Pró-Música esclarece o crescimento do mercado fonográfico brasileiro acima da média mundial.

Matéria de O Globo

Em entrevista para O Globo, o presidente da Pró-Música Paulo Rosa esclareceu alguns pontos do relatório da IFPI sobre o mercado fonográfico em 2018. Para ele, o Brasil está longe de alcançar a maturidade de crescimento de mercado.

Na terça-feira (02/4) a IFPI (sigla em ingles) – Federação Internacional da Indústria Fonográfica – e a Pro-Música – entidade que reúne as maiores gravadoras brasileiras – publicaram seus relatórios sobre os dados da indústria da música em2018.

O Brasil apresentou crescimento de 14,4% no mercado musical, acima da média de outros países de 9,7%. De acordo com O Globo, o bom desempenho foi impulsionado pelos serviços de streaming como Spotify e Youtube, que cresceram 46% em relação a 2017 e registraram um aumento de 34% no mundo.

No total, o faturamento da indústria fonográfica foi de US$19,1 bilhões, sendo o mercado correspondendo a US$298,8 milhões desse montante.

Em entrevista para o portal O Globo, Paulo Rosa, presidente da Pró-Musica, esclareceu alguns pontos do relatório.

Com relação as razões que influenciaram o crescimento do mercado fonográfico no Brasil, Rosa explicou que o mercado digital demorou a chegar no país, e por isso, o Brasil está registrando um crescimento já apresentado em outros mercados há anos. Um movimento que deve continuar, já que a população brasileira é de 209 milhões de pessoas e 128 milhões estão conectadas. Para ele, o país está longe de alcançar a maturidade de crescimento de mercado, já que é estimado que apenas 10 milhões de pessoas assinam os serviços de streaming de música.

Enquanto o mercado físico (CDs e DVDs) caiu 10% no mundo, houve crescimento significativo em países como Japão (2,3%), Coreia do Sul (28,8%) e Índia (21,2%). Rosa explicou o movimento:

“A Índia é difícil de explicar, porque é um mercado muito novo para a indústria ocidental. Já Coreia e Japão combinam características culturais e a existência de uma rede de varejo que atenda a essa demanda, lojas que não existem mais dessa forma e nesse volume em outros países. Com isso, eles acabam tendo uma presença do físico até maior do que países onde o tamanho desse setor ainda é considerável, como Estados Unidos e Inglaterra, mas o percentual digital é bem maior. O mercado físico no Japão é de 71%, por exemplo. A Alemanha teve esse percentual há dois anos, mas agora está com 35% — o país passa agora pelo processo de transição do físico para o digital, um momento que o Brasil atravessou há 5, 6 anos.”, explicou o presidente da Pró-Musica.

 

 

 

Foto: ED JONES / AFP

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IFPI Global Music Report: Os números da música em 2018

O tão esperado relatório “Global Music” da IFPI – Federação Internacional da Indústria Fonográfica foi publicado. Em 2018, as receitas de música no mundo foram de US$19,1 bilhões, com crescimento de 34% nas receitas de streaming e America Latina, especialmente o Brasil, apresentando maior crescimento regional pelo quarto ano consecutivo.

Foi publicado hoje (02/4), o novo relatório “Global Music” da IFPI – Federação Internacional da Indústria Fonográfica – sobre os números da música em 2018. De acordo com o relatório, o mercado global de música gravada cresceu 9,7%, o quarto ano de crescimento consecutivo. As receitas chegaram ao total de US$19,1 bilhões.

A receita de streaming cresceu 34% e foi responsável por quase metade (47%) da receita global, impulsionada por um aumento de 32,9% de assinaturas pagas. Foram registrados 255 milhões de usuários pagos nos serviços de streaming, representando 37% do total de receita de música gravada. No entanto, houve queda de 10,1% na receita de formatos físicos e um declínio de 21,2% na receita de downloads.

Pelo quarto ano consecutivo, a América Latina foi a região que mais cresceu (+16,8%), com destaque de crescimento para o Brasil (+15,4%) e o México (+14,7%). A região da Ásia e Australásia (+11,7%) cresceu e se tornou a segunda maior região de receita física e digital combinada, especialmente na Coréia do Sul (+17,9%).

O presidente-executivo da IFPI, Frances Moore,  comentou o resultado:  “As gravadoras continuam investindo em artistas, pessoas e inovação, tanto em mercados estabelecidos quanto em regiões em desenvolvimento, que estão cada vez mais se beneficiando de fazer parte do panorama global da música atual”.

“À medida que os mercados de música continuam a se desenvolver e evoluir, é imperativo que a infra-estrutura legal e comercial apropriada esteja presente para garantir que a música seja valorizada e que as receitas sejam devolvidas aos detentores dos direitos para apoiar o próximo ciclo de desenvolvimento”, afirmou Moore.

Moore também comentou sobre a importância do reconhecimento dos direitos autorais na música: “Continuamos a trabalhar pelo respeito e reconhecimento dos direitos autorais de música em todo o mundo e pela resolução da lacuna de valor [value gap], estabelecendo condições equitativas para negociar um acordo justo para quem cria música. Acima de tudo, estamos trabalhando para garantir que a música continue sua emocionante jornada global.”

Principais números de 2018:

– Crescimento de receita global: + 9,7%

– Receita de streaming é de 46,8% do total global

– Crescimento nas receitas de streaming pago: + 32,9%

– Receitas físicas: -10,1%

– Receita de download: -21,2%

 

Foto: MaxPixel

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Após compra da EMI, Universal é responsável por dívida com João Gilberto

O caso de João Gilberto e EMI ganhou uma atualização, agora a dívida da gravadora será transferida para a gravadora Universal Music. A disputa envolve o pagamento de R$172,7 milhões por violação de direitos autorais e royalties de 1964 a 2014.

De acordo como portal ConJur, A Universal Music deve ser a responsável pela dívida da EMI com o cantor e compositor João Gilberto.

A decisão foi tomada na terça-feira passada (26/03), pela 9ª Câmara do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, baseada na informação de que a EMI foi incorporada pela Universal Music. A disputa envolve o pagamento de R$172,7 milhões por violação de direitos autorais e royalties de 1964 a 2014.

“Resta evidente pelo acervo documental que a empresa EMI Records Brasil Ltda. foi incorporada pelo grupo econômico denominado Grupo Universal Music, com esvaziamento patrimonial. Tudo demonstra que a EMI só existe na forma, e que apenas não extinta, por falta de declaração da incorporadora. Mas, de fato, e diante do conjunto de indícios, cenário conclusivo de uma dissolução anormal, com nítido propósito de frustrar a tutela satisfativa”, apontou a decisão final relatada pelo desembargador Adolpho Andrade Mello.

Segundo o portal, em 1987, a EMI lançou sem autorização de João Gilberto, uma coletânea com os três primeiros LPs de João: “Chega de Saudade”, “O Amor, o Sorriso e a Flor”, “João Gilberto”. O cantor e compositor também alegou que haviam alterações na sonoridade e ordem das faixas.

Com a disputa, que se iniciou na década de 1990, os discos que marcaram a história da MPB não podem ser encontrados a venda.

 

Foto: Marlene Bergamo/Folhapress

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RIAA: Streaming gera 93% das receitas de música latina

Matéria de Billboard

Em novo relatório da RIAA, Recording Industry Association of America, o streaming agora representa 93% da receita total de música latina nos EUA.

Em novo relatório da RIAA, da Recording Industry Association of America, o streaming agora representa 93% da receita total de música latina nos EUA.

Segundo o novo relatório, as receitas de música latina nos Estados Unidos cresceram 18% em 2018, representando US$413 milhões. É o segundo ano consecutivo de crescimento de dois dígitos no mercado latino-americano de música.

No relatório, a RIAA informa que está havendo uma transformação da música latina impulsionada pelo streaming. As assinaturas latinas nos EUA representam 58% do total.

As assinaturas pagas para serviços como a Apple Music e Spotify Premium cresceram 48% ano a ano (US$239 milhões). As receitas de serviços suportados por anúncios sob demanda (YouTube, Vevo ) cresceram 34% (US$91 milhões).

O relatório informou que artistas como J Balvin, Daddy Yankee, Karol G e Ozuna estão contribuindo para o crescimento digital da música latina.

A música latina agora representa 4,2% do total de US$9,8 bilhões nos negócios de música dos EUA. Vale lembrar que a RIAA adicionou estimativas de gravadoras e distribuídas latinas indies.

As vendas de downloads digitais caíram 23% (US$20 milhões). A receitas de formatos físicos totalizaram US$6 milhões, uma queda de 63% em relação a 2017. Combinadas, elas representavam apenas 6% das receitas de música latina dos EUA, seu nível mais baixo até hoje.

“No geral, o mercado de música latina está mostrando sinais de força novamente”, concluiu o relatório”.

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Globosat e Som Livre passarão a se chamar apenas Globo em 2020 –

Matéria de Telepadi

Os nomes Globosat e Som Livre, assim como seus CNPJs, vão sair de linha a partir de 1º de janeiro de 2020. O Grupo Globo caminha a passos largos para o pla

A Globosat e Som Livre terão seus nomes e CNPJ’s alterados para Globo. Segundo a coluna TelePadi do portal do jornal Folha de São Paulo, a unificação veio após uma consultoria internacional realizada no ano passado.

A mudança deve ocorrer a partir do início de 2020, com duração de três anos. A unificação das empresas não incluirá o InfoGlobo, responsável pela publicação dos veículos impressos do grupo e o Sistema Globo de Rádio.

O anúncio foi realizado durante uma entrevista com Jorge Nóbrega, presidente do Grupo Globo a João Luiz Rosa, do jornal “Valor Econômico”.

“Daqui a algum tempo não teremos mais empresas separadas… Vamos ter uma só Globo. E a Globo será uma empresa de muitos serviços”, disse Nóbrega explicando que tanto a TV aberta e fechada “já não têm fronteiras entre si porque o conteúdo, independentemente da origem, tornou-se passível de ser oferecido diretamente ao consumidor”. “Tudo o que separávamos antes agora é uma coisa só. Então, não faz sentido ter empresas separadas”.

De acordo com a reportagem, a unificação vai ocorrer entre as companhias da Globo Comunicação e Participações, reunindo a Rede Globo, Globosat, Som Livre, Globo.com e Globoplay.  

Com relação às receitas da empresa, o “Valor” informou que o conglomerado encerrou 2018 com receita líquida de R$14,7 bilhões e um adicional de R$10 bilhões em caixa. Sua dívida bruta ficou em R$ 3,37 bilhões. O resultado não incluiu a Editora Globo e o Sistema Globo de Rádio.

As mudanças no grupo Globo vem de encontro ao advento dos serviços de streaming, como a Netflix e Amazon Go. Entre elas, está a mudança nos pacotes de compra de canais. Um espectador que possui interesse em assinar canais de futebol e filmes, poderá adquirir apenas os dois pacotes sem ter que adicionar canais extras.  

Nóbrega disse que a Globo se destaca por ser a única a oferecer canais em diversos segmentos. Atualmente o grupo oferece a GloboPlay, canais pagos como GNT, Multishow, Off, Gloob, SporTV e a Rede Telecine, em sociedade com os maiores estúdios de cinema.

Durante a entrevista, Nóbrega falou sobre outras novidades que fazem parte da estratégia da empresa. Uma delas é a construção de um grande banco de dados que deve fornecer a empresa maior conhecimento sobre seu público.

A Globo também está focando em simplificar sua estrutura, demitindo funcionários, para ganhar uma sinergia maior e aproveitar suas competências. A decisão veio após a consultoria internacional.

“Não podemos ter três ou quatro centros de realidade aumentada. Vou ter um só, mas extremamente competente nessa tecnologia.”, afirmou Nóbrega.

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Como o Apple TV+ pode destruir a Netflix

Matéria de CCN

Embora tenha chegado um pouco tarde, o Apple TV+, novo serviço de streaming de video e TV da Apple tem tudo para desbancar a Netflix. O portal CCN contou como a Apple conseguiu reinventar produtos e serviços de forma inovadora, mostrando que o mesmo pode acontecer com o novo serviço de streaming de TV. Melhor a Netflix ficar bem atenta com a novidade.

Para competir com a Netflix, Apple lançou um novo serviço de streaming de filmes e TV, o Apple TV+ recheado de novidades e produções próprias. Em resposta, os executivos da Netflix riram da ameaça, brincando que a Apple está “muito atrasada para o jogo”. Mas olhando seu histórico é melhor a Netflix tomar cuidado.

Já é uma prática comum da Apple entrar no jogo tardiamente, mas sempre que faz consegue, em questão de tempo, destruir a concorrência. O portal CCN contou como a Apple conseguiu reinventar produtos e serviços de forma inovadora, mostrando  que o mesmo pode acontecer com o o Apple TV+.

  1. Smartphones: Fato que a Apple não deu origem a novas tecnologias, como o o iPhone, o iPad, o MacBook e o iPod. O iPhone não foi o primeiro smartphone no mercado. A IBM lançou um smartphone em 1992, quinze anos antes de um iPhone ser colocado à venda. O Blackberry venceu a Apple no mercado por cinco anos, apenas.
  2. Computador, tablet e MP3: A Apple não inventou o primeiro computador, smartphone ou smartwatch, mas mudou essas tecnologias para sempre. A Microsoft introduziu o computador pessoal anos antes da Apple, comandando 90% do mercado. Dez anos antes do lançamento do iPad, a Microsoft também lançou um tablet . O primeiro MP3 player chegou às bancas em 1997, quatro anos antes do iPod.
  3. Streaming : O serviço de streaming de música Apple Music foi lançado em 2015. O portal de tecnologia, The Verge, chegou a declarar uma análise: “a Apple esperou muito para entrar no streaming de música”. Entretanto, bastaram apenas três anos para que a Apple Music ultrapassasse os números de assinaturas do Spotify nos EUA.

Com relação ao o Apple TV+, para chegar ao mesmo número de assinantes da Netflix, basta que 10% dos dispositivos da Apple, assinem o serviço.

  1. Dinheiro: Além da tecnologia, a Apple tem US$257 bilhões em reservas de caixa (o suficiente para comprar a Netflix). Em comparação com o saldo negativo da Netflix de US$1,3 bilhão em fluxo de caixa.

Enquanto a Apple está começando com o investimento de US$2 bilhões em conteúdo original em seu novo serviço de streaming, a Netflix já gastou US$15 bilhões. Se os investimentos em conteúdo original da Apple crescerem, é bom a Netflix ficar atenta.

Outra variável que a Netflix não pode deixar de acompanhar é o preço pelo serviço. Afinal, o foco da Apple está sendo direcionado para os serviços, que podem ter preços reduzidos. Ultimamente  a Netflix tem aumentado os valores de assinatura.

  1. Segundo o portal, quem olha a Apple chegando agora nos serviços de streaming, mal sabe que antes mesmo de Steve Jobs morrer já havia planos para a TV. Em 2012, Tim Cook chegou a dizer que essa era uma área de grande interesse pela empresa. Agora Tim está apostando tudo no streaming. “Os executivos da Netflix não devem ser complacentes. Eles devem estar aterrorizados”, afirmou o CCN.

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Berklee e Women in Music realizam estudo sobre mulheres na indústria musical dos EUA

A Faculdade Berklee de Música realizou uma pesquisa em parceria com o Woman in Music para explorar o cenário socioeconômico das mulheres na indústria da música americana: A maioria das mulheres (78%) afirmaram ter sido tratadas de forma diferente dentro da indústria da música, enquanto mais da metade atestaram que seu gênero havia afetado seu emprego (52%). Confira.

A pesquisa “Mulheres na Indústria Musical dos EUA: Obstáculos e Oportunidades”, da Faculdade Berklee de Música em parceria com o WIN, pretendeu  fornecer uma visão mais clara da situação socioeconômica das mulheres no setor, visando identificar também as oportunidades e os desafios atuais enfrentados pelas mulheres.

Segundo o portal da Berklee, foram entrevistadas cerca de 2.000 mulheres,  de diversas idades, raças, etnias e empregos dentro da indústria nos EUA, explorando a demografia, emprego e os desafios e oportunidades para mulheres no local de trabalho, entre outros tópicos .

Os resultados da pesquisa apresentaram dados sobre os desafios e oportunidades que as mulheres experimentam na indústria da música, ao mesmo tempo em que reafirmam a paixão por trabalhar nesse campo.

Quando perguntadas sobre preconceito de gênero, as mulheres responderam, compartilhando exemplos de comportamento no local de trabalho e histórias pessoais. Quase metade das entrevistadas afirmaram que deveriam estar mais adiantadas em suas carreiras,  41% delas estavam no nível executivo.

Enquanto as mulheres brancas e as mulheres de cor compartilhavam esse sentimento, 55% das mulheres de cor sentiam-se atrasadas em suas carreiras, em comparação com 44% das mulheres brancas.

A maioria das mulheres (78%) afirmaram ter sido tratadas de forma diferente dentro da indústria da música, enquanto mais da metade atestaram que seu gênero havia afetado seu emprego (52%).

As entrevistadas afirmaram que seus mentores contribuíram para suas carreiras (92%). Segundo a pesquisa, mulheres com mentores eram mais propensas a ganhar mais de US$40.000 por ano e se sentiam mais satisfeitas em seu crescimento profissional, em comparação com mulheres sem mentores. No geral, 72% das mulheres que trabalham na indústria da música consideram estar extremamente ou um pouco satisfeitas com seu trabalho principal.

O estudo descobriu ainda que 61% das mulheres foram influenciadas pela carreira ao decidirem ter filhos, alegando preocupações com o equilíbrio entre trabalho, vida pessoal e restrições financeiras. Quase um quarto dos comentários observou que a escolha de ter menos filhos ou nenhum, foi influenciada pelas preocupações relacionadas à carreira.

“O Women in Music tem trabalhado para educar, capacitar e promover as carreiras das mulheres na indústria desde que foi fundada em 1985”, disse a presidente da Women in Music, Nicole Barsalona. “Agora, graças aos resultados deste importante estudo realizado com nossos parceiros na Berklee, temos dados críticos para ajudar a orientar os próximos passos para apoiar as mulheres na música. É nossa esperança que os dados impulsionem a ação em toda a indústria, ajudem-nos a superar as desigualdades e trabalhem para criar uma comunidade empresarial de música mais inclusiva.”

 

 

Imagem:  Erin Barra, professora associada da Berklee e diretora do conselho do Women in Music/ Women In Music via Medium

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A Diretiva de Direitos Autorais foi aprovada pelo Parlamento Europeu

Matéria de The Verge

A Diretiva deve atualizar as leis de direitos autorais na Europa para a internet, trazendo grande impacto no mundo.

O Parlamento Europeu deu a aprovação final para Diretiva de Direitos Autorais, que tem o intuito de atualizar as leis de direitos autorais na Europa para a era da internet.

De acordo com o The Verge, agora os estados membros da União Europeia terão cerca de um ano para oficializar a nova lei, que terá grande impacto sobre como a internet funciona na Europa e em outros lugares. A legislação de proteção de dados da UE, as leis européias podem ainda, influenciar a política dos EUA.

A Diretiva de Direitos Autorais vem sendo elaborada há mais de dois anos e tem sido muito discutida entre gigantes da tecnologia, detentores de direitos autorais e ativistas de direitos digitais. Isso porque nem todos são a favor das mudanças.

Os defensores da Diretiva de Direitos Autorais afirmam que a lei beneficia principalmente os  detentores de direitos autorais, dando maior controle sobre como as plataformas de internet distribuem seu conteúdo. Mas os críticos dizem que a lei é vaga e mal pensada, e acabará restringindo a maneira como o conteúdo é compartilhado on-line, sufocando a inovação e a liberdade de expressão.

Segundo o The Verge, apesar dos contratempos, as cláusulas mais controversas da Diretiva de Direitos Autorais, o Artigo 11 ou “imposto de link” e Artigo 13 ou “filtro de upload”, ficaram praticamente intactas.

O Artigo 11 define que editores cobrem direitos de plataformas que exibem trechos de notícias, como o Google. Enquanto o Artigo 13 (renomeado Artigo 17 na versão mais recente da legislação) dá à plataformas, como o YouTube, novas obrigações para impedir que usuários façam upload de conteúdo protegido por direitos autorais.

Em ambos os casos, os críticos afirmam que a lei criará problemas. No artigo 13, por exemplo, os “filtros de upload” podem excluir todo o conteúdo de um usuário incorretamente antes mesmo que ele seja enviado aos sites por causa da detecção de material protegido por direitos autorais. A lei não exige explicitamente esses filtros, mas os críticos dizem que isso será inevitável, já que os sites procuram evitar penalidades.

Defensores da diretriz dizem que as alegações de que o Artigo 13 vão “matar os memes” são exageradas e que a legislação inclui proteções para a paródia. Mas especialistas dizem que qualquer filtro introduzido será propenso a erros. Eles também observam que, dado o custo de implantação de tal tecnologia, a lei pode ter o efeito oposto à sua intenção e solidificar ainda mais o domínio das gigantes de tecnologia dos EUA sobre os espaços online.

Com relação aos possíveis efeitos do imposto de link do Artigo 11, o Google afirmou que, se houverem as cobranças de direitos pelos jornais, será forçado a retirar o conteúdo exibido na pesquisa e fechar o Google Notícias. O imposto de link já foi introduzido na Alemanha e na Espanha, nas duas vezes foi um fracasso.

Apesar das diversas reações, entidades da indústria do mundo da música e do cinema comemoraram a aprovação da lei.

“Este é um voto contra o roubo de conteúdo”, disse Xavier Bouckaert, presidente da Associação de Mídia de Revista Europeia em um comunicado de imprensa. “Editores de todos os portes e outros criadores agora terão o direito de definir os termos e condições para que os outros reutilizem seu conteúdo comercialmente, como é justo e apropriado”, afirmou o presidente.

Especialistas em leis de direitos autorais disseram que, apesar de reações jubilosas e infelizes, o verdadeiro teste ainda está por vir. “Esse resultado é impopular com os serviços digitais e, principalmente, com muitos eleitores europeus”, disse Raffaella De Santis, advogado de tecnologia e mídia da Harbottle & Lewis em um comunicado. “O foco principal agora será em como a diretiva é implementada em toda a UE nos próximos dois anos.”

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Um algoritmo de música é contratado por uma grande gravadora

Além de se tornar o primeiro algoritmo a assinar com uma grande gravadora, a Endel lançará 20 albuns até o fim do ano.

O serviço de música Endel, conhecido por usar um algoritmo para criar músicas usando características do ouvinte e do clima, anunciou que se tornou o primeiro algoritmo a assinar com uma grande gravadora, a Warner Music.

Com sede em Berlim, o aplicativo utiliza meteorologia, frequência cardíaca, hora do dia e ritmos circadianos do seu corpo para criar músicas que podem melhorar o humor, o foco e até estimular o relaxamento ou o sono.

A Endel afirmou que deve lançar 20 álbuns antes do final do ano, com cinco já disponíveis em serviços de streaming.

Empresas como Avex, do Japão, a Jillionaire, do Dj e produtor musical Major Lazer, e o The Alexa Fund são investidores da Endel.

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O Facebook tem tudo para ser o futuro da música social

Mark Mulligan, da Midia Research trouxe uma análise sobre o Facebook e sua relação com a música. Para ele, a rede social de Mark Zuckerberg tem tudo para ser o futuro da música social.

Nós sempre acompanhamos o blog “Music Industry” de Mark Mulligan, fundador da MIDiA Research, um serviço de pesquisa e análises focado na interseção de mídia e tecnologia. Desta vez, Mulligan trouxe uma análise sobre o Facebook e sua relação com a música. A rede social de Mark Zunckerberg tem tudo para ser o futuro da música social.

De acordo com o blog, o Facebook já deu o primeiro passo ao realizar acordos de licenciamento de música na Índia. Mulligan afirmou que a rede social tem tudo para ser uma gigante na música, pois pode dar funcionalidades de interação que faltam nos aplicativos de streaming de música.

Por enquanto, a rede social não quer se tornar um serviço de streaming, até porque há pouco espaço para um novo player em escala global, fora as pequenas margens operacionais do negócio. Mulligan explicou que a rede social está mais focada na criação de experiências sociais centradas em conexões e expressão pessoal.

Mulligan falou em seu blog que as plataformas de streaming ainda não conseguiram de fato criar um sentimento de “autoexpressão” nos usuários, aquele sentimento de orgulho e paixão dos colecionadores de albuns:

“Na era analógica, os fãs de música podiam imediatamente transmitir quem eles eram com prateleiras de vinil ou CDs.[…] Dizer “eu tenho esse álbum” significava que você se importava o suficiente com esse artista para dividir o dinheiro. Na era do streaming, no entanto, essas prateleiras foram substituídas por listas de arquivos armazenados na nuvem, e “eu escutei essa música” tem pouco peso inerente”, disse Mulligan.

Algumas plataformas como o Youtube, Soundcloud e TikTok conseguem atender esse quesito com recursos de comentários e curtidas. Agora só falta o Facebook entrar no jogo com seu portfólio de aplicativos sociais.

Apesar de já haver alguns recursos voltados para a música no Facebook , Mulligan disse que a rede social precisa ir além e tem tudo para isso.

“O Facebook tem potencial para entregar, mas precisa inovar fora de sua zona de conforto para fazê-lo”, afirmou. O mercado precisa de algo novo, pois o crescimento da transmissão diminuirá e a inovação da experiência do usuário ficará limitada.

“Os formatos sociais podem ser a próxima injeção de crescimento muito necessária. Se o fluxo monetizar o consumo, o social pode monetizar o fandom. A questão é se o Facebook pode aproveitar o manto”, contou Mulligan.

 

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