UNILEVER É CONDENADA A PAGAR R$20 MIL A NANDO REIS APÓS USO DE TRECHO DE MÚSICA EM EMBALAGEM

O cantor e compositor Nando Reis recebeu indenização da Unilever por violação de direitos autorais. Uma das marcas da empresa utilizou trecho da canção do cantor na embalagem de um produto.

Recentemente, a Unilever foi condenada a pagar R$20 mil ao cantor e compositor Nando Reis, após usar um trecho da canção ‘Relicário’ sem a devida autorização em uma embalagem de seus produtos.

No caso, foi identificado que uma das marcas da Unilever, Mãe Terra, usou o verso “pura semente dura o futuro amor”, na embalagem de um mix de sementes.

Conforme o ConJur, a decisão realizada em agosto deste ano, pela 2ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo, favoreceu o cantor de acordo com os argumentos do desembargador Alvaro Passos. Ele alegou que o uso do trecho da música na embalagem se mostrou “incontroverso”, uma vez que tanto a música, quanto a marca são amplamente conhecidas no mercado, o que poderia abrir precedentes para que outras marcas façam o mesmo, prejudicando compositores:

“O uso do conhecido trecho da música do artista, além de impedi-lo de obter valores por sua cessão, também pode ensejar o entendimento de que existe uma espécie de autorização para que outras empresas igualmente utilizem trechos de obras musicais ou de outra área protegida pela legislação de direitos autorais sem qualquer contrapartida ao seu titular”, afirmou Passos.

Além disso, Passos aceitou o argumento feito pelo cantor de que o uso livre de trechos de suas músicas por empresas em suas atividades comerciais pode gerar uma diluição de valor no mercado, perdendo força ‘na questão das cessões autorais para aspectos publicitários ou qualquer outra forma de exploração patrimonial escolhida pelo titular’.

“Ainda que o demandante assevere que o utilizado artigo 46, VIII, da Lei 9.610/1998 não possa ser aplicado ao caso porque não seria, segundo ele, uma reprodução em uma obra e sim uso em produto comercial, o fato é que utilizando o próprio texto final do dispositivo não se permite a utilização do trecho como ocorreu na hipótese vertente sem autorização, pois, diferentemente do posicionamento adotado, há prejuízo à exploração normal da obra e ao seu autor”, completou o desembargador.

 

Foto: Nando Reis – Divulgação

Leia na origem

FEIRA DE MÚSICA REÚNE EMPRESÁRIOS PARA FECHAR SHOWS E NEGÓCIOS EM PORTUGAL

WOMEX 21: Com reabertura de casas de show em Portugal, brasileiros aproveitam evento para fechar shows e negócios no exterior.

Na última semana aconteceu a maior feira de música global, Womex 21, em Portugal. O evento foi marcado pela presença de músicos, produtores e empresários brasileiros que queriam fechar negócios e shows no país.

O Gerente de projetos da Brasil, Música e Artes (BM&A), uma associação sem fins lucrativos para a promoção da cultura brasileira no exterior, Daniel Nogueira, contou ao Globo que não esperava tanta gente no stand da BM&A:

“Achava que tinha perdido isto para sempre, que a partir da pandemia seria tudo online. É uma luz no fim do túnel”, disse Nogueira.

Conforme o Globo, Portugal é como uma segunda casa para artistas brasileiros, e agora é a melhor oportunidade para fazer negócios no país que está em fase de reabertura de eventos presenciais.

Somente no time de Nogueira, foram 20 expositores brasileiros na Womex 21. O executivo contou que por conta da pandemia a organização já tinha perdido a esperança de participar da feira:

“Como este é um momento de exceção, acolhemos até os não associados, que podem sair daqui com seus shows encaminhados. Esta época é boa para marcar shows para o verão do próximo ano e fomentar esta retomada. Além de fazer quórum e dar exemplo para quem está no Brasil e quer vir, mas ainda tem receio. Portugal tirou as restrições e está funcionando”, disse o executivo.

O Diretor da agência de música Showzaço, Ulysses de Paula, também esteve presente da feira e aproveitou para negociar shows de nomes consagrados e de novos talentos:

“Para 2022, temos conversas com os empresários de Teresa Cristina, Emicida e Marisa Monte. Na Womex, buscamos realizar contatos e conhecer novos artistas fora da bolha brasileira”, disse de Paula ao portal.

Além da feria de negócio, shows com artistas de vários países fizeram parte da programação, entre eles, Jabu Morales, com o Ayom, e Lucas Santtana no Teatro Nacional São João, além de Rincon Sapiência no Hard Club.

FOTO: Estande da BMA na Womex 21| Gian Amato/Portugal Giro/O Globo

 

Leia na origem

CEO DA UNIVERSAL MUSIC DIZ QUE A MÚSICA ESTÁ SOB UMA NOVA ONDA DE CRESCIMENTO E EVOLUÇÃO

CEO da Universal Music, Lucian Grainge, fala sobre ações que levaram a empresa a crescer 17% no último trimestre, além de estratégias que posicionaram a gravadora como líder de mercado, em um cenário marcado por novas maneiras de se consumir música como vídeos curtos, redes sociais, aplicativos de fitness, jogos e transmissões ao vivo.

Nesta semana a Universal Music, a maior detentora de direitos musicais no mundo, anunciou seus resultados financeiros do ultimo trimestre (Q3) pela primeira vez como uma empresa de capital aberto.

Em todas as suas divisões (música gravada, edição e outros formatos), a Universal Music teve receitas nos de €2,153 bilhões (aproximadamente US$2,5 bilhões nas taxas de câmbio atuais). O que significou um aumento de 17% a.a. nas receitas, e mais 6,5% de crescimento em relação ao 2º trimestre.

Além de apresentar os resultados financeiros, o Presidente e CEO da gravadora, Lucian Grainge, contou como a gravadora vem trabalhando para se manter na liderança em um mercado marcado por oscilações e novos hábitos de consumo.

Para Grainge, a música está seguindo uma “trajetória poderosa”, se referindo à pesquisa global publicada pela IFPI, onde se descobriu que a média de audição de música [por pessoa] cresceu para 18,5 horas por semana, e que nos últimos dois anos, a quantidade de tempo que os fãs gastaram em plataformas de streaming de áudio por assinatura aumentou 51%.

O CEO disse que o clima é de otimismo, já que as pessoas estão consumindo mais música e se conectando com artistas de maneiras nunca vistas:

“As pessoas não estão apenas curtindo mais música, mas também se conectando com artistas de maneiras que eram inimagináveis há alguns anos. Uma mistura diversificada de gêneros musicais está encantando os fãs em um cenário em expansão que inclui vídeos curtos, redes sociais, aplicativos de fitness, jogos, transmissões ao vivo, produtos digitais e muito mais”.

A fim de atender essa nova demanda por música em diferentes ambientes, a gravadora tem feito parcerias com aplicativos em diferentes segmentos como saúde e fitness. Um dessas parcerias foi realizada na última semana, a primeira na área medica, com a empresa de terapia digital, Medrhythms. O objetivo é criar novas formas de estimular partes do cérebro de um paciente através de músicas do catálogo da gravadora.

Pensando também em como atender os novos gostos por gêneros diferentes de música, Grainge falou na extensão de seu relacionamento com o grupo de Kpop BTS – o mais vendido mundialmente – e sobre o retorno do ABBA. Para comemorar os 40 anos da banda, foi lançado um novo álbum junto com um show inovador no qual os artistas se apresentarão como avatares em uma experiência de show digital imersiva em uma arena em Londres.

BTS – Divulgação

A notícia do próximo show levou o catálogo do ABBA ao topo das paradas de streaming e ganhou, em uma semana, mais de um milhão de seguidores no TikTok.

“Acredito firmemente que a indústria da música está apenas no início de uma nova onda de crescimento e evolução. Estamos posicionando o UMG para liderar esta evolução para o benefício de nossos artistas, fãs [e] obviamente acionistas”, concluiu o CEO.

Leia na origem

Estado de São Paulo anuncia abertura de programa de fomento voltado para incentivo fiscal à cultura

Estão abertas as inscrições para o ProAC ICMS 202, programa de incentivo fiscal à cultura realizada pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo. Artistas e produtores do estado de São Paulo poderão se cadastrar e solicitar patrocínio através do portal oficial.

Nesta semana a Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo anunciou a antecipação do recebimento dos projetos do ProAC ICMS 2022, o programa de fomento voltado para incentivo fiscal à cultura.

Conforme o portal da Secretaria de Cultura, o ProAC ICMS 2022 deve ser contemplado com o montante de R$100 milhões, caso a nova proposta de fomento a cultura seja aprovada durante a votação da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2022, pela Assembleia Legislativa de São Paulo. A proposta feita pelo Poder Executivo demanda R$250 milhões para o incentivo a cultura no Estado.

Para inscrever seu projeto e solicitar patrocínio, artistas e produtores, pessoas físicas e jurídicas do estado de São Paulo poderão se cadastrar pelo portal: https://www.proac.sp.gov.br/proac_icms/sistema-de-cadastramento/

Em 2021 o ProAC ICMS foi substituído pelo ProAC Expresso Direto, que manteve o mesmo valor de investimento, R$ 100 milhões. Entretanto, conforme solicitação do Governador João Doria, em 2022 o ICMS retornará. Cerca de 1.139 projetos foram inscritos em 2020, e 1.516 em 2019.

Ainda segundo o portal, neste ano o Governo do Estado de São Paulo fez um investimento de R$200 milhões beneficiando 9.340 projetos de artistas, produtores culturais e prefeituras nos três programas de fomento articulados e complementares: ProAC Expresso Editais, ProAC Expresso Direto e Juntos pela Cultura + Difusão Cultural.

“O objetivo é estimular a retomada das atividades culturais e criativas, fortemente impactadas pela crise gerada pela pandemia do coronavírus, e incentivar a geração de renda, emprego e desenvolvimento. Com esse investimento, a Secretaria estima gerar 138 mil postos de trabalho e provocar um impacto econômico de R$ 300 milhões”, informou o portal.

 

Leia na origem

Saiba se canção de forró com trecho inspirado em James Blunt pode ser considerada Plágio

Matéria de G1

Advogado analisa se “Coração cachorro”, canção número um no país, pode ser considerada plágio de ‘Same mistake’, composta por James Blunt. Autores confirmam inspiração, mas argumentam que “Auuuu” é original.

Se você é heavy user das redes sociais já deve ter visto alguém fazendo dancinha de “Coração Cachorro”. A canção é a mais ouvida atualmente por conta de seu refrão marcante que lembra outro sucesso: “Same Mistake”, de James Blunt.

 

Com a repercussão do hit, muita gente se questionou se “Coração Cachorro” poderia ser considerada um plágio, já que os autores pegaram o “uuuuu”, presente em “Same Mistake”, e transformaram em um latido de cachorro resultando no “auuuuuu”, que gruda na cabeça! Para tirar a dúvida, o G1 contou com um especialista em direitos autorais.

Para advogado Marcel Gladulich, antes de avaliar a canção como plágio, é preciso definir se há uma apropriação “da essência de uma obra anterior”. E que neste caso, não ocorreu. Marcel considerou que o trecho “auuuuuuu” tem uma “individualidade” e “identidade” muito fortes, que “afastam a configuração de plágio, mesmo com a melodia do inglês”:

“Na minha opinião não existe plágio no caso do ‘Coração cachorro’. Isso porque a música tem uma identidade, uma individualidade diferente do ‘Same mistake’. A obra não ficaria descaracterizada se fosse retirado ou alterado esse trecho. Para mim, se introduzida uma outra linha melódica, a música ‘Coração cachorro’ continuaria a existir”, analisou Marcel Gladulich, ao portal.

Escrita em Fortaleza por um time de seis compositores – Daniel dos Versos, Fellipe Panda, PG do Carmo, Riquinho da Rima, Breno Lucena e Felipe Love – a música viralizou nos aplicativos de música na voz dos cantores cearenses de forró Ávine e Matheus Fernandes.

Conforme o G1, os autores confirmaram que se inspiraram no “uuuuu” da música de James Blunt, mas não consideraram como um plágio. Tanto que não há crédito para o cantor inglês na versão br. A própria editora Sony Publishing chegou a emitir uma nota para esclarecer o assunto:

“Essa música não é uma versão, por isso não aparece nos créditos outro compositor. Foi citada e inserida apenas um melisma, apenas um acorde. Que corresponde a 1%, porém os outros 99% da canção são totalmente autorais e escrita por Felipe Panda, Daniel dos Versos, Felipe Lopes, Breno Lucena, PG Do Carmo e Riquinho Da Rima.”, informou a editora.

Mesmo com esses pontos apresentados na matéria, Gladulich lembrou que Blunt pode pensar diferente e considerar uma autoria dividida a qualquer momento. Entretanto, não é o que deve acontecer já que nesta manhã circulou no Tiktok um vídeo em que o próprio Blunt parabenizou a versão brasileira por ter chegado ao número um, e ainda disparou que vai mandar os dados bancários para os artistas, em tom de brincadeira.

 

FOTO: Tiktok de James Blunt (Fotos: Reprodução/TikTok)

Leia na origem

GAMES SE TORNAM APOSTA DO MERCADO MUSICAL PARA GERAR MAIS RECEITAS

Matéria de Folha de S.Paulo

Entenda como os games estão se tornando plataformas para músicas e gerando cada vez mais receitas para artistas no mundo todo.

Já percebeu que ultimamente temos publicado muitas notícias relacionadas a games? Fortnite, Roblox e outros metaversos tem aparecido constantemente por aqui. Isto porque o assunto música e games estão cada vez mais relacionados e se tornou uma tendência no mercado musical.

Este foi o assunto abordado pela Folha de São Paulo. Na matéria, o portal explica como os games estão se tornando plataformas para músicas e gerando cada vez mais receitas para artistas no mundo todo.

Durante a matéria, o portal citou uma opinião de Karol Severin, analista sênior da consultoria britânica MIDiA Research, que explica bem essa ligação entre música e games:

‘Games hoje são uma atividade do mainstream e a música é parte fundamental disso”, disse Severin. “A ideia não é mais vender um produto, mas, sim, gerar receita. Por exemplo, a presença de artistas como Travis Scott ou Ariana Grande em um game vai manter as pessoas por mais tempo naquele mundo, e talvez eles gastem mais US$ 1 ali.”, complementou.

Karol falou sobre o momento em que dois grandes artistas souberam aproveitar muito bem os games para se conectar com os fãs de forma que não conseguiriam com um show presencial. Na época, Travis Scott se apresentou para 12 milhões de pessoas no jogo de tiro “Fortnite”.

No Brasil, artistas também começaram a apostar nos games para se conectar com os fãs. O rapper Emicida fará uma apresentação no “Fortnite” e será primeiro brasileiro a fazer isso no jogo.

Para Severin, ‘shows desse tipo são só a ponta do iceberg. Artistas que jogam uma partida com fãs, turnês mundiais, itens digitais com autenticidade, os NFTs, parcerias de artistas locais com nomes internacionais e peças customizáveis para os avatares —a versão virtual do que foram as camisetas de banda— são outros exemplos. Tudo a seu custo.’

Daqui pra frente veremos muitas ações deste tipo, e podemos ate sugerir uma atualização para o nome do blog: Música, Copyright, Tecnologia e Games!

 

 

Foto: divulgação – A cantora pop Ariana Grande no Fortnite

Leia na origem

Editoras de música propõem pagamentos de streaming mais altos nos EUA

Matéria de WSJ

Nesta semana acontece evento para aprovação de novos valores das taxas pagas a compositores e editoras nos EUA. Associação de Editoras pede aumento de 44%, enquanto os principais serviços de streaming querem manter valores abaixo dos estabelecidos em 2008.

A semana deve ser decisiva para os compositores. Isto porque, nos próximos dias, devem ser anunciados possíveis ajustes nas taxas pagas pelos serviços de streaming de música à compositores e editoras de música.

Conforme o The Wall Street Journal, a National Music Publishers Association (NMPA) e os cinco grandes streamers – Spotify Technology SA, Apple Inc., Amazon.com Inc., YouTube da Alphabet Inc. e Pandora da Sirius XM Holdings Inc.  – se reuniram no último dia 22, no evento chamado Copyright Royalty Board, para discutir o assunto.

A cada cinco anos, a taxa de licenciamento de músicas nos serviços digitais é definida por três juízes. Desta vez, a NMPA e os serviços de streaming apresentaram suas propostas para 2023-27, que devem ser divulgadas publicamente em breve.

Por enquanto, o assunto segue em grande discussão, já que a NMPA deixou bem claro durante o evento que a taxa atual deve ser de pelo menos 40%. Entretanto,  a intenção dos streamers é trabalhar para que as taxas se mantenham abaixo das estabelecidas em 2008.

“Eles estão propondo as taxas de royalties mais baixas da história do streaming interativo”, disse o executivo-chefe da NMPA, David Israelite, em uma entrevista. “Eles não querem apenas reverter os aumentos dos últimos 15 anos, mas também reduzi-los ainda mais do que no início de 2008.”

Israelita explicou que embora cada serviço apresente sua própria proposta, todos os cinco players pagam em torno de 10,5% da receita definida em 2017 pelo conselho de direitos autorais.

A NMPA propôs que os streamers paguem às editoras, o que for maior de quatro somas:

– 20% da receita de seu serviço;

– 40% do que é pago a gravadoras e outros detentores de direitos autorais de gravação master; $1,50 por assinante;

– ou $0,0015 por transmissão.

Como fazemos a economia da música moderna funcionar para todos?” questionou Israelite. “Esse deve ser o nosso foco – preservar o crescimento da indústria a longo prazo e garantir que beneficie o maior número de pessoas possível.”

A batalha pelos pagamentos de royalties de streaming ocorre quando participantes financeiros como Blackstone Inc. e KKR & Co. estão apostando bilhões de dólares em catálogos de músicas – ativos agora vistos como cada vez mais valiosos graças ao crescimento do streaming online e livres de flutuações de mercado mais amplas.

Vale notar que após as editoras terem conquistado um aumento de 44% em 2018-22, ou 15,5% da receita geral dos serviços de streaming no último ano, os streamers Spotify, Amazon, YouTube e Pandora apelaram da decisão. Ficando estabelecido o que é pago atualmente.

 

Foto: a cantora Taylor Swift retirou sua música do serviço de streaming Spotify em 2014, um protesto contra os valores pagos a artistas e músicos pelas plataformas digitais. /JMENTERNATIONAL FOR BRIT AWARDS / GETTY IMAGES

Leia na origem

SÉRIE DO GLOBOPLAY EM HOMENAGEM A RENATO RUSSO É ENGAVETADA

Matéria de VEJA

Uma super produção para homenagear Renato Russo estava prevista para ser lançada no Globoplay. Tudo teve que ser cancelado, pois faltou o principal: a autorização do uso de imagens e músicas pela empresa que detém os direitos do artista. Contamos tudo o que aconteceu no mct.mus.br

Recentemente uma série em homenagem ao cantor Renato Russo prevista para estrear na Globoplay foi impedida de ser lançada. Isso porque, de última hora, a empresa detentora dos direitos autorais do cantor não autorizou o uso de suas imagens.

Conforme a Veja.com, a série ‘As Cinco Estações’ estava prevista para ser lançada no dia 11 de outubro, data da morte de Renato Russo. O projeto chegou a ficar pronto, resultando em cinco episódios.

