Live Nation adquire plataforma de streaming ao vivo criada pelo Good Charlotte

De olho na tendência das lives, que deve continuar após a pandemia, a Live Nation adquiriu o Veeps, plataforma de streaming ao vivo criada por integrantes do Good Charlotte, banda pop-punk dos anos 2000

No início dos anos 2000, o Good Charlotte era uma banda conhecida pelos seus hits pop punk que passavam na MTV. Agora a banda voltou a estar nos holofotes do mercado musical, principalmente pela Live Nation, que acabou de adquirir uma parte de sua plataforma de streaming ao vivo.

De acordo com o Pollstar.com, a Live Nation anunciou nesta semana que adquiriu uma parte majoritária do Veeps, plataforma de streaming ao vivo personalizada para artistas.

A plataforma, criada pelos irmãos gêmeos Joel e Banji Madden, do Good Charlotte, ao lado dos cofundadores Sherry Saeedi e Kyle Heller, foi projetada para transmitir shows ao vivo com venda ingressos, e busca facilitar o envolvimento entre artistas e fãs através de recursos como chat, compras de produtos exclusivas, suporte, marketing social e ofertas VIP.

Segundo um comunicado feito pelo Veeps, mesmo com o retorno dos shows presenciais em 2021, a plataforma continuará oferecendo seus serviços, agora para a Live Nation. Sua aquisição deve trazer aos usuários conteúdo complementar aos shows tradicionais, como encontros virtuais, replay de vídeos, e inclusive a possibilidade de assistir online a shows com ingressos esgotados.

“Esta parceria é uma demonstração de que as transmissões ao vivo com venda de ingressos ganharam um lugar permanente nos negócios da música. No ano passado, as transmissões ao vivo do Veeps ajudaram artistas a ganhar mais de $10 milhões de dólares e estamos ansiosos para ajudar ainda mais apoiando a arte e seu desenvolvimento”, afirmou disse Joel Madden, cofundador do Veeps.

 

Foto: Ville Juurikkala

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Por que artistas estão vendendo seus catálogos musicais?

Matéria de Rolling Stone

Artistas estão lucrando milhões com a venda de seus catálogos à gravadoras e fundos de investimento. Saiba o está impulsionando esta tendência.

Recentemente, vimos uma onda de artistas vendendo seus direitos autorais para grandes fundos de investimentos, como Hipgnosis Songs Fund e Primary Wave. A Rolling Stone publicou uma matéria para explicar sobre os motivos que levaram a alta da aquisição de catálogos musicais.

Para a Hipgnosis Songs Fund e a Primary Wave, adquirir os direitos autorais de artistas como Fleetwood Mac, Neil Young, Shakira, John Lennon e Dire Straits é um negócio bem rentável, uma vez que elas poderão ter retorno de diferentes formas como os royalties, licenciamento, acordos de marca e outras fontes de receita.

Além disso, os ativos musicais são um grande investimento, pois estão mais estáveis e muitas vezes mais valorizados em comparação a outros mercados. Como disse Merck Mercuriadis, fundador e CEO da Hipgnosis: “Se Donald Trump fez algo maluco, o preço do ouro e do petróleo são afetados, ao passo que as canções não … [as canções] estão sempre sendo consumidas”.

Há ainda outro fator para a valorização dos catálogos: as grandes gravadoras, não vão deixar startups como a Hipgnosis pegarem seus ativos mais valiosos sem pelo menos lutar. É por isso que a Universal Music adquiriu o catálogo de músicas de Bob Dylan, avaliado em US$400 milhões.

Por que os artistas e compositores estão vendendo seus catálogos?

A Covid-19 é um dos principais fatores que pode influenciar na decisão de alguns artistas a vender seus catálogos. Afinal de contas, muitas vezes suas rendas estão ligadas às turnês, e sem turnê não há renda. Entretanto, há outros motivos que podem pesar ainda mais para alguns. É o que veremos abaixo:

  1. Benefícios fiscais

Os benefícios fiscais estão cada vez mais se esgotando nos Estados Unidos. Segundo o portal, os planos fiscais de Joe Biden – presidente recém-eleito nos EUA – incluem a alteração do imposto sobre ganhos de capital para que fiquem alinhados ao imposto de renda, incluindo qualquer venda de ativos acima de US$1 milhão. Isso significa que neste caso, a taxa de imposto sobre a venda de um ativo lucrativo aumentará 20% para cerca de 37%.

Seguindo o exemplo de Bob Dylan, que vendeu seu catálogo por US$ 400 milhões: com 20% de imposto, ele deve pagar US$80 milhões ao governo; a 37%, ele deverá pagar $65 milhões a mais em impostos.

