosamente analisado ao longo de quatro anos pela Comissão Europeia, pelo Conselho e pelo Parlamento. Estas três instituições concluíram, com razão, que a lacuna de valor – value gap – é real e que o YouTube deve assumir alguma responsabilidade pelo conteúdo que publica, assim como outros editores. O YouTube agora parece estar tentando assustar a UE em reverter decisões tomadas após um debate completo, porque não gosta do resultado.”, afirmou o diretor-presidente da BPI, Geoff Taylor, ao portal World Music Worldwide.

“Chegou a hora de o YouTube respeitar o processo legislativo da UE e concentrar sua energia no trabalho com gravadoras para aumentar o valor gerado pela música gravada, por exemplo, por meio de seu excelente serviço de assinatura do YouTube Music, em vez de tentar proteger um porto seguro – safe harbor- ultrapassado”, acrescentou Taylor.

 

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YouTube Music “Ones to Watch”: algoritmos revelam novos artistas em 2019.

Matéria de Evening Standard

O YouTube já foi responsável pelo surgimento de novos artistas como Dua Lipa e Ed Sheeran, com fim do ano chegando, o YouTube deu um passo a frente para descobrir os novos talentos musicais de 2019. Após analisar dados de sua plataforma, o YouTube Music está lançando uma lista “Ones to Watch” – “para assistir”- , com os principais novos artistas que tem ganhado destaque na plataforma.

de acordo com o Evening Standard, a partir de dados em suas plataformas, o YouTube Music está lançando uma lista com talentos musicais que se destacarão em 2019.

“O YouTube é bem conhecido por ser um lugar onde os artistas podem entrar na cena musical mainstream. É a beleza da plataforma aberta no YouTube, onde você pode ir de um vídeo em seu quarto para reservar uma turnê mundial. É por isso que estamos sempre procurando maneiras de elevar as vozes dos artistas na plataforma e compartilhar seus talentos com o mundo ”, disse Azi Eftekhari, diretor de parcerias musicais do YouTube, no Reino Unido.

“No início deste ano, apresentamos o aplicativo YouTube Music, por isso pareceu uma excelente oportunidade para destacar alguns dos talentos emergentes que estamos vendo no Reino Unido, que estão crescendo em popularidade e que achamos que farão ondas tanto comercial quanto criticamente em o futuro.”

A cantora R&B, de Birmingham, Mahalia, liderou a lista. Conhecida por suas canções conscientes, a cantora está em sua turnê europeia com todos os ingressos esgotados. Ela credita a plataforma pop todo o seu sucesso, já que através dela aprendeu a tocar guitarra e conseguiu construir uma base de fãs em todo o mundo.

Para descobrir Mahalia e os outros cantores da lista, a equipe do YouTube usou uma mistura de insights e dados:

“No lado dos dados, analisamos vários fatores, incluindo picos de interesse, como o lançamento de um videoclipe e os níveis de engajamento. Além disso, observamos aumentos constantes de visualizações, números de assinantes e comentários dos fãs”, explicou Eftekhari.

A Ones to Watch também aponta para a diversidade que está surgindo no cenário musical no Reino Unido:

“Esses são artistas individuais espalhados por todo o Reino Unido e Irlanda, e abrangem uma enorme variedade de gêneros. Isso é interessante porque mostra que você realmente não precisa fazer parte de uma cena em particular ou estar em Londres para fazer isso. Plataformas como a nossa estão permitindo que artistas se conectem diretamente com uma base de fãs e isso está alimentando uma enorme diversidade”, afirmou Eftekhari.

Foto: YouTube

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TAYLOR SWIFT ASSINA NOVO CONTRATO COM A UNIVERSAL MUSIC

A cantora Taylor Swift anunciou que assinou com a gravadora Universal Music. Em um post no Instagram Swift destacou uma cláusula que determina que os lucros conseguidos pela gravadora com suas ações no Spotify deverão ser redistribuídos diretamente para os artistas. Além disso, a cantora terá a propriedade de todas as suas novas músicas.

Com cláusula que beneficia artistas, a cantora Taylor Swift anunciou novo contrato com a Universal Music no Instagram.

Segundo o portal Music Business Worldwide, a Universal Music é a única das Big 3, que ainda possui ações no serviço de streaming de música Spotify, o que gerou muitas dúvidas no mercado sobre a redistribuição sobre o valor da venda para os artistas.

No Instagram, Swift confirmou: “Havia uma condição que significava mais para mim do que qualquer outro ponto do negócio. Como parte do meu novo contrato com a Universal Music Group, eu pedi que qualquer venda de suas ações no Spotify resultasse em uma distribuição de dinheiro para seus artistas​​”.

Ela acrescentou: “Eles concordaram generosamente com isso, no que eles acreditam ser termos muito melhores do que os pagos anteriormente por outras grandes gravadoras. Vejo isso como um sinal de que estamos nos encaminhando para uma mudança positiva para os criadores de conteúdo – uma meta que nunca vou deixar de tentar ajudar a alcançar, de todas as formas possíveis. Estou muito feliz por ter Sir Lucian Grainge como parceiro nesses esforços. ”

No mesmo post, Swift confirmou que, como parte de seu novo contrato, ela manterá a propriedade de suas futuras gravações.

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Diretor do Midem, Alexandre Deniot traz ao Rio o 1º fórum latino-americano da feira francesa

Matéria de O Globo

Alexandre Deniot, atual presidente do Midem, trará ao Rio de janeiro seu primeiro fórum latino-americano, sobre o desenvolvimento de negócios da música em países emergentes. O evento pretende ainda descobrir e desenvolver novos talentos brasileiros.

O fórum, que será realizado entre os dias 26 e 27 de Novembro, no Crab/Sebrae, Rio de Janeiro, foi criado por Alexandre Deniot durante o Midem, Marché International du Disque et de l’Edition Musicale — a maior feira internacional dos profissionais da música, em Cannes, na França.

Em entrevista para o portal O Globo, Deniot, contou que o fórum faz parte do Programa de Mercados de Altos Potenciais, apresentado na África. A ideia é “aumentar os laços entre o Brasil e os outros países da América Latina, que não falam a mesma língua”.

“Estaremos aí para reforçar essa comunidade e descobrir artistas. Queremos criar redes e entender o que ocorre com a indústria musical, mais complexa que nunca, para saber aonde o negócio irá”, contou Alexandre Deniot ao portal.

Segundo o Globo, o Brasil foi escolhido por ser o maior mercado de música na América do Sul: “Este é um grande momento para a indústria musical globalmente porque pode-se ver um grande crescimento. A música vai bem, especialmente na América Latina, onde esse crescimento tem sido celerado […] O Brasil é o maior mercado na América do Sul. Hoje, é o nono mercado musical do mundo, tendo sido verificado um crescimento de 9% nos rendimentos com a indústria musical em 2017”, explicou Deniot.

Grande parte desse crescimento foi movido pelo streaming, que alcançou 49% da participação nas receitas de venda de música no mundo, no ano passado. No Brasil, o aumento da participação foi de 52,4%. Além do aumento das receitas, o streaming abriu portas para hits globais fora dos EUA e Europa, como “Despacito”, de Luis Fonsi e Daddy Yankee.

Sabendo disso, o Midem criou o Programa de Acelerador de Artistas, que completará cinco anos em 2019. “Trata-se de uma competição entre artistas novos que, ao mesmo tempo, é bem mais do que um jogo. Ajudamos os artistas a se projetarem internacionalmente. E contamos com histórias de sucesso, como a do Far From Alaska. No ano passado, tivemos mais de 600 inscrições de 66 países e chegamos a 12 finalistas que tocaram no Midem para altos executivos das grandes gravadoras”, contou Deniot.

O case da banda brasileira Far From Alaska, beneficiada pelo programa em 2016, será analisado na mesa “Desenvolvendo uma carreira internacional: aprendizados do Far From Alaska”, no dia 26, às 16h, durante o evento.

Foto: Koria / Divulgação

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Globo decidiu creditar ex-alunos após ter ameaçada estreia de “O Sétimo Guardião”

Perante uma liminar que poderia suspender a estreia da novela “O Sétimo Guardião, a Rede Globo, decidiu creditar todos os alunos do curso de roteiristas, ministrado por Aguinaldo Silva. Toda a sinopse da novela e seus personagens foram criados pelos alunos do curso MasterClass, ministrado por Aguinaldo, ganhador do Emmy Internacional de Melhor Novela.

A nova novela da Rede Globo, ‘O Sétimo Guardião’, quase foi impedida de ir ao ar em sua estreia por falta de créditos aos devidos autores.

O escritor Silvio Cerceau, entrou com uma liminar no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, no dia 29 de outubro, solicitando que a novela não fosse ao ar, caso ele e mais 25 alunos do Curso MasterClass, não fossem reconhecidos como coautores do romance.

Silvio Cerceau alegou que toda a sinopse da novela e seus personagens foram criados pelos alunos do curso de roteiristas MasterClass, ministrado por Aguinaldo Silva, em 2015.

De acordo com o portal NaTelinha, um trecho da tutela de caráter de urgência, aberta por Silvio Cerceau na 33ª Vara Cível do Rio de Janeiro afirmou:

“A estreia e manutenção da exibição da obra sem os devidos créditos ao réu constituem verdadeiro perigo ao resultado útil do processo, tendo em vista que a creditação pós-término da obra seria, além de tecnicamente inviável, extremamente prejudicial ao réu, parte claramente vulnerável na relação. Ademais, a exibição da obra sem os devidos créditos constituiria grave ofensa ao direito autoral, especialmente ao critério da inalienabilidade e irrenunciabilidade dos direitos morais”.

Fontes do portal afirmaram que a juíza responsável pelo caso estaria favorável a Cerceau e por isso o setor jurídico da Rede Globo manifestou à justiça, antecipadamente, o compromisso de creditar todos os alunos na sinopse da novela. Um documento confirmando os créditos foi emitido horas antes da estreia:

“Diante das informações e esclarecimentos prestados por Vossas Senhorias, no que diz respeito à novela ‘O Sétimo Guardião’, de que a sinopse inicial foi desenvolvida pelo autor Aguinaldo Silva a partir de ideias e colaborações de 26 alunos que participaram do curso ‘Masterclass’, promovido pela Casa de Artes Produções Artística, Literária, Cursos, e Eventus Culturais EIRELI-ME, na cidade de Petrópolis-RJ (sendo certo que os direitos autorais patrimoniais oriundos de tal colaboração já foram cedidos a esta emissora por Termo de Cessão datado de 28 de fevereiro de 2018), a TV Globo informa que concederá os créditos aos mencionados alunos quando da exibição de ‘O Sétimo Guardião’ na grade de programação desta emissora, cuja estreia está prevista para o dia 12 de novembro de 2018”.

“Com essa manifestação da Globo, mesmo com a publicação da liminar a favor de Silvio Cerceau, a decisão perderia seu efeito jurídico já que os direitos autorais já estariam sendo resguardados. Com isso, eliminando a possibilidade da novela ser impedida de ir ao ar”, explicou o portal.

Silvio Cerceau comentou sobre a decisão da Globo ao portal : “A justiça começou a ser feita”.

Em uma entrevista, Aguinaldo Silva, autor da novela afirmou apenas que a decisão sobre os créditos não está em suas mãos: “A novela não é minha, é da Rede Globo. Quem decide o que vai ou não sair nos créditos é a Rede Globo, eu vou acatar”, se esquivou. A Globo não se pronunciou sobre o caso.

 

Foto: Divulgação/TV Globo

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YouTube mais uma vez implora que os usuários se voltem contra o artigo 13

A CEO do YouTube, Susan Wojcicki, chamou a atenção por tentar influenciar os usuários da plataforma a serem contrários ao artigo 13, da Nova Diretiva de Direitos Autorais, e afirmou que seria o fim dos videoclipes. Para garantir a derrota do projeto, o Google, empresa-mãe do YouTube, já gastou mais de US$36 milhões.

Segundo o portal Digital Music News, Susan Wojcicki, CEO do YouTube, resolveu buscar apoio contra a Diretiva de Direitos Autorais Europeia, através de sua própria comunidade de criadores de conteúdo.

Susan Wojcicki contou aos criadores, através de um blogpost, que a Diretiva poderia trazer consequências prejudicando a monetização de criadores e a proibição de conteúdos, como os memes na internet e os videoclipes de música.

Com a aprovação pela União Europeia, a Diretiva de Direitos Autorais foi uma grande vitória para os criadores de conteúdo. No projeto de lei, o artigo 13 define que plataformas como o do YouTube criem filtros para detectar conteúdos que estão fora das determinações de direitos autorais. Para garantir a derrota do projeto, o Google, empresa-mãe do YouTube,  gastou mais de US$36 milhões.

A CEO também citou que a plataforma de vídeo teria dificuldades para licenciar vídeos de músicas, como o hit “Despacito”, um dos videoclipes mais vistos na plataforma. Wojcicki explicou que o clipe possui vários proprietários de direitos autorais, muitas vezes desconhecidos. A plataforma teria que bloquear vários vídeos e nenhuma empresa, “poderia assumir um risco financeiro tão grande”.

De acordo com o Digital Music News, as afirmativas da CEO são um absurdo, pois atualmente, apenas 3,5% de todos os criadores de conteúdo ganham o suficiente para passar a linha de pobreza.

Além disso, a IFPI descobriu que, apesar de ter 1,8 bilhão de visitantes mensais, o YouTube paga à indústria da música menos de US$1 por usuário. Com menos usuários, o Spotify paga cerca de US$ 20. Portanto, o artigo 13 beneficiará os criadores de conteúdos, maiores direitos e remunerações mais justas.

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Luan Santana diz que desistiu de captar verba para turnê via Lei Rouanet

Matéria de VEJA.com

O cantor sertanejo Luan Santana divulgou um comunicado e publicou um vídeo para esclarecer que não usou verba da lei Rouanet em sua turnê.

O cantor Luan Santana, e seu pai e empresário Amarildo Domingos, publicaram um comunicado e um vídeo esclarecendo que não usaram a verba aprovada pela Lei Rouanet em sua turnê “O Nosso Tempo é Hoje – Parte II”.

“Diante das notícias recentemente publicadas na internet e da necessidade de informar a verdade ao público e ao mercado artístico, o cantor esclarece que jamais recebeu qualquer verba pública, nem sequer utilizou qualquer recurso advindo de projeto da Lei Rouanet nas suas atividades”, informou o comunicado.

Segundo o portal Veja, a proposta de captação, elaborada em 2014, por uma agência que gerencia a carreira do artista foi aprovada com 4,1 milhões de reais arrecadados. A verba seria de empresas em troca de renúncia fiscal.

O comunicado, o projeto “assegurava a distribuição gratuita de parte dos ingressos a Associações Assistenciais e Instituições responsáveis por jovens e adultos em áreas periféricas das cidades e também ingressos a preços populares, dentro do limite do Vale Cultura (até R$ 50,00)”.

Além disso, o comunicado afirmou que Luan Santana desistiu da execução do projeto, antes de receber qualquer valor: “Portanto, não é verdadeira a afirmação de que Luan Santana tenha se beneficiado de recursos da chamada Lei Rouanet. Quem afirma isso desconhece os fatos ou age de má-fé.”

 

 

Foto: Luan Santana (Foto/AgNews)

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Novo relatório da CISAC confirma arrecadação US$11 bilhões em royalties e aponta o YouTube como o maior vilão no mercado digital

Matéria de Variety

Apesar do crescimento recorde de US$11 bilhões na arrecadação de direitos autorais para criadores de música, audiovisual, artes visuais, teatro e literatura, a receita no digital continua abaixo do esperado devido ao Value gap – baixas taxas de royalties pagas pelo YouTube, apontou novo relatório da CISAC.

Novo relatório da CISAC – Confederação Internacional de Sociedades de Autores e Compositores – confirma o crescimento das arrecadações de direitos autorais para criadores de música, audiovisual, artes visuais, teatro e literatura. O portal Variety trouxe os números.

As arrecadações alcançaram um recorde de €9,6 bilhões em 2017 (quase US $ 11 bilhões), alta de 6,2% em relação ao ano anterior.

Com relação ao digital, a CiSAC relatou que a arrecadação de direitos autorais obteve a marca de €1 bilhão (US$1,14 bilhão) pela primeira vez.

As coleções digitais quase triplicaram (até 166%) nos últimos cinco anos, impulsionadas pela crescente demanda dos consumidores, principalmente pelos serviços de streaming de vídeo.

Os direitos autorais de música cresceram 6,0%, acumulando €8,3 bilhões. Também houve crescimento no digital, com arrecadação de €1 bilhão pela primeira vez.

O número de obras digitais atingiu 1,27 bilhão de euros, entretanto a CISAC apontou que a receita continua abaixo do esperado devido ao value gap – baixas taxas de royalties pagas pelo YouTube, a plataforma mais popular do mundo de streaming.

“Apenas 13% dos royalties dos criadores provêm de fontes digitais (acima de 11%), um reflexo do descompasso entre o volume de trabalho criativo disponibilizado por canais digitais e os valores devolvidos aos criadores”, afirmou o relatório sobre o value gap.

É o quinto ano consecutivo de crescimento global para os criadores e o primeiro a ver aumentos em todas as obras.

Houve aumento na arrecadação para TV e rádio, o que sugere que as crescentes receitas digitais não estão canibalizando os mercados mais tradicionais.

O presidente da CISAC e veterano músico eletrônico Jean-Michel Jarre (foto) disse que a CISAC está em uma batalha pelo futuro de mais de 4 milhões de criadores em todo o mundo: “A Europa já reconheceu que é hora de mudar: não é aceitável que a lei proteja os grandes monopólios tecnológicos e sustente uma injustiça sistêmica para os criadores. Agora há uma mensagem para chegar ao resto do mundo: é hora de outros governos se sentarem e seguirem”, afirmou Jarre.

 

Foto: HUGO MARIE/EPA/REX/SHUTTERSTOCK

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