Para contar a história de Renato, foram entrevistadas cerca de 60 pessoas e vários artistas gravaram releituras dos maiores sucessos da Legião Urbana para o episódio final. Entre os convidados estavam nomes como Elza Sores (Que País É Esse?), Paulo Ricardo (Monte Castelo), Thiago Pethit (Perfeição), Céu (Angra dos Reis), Francisco el Hombre (Meninos e Meninas), Lagum (Quase Sem Querer), entre outros.

Os ex-integrantes do Legião Urbana também foram convidados a participar da série, porém Marcelo Bonfá e Dado Villa-Lobos se recusaram por conta da disputa judicial com Giuliano Manfredini pelo direito de usar o nome Legião Urbana. Todavia, ambos liberaram o uso de suas imagens e participações de músicas.

Apesar do grande investimento e expectativa para liberação das imagens, a produção acabou sendo inviabilizada, pois só faltou o principal: a autorização por parte da empresa Legião Urbana Produções, de propriedade do filho de Renato Russo, Giuliano Manfredini.

Em nota, a Legião Produções Artísticas explicou que já havia feito um acordo de licenciamento para outra produtora, e por isso não poderia liberar o uso de imagens e músicas de Renato Russo:

“Em respeito aos admiradores e aos profissionais envolvidos, a Legião Urbana Produções informa que quando soube da existência da série documental feita pela Globoplay, já havia acordado licenciamento com outra produtora, em regime de exclusividade para a realização de um documentário sobre a vida de Renato Russo. O não cumprimento dos termos do acordo prevê a aplicação de penalidades. A Legião Urbana Produções reforça que respeita e cumpre com as obrigações assumidas, de modo que manterá seu posicionamento em observação ao acordo firmado. Tão logo o termo em vigência se encerre, a Legião Urbana Produções poderá iniciar diálogo com a Globoplay, como sempre fez, inclusive com vários dos artistas que estão envolvidos neste projeto”.

Todos os produtores e convidados lamentaram o ocorrido. Por enquanto, a série segue engavetada.

 

FOTO: Ricardo Chavaicer/VEJA

 

Leia na origem

Estudo da IPFI mostra os hábitos de consumo de música no mundo

Matéria de IFPI

Em novo estudo realizado ao redor do mundo, incluindo o Brasil, fãs de música estão descobrindo novas maneiras de consumir e se envolver com a música. Cerca de 68% do tempo dos usuários em plataformas de vídeo curtos, foram gastos consumindo vídeos musicais, com sincronização labial ou desafios de dança.

A Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI), lançou nesta manhã (21) o resultado de seu estudo “Engaging with Music 2021” para descobrir os hábitos de consumo de música no mundo.

Para chegar aos resultados, a organização entrevistou 43.000 usuários de internet, de 16 a 64 anos, em vários territórios ao redor do mundo, incluindo Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, África do Sul, Coreia do Sul, Espanha, Reino Unido, Estados Unidos e outros.

No geral, a pesquisa identificou que os fãs não estão apenas ouvindo mais música, mas também, aproveitando para descobrir novas experiências e maneiras de se envolverem.

Graças ao streaming, fãs podem ouvir o que quiserem. Conforme a pesquisa 68% dos entrevistaram disseram que usam o streaming para pesquisar músicas específicas, enquanto 62% ouviram playlists mais de uma vez por semana, em alguma plataforma de streaming.

Em todo o mundo, os fãs de música estão tendo maior acesso a diferentes gêneros. Além dos estilos de músicas mais populares, foram citados mais de 300 gêneros, como o gqom, o axé e até o hokkien. Isso reflete que o cenário musical está cada vez mais rico, diverso e competitivo.

A música está impulsionando novas formas de envolvimento, gerando inovações, como vídeos curtos em aplicativos como o Tiktok, transmissões ao vivo e em games. O estudo da IFPI afirmou que 68% do tempo dos usuários em aplicativos de vídeo curtos, foram gastos em consumo de vídeos musicais, com sincronização labial ou desafios de dança. Além disso, um em cada três (29%) usuários afirmou ter assistido a uma transmissão ao vivo de música, como um show, nos últimos 12 meses.

O tempo gasto ouvindo música aumentou, mas nem tanto. Usuários de internet estão consumindo em média 18,4 horas ouvindo música (contra 18 horas em 2019), ou seja, uma pessoa pode ouvir cerca de 368 faixas de três minutos por semana.

Durante a pandemia a música contribuiu para o bem-estar das pessoas, proporcionando conforto e cura para muitos, especialmente para os mais jovens. 87% dos entrevistados disseram que a música proporcionou diversão e felicidade durante este momento. Enquanto 68% dos jovens de 16-19 anos disseram que os lançamentos de seus artistas favoritos os ajudaram neste período.

Apesar do aumento do consumo de música, a disponibilidade de música não licenciada continua sendo um problema para o ecossistema musical e continua impactando sua evolução. Quase um em cada três (29%) pessoas disseram usar métodos ou plataformas que não licenciam músicas, e 14,4% usaram plataformas de mídia social não licenciadas para fins musicais.

A CEO da IFPI, Frances Moore, disse que o “Engaging with Music 2021” mostra como os fãs ao redor do mundo estão se conectando com os artistas e a música. Agora as gravadoras precisam trabalhar em conjunto com as plataformas para criar experiências e garantir que artistas recebam de forma justa por seus trabalhos:

“A liberdade das gravadoras de licenciar música para essas experiências novas e envolventes é crucial para o crescimento futuro de todo o ecossistema musical. Estamos fazendo campanha em todo o mundo para garantir que os governos implementem um ambiente justo no qual esses acordos comerciais possam ser feitos.”, concluiu a CEO.

Leia na origem

O FACEBOOK ESTÁ CONSTRUINDO SEU PRÓPRIO METAVERSO

De olho no Fortnite e Roblox, o Facebook anunciou que iniciou seu projeto para construir seu próprio metaverso e contratará cerca de 10 mil profissionais na União Europeia para viabilizá-lo. A ideia é que usuários possam “sair” com amigos, trabalhar, jogar, aprender e comprar. Tudo em realidade virtual

Neste domingo (17) o Facebook anunciou que está criando o seu próprio metaverso para criar novas experiências usando realidade virtual e aumentada na plataforma.

A rede social já havia anunciado o investimento de cerca de US$50 milhões neste projeto, que terá conclusão prevista para daqui a 15 anos, ou seja, só em 2036! Todavia, somente agora o Facebook confirmou o início do projeto, junto com o anúncio da contratação de cerca de 10 mil funcionários na União Europeia para viabilizá-lo.

Conforme a rede social, a ideia é que os usuários possam usar este mundo virtual para “sair” com amigos, trabalhar, jogar, aprender, comprar, criar e muito mais, tudo em realidade virtual.

Para dar vida à ao seu metaverso, o Facebook está fazendo parcerias com empresas, desenvolvedoras, criadores e legisladores na área, como Organização dos Estados Americanos, Africa No Filter, Electric South, Imisi3D e Women In Immersive Tech.

A realidade virtual e os metaversos tornaram-se um grande negócio. Dois dos maiores players neste campo são empresas de videogame como a Epic Games, criadora do Fortnite. Além do Roblox Corporation, criador do fenômeno Roblox.

Em março, o Roblox recebeu investimentos de $520 milhões em um fundo que incluiu a Warner Music Group, e acabou abrindo capital na Bolsa de Valores de Nova York, chegando a ser avaliada em $45 bilhões.

Em abril, a Epic revelou que participou de uma rodada de financiamentos de US$1 bilhão. Destes, US$200 milhões vieram da Sony Group Corporation (proprietária da Sony Music). Vale notar que a Sony já havia injetado US$250 milhões na Epic Games em julho de 2020.

Atualmente o Fortnite conta com 350 milhões de jogadores registrados, e o Roblox registrou 43 milhões de usuários ativos diários em maio de 2021. O Facebook não poderia ficar de fora.

 

foto reprodução

Leia na origem

©2022 MCT - Música, Copyright e Tecnologia.

ou

Fazer login com suas credenciais

Esqueceu sua senha?