  1. Circunstâncias pessoais

Artistas mais idosos e no fim de carreira já podem estar pensando na divisão de seus bens a seus herdeiros, e por isso a ideia da venda catálogos pode ser prática. No caso de Dylan, será mais fácil dividir os $400 milhões adquiridos pela venda de seu catálogo do que uma vida inteira de direitos autorais.

Há ainda artistas que podem usar a venda de seus direitos para pagar dívidas e resolver problemas pessoais financeiros. É caso de Shakira, recentemente a cantora vem enfrentando uma acusação pelo governo da Espanha de uma dívida de US$16 milhões em impostos atrasados. Não se pode dizer se este caso a influenciou em sua decisão, mas vale o lembrete de que as estrelas também têm dores de cabeça com familiares e finanças.

  1. Lendo o mercado – e seus próprios legados

É preciso colocar na balança tudo o que pode acontecer futuramente no mercado musical, que sempre foi de altos e baixos. Em primeiro lugar, o crescimento da receita de streaming de música está desacelerando nos principais mercados (“maduros”) como os EUA e o Reino Unido, e não se sabe ao certo sobre sua estabilidade.

Além disso, nunca se sabe quando uma “nova ameaça tecnológica” pode deixar todos cegos nos próximos 20 anos, destruindo o valor das obras dos artistas da mesma forma que o Napster ou Limewire fizeram no passado.

O que está valendo é que empresas como a Hipgnosis estão pagando muito pelos lucros dos royalties previstos. Quanto maior o artista, maior o múltiplo: acredita-se que a Universal pagou a Bob Dylan um múltiplo de mais de 25 vezes o que seu catálogo acumula a cada ano. Tirar esse dinheiro adiantado pode deixar as incertezas menos desagradáveis para os artistas.

 

Imagem: (reprodução) Robb Cohen/Invision/AP Images; Chris Pizzello/AP Images; Greg Allen/Invision/AP Images

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Emicida é destaque em matéria para o The Guardian

Matéria de the Guardian

Em entrevista para o The Guardian, Emicida fala sobre documentário e sua missão de resgatar a história negra no Brasil, país que está indo “por um caminho perigoso”.

Nesta segunda-feira (18) o The Guardian publicou uma matéria com o rapper Emicida, que vem ganhado cada vez mais destaque, principalmente, após o lançamento de seu documentário na Netflix, AmarElo.

Para o portal, o rapper falou como percebeu que poderia ter o papel de repassar a história da cultura negra no Brasil. Coisa que pouco se vê, principalmente no período escolar:

“Se tivéssemos nos contado sobre essa história e essas contribuições [negras] na escola, teríamos um senso radicalmente diferente de quem somos – e isso teria produzido uma sociedade muito melhor do que a que temos hoje” contou o rapper ao The Guardian.

O artista faz música há mais de uma década, possui três álbuns lançados e vem construindo uma reputação como um dos melhores MCs de hip-hop do Brasil. Lançado em dezembro, seu documentário recebeu ótimas críticas por mostrar a luta de décadas contra a violência racista e a desigualdade, em um país que ainda tem um legado marcado pela escravidão.

O rapper relatou que em 2015 durante sua primeira viagem à África, no museu nacional da escravidão de Angola, visitou uma capela à beira-mar do século 17, onde viu uma fonte no qual escravos africanos eram “convencidos de que não tinham alma” e eram batizados antes de embarcarem em navios com destino a países como o Brasil, então o maior importador de escravos do mundo.

“Eu me perguntei sobre os momentos da minha vida em que senti que também não tinha alma; como passei boa parte da minha vida suspenso nesta escuridão onde me sentia não digno de ser considerado inteligente, ou forte, ou importante, ou bonito, ou qualquer um desses atributos positivos que fazem parte da experiência humana”, disse ele durante entrevista em sua casa na zona norte de São Paulo.

“A ideia de que esses corpos [negros] ainda não têm alma ainda está muito viva na consciência de muitas pessoas”, afirmou o rapper, apontando para a violência policial implacável e o impacto desproporcional de Covid-19 sobre os pobres brasileiros negros. Ele chamou o Brasil de “um país onde a vida dos negros importa menos”.

Emicida também falou sobre seu receio de haver um grande retrocesso após a eleição de Jair Bolsonaro, em 2018. Segundo ele, um presidente pró-armas no Brasil – a quem ele chamou de “verme” – poderia ser o primeiro capítulo de um retrocesso dos direitos civis duramente disputados.

A política brasileira “caminhava por um caminho muito perigoso”, alertou o rapper ao portal. “A meu ver, se não tivermos cuidado, há uma grande chance de alguém como o Bolsonaro ser apenas a ponta do iceberg – e temos que conversar sobre isso.”

Emicida afirmou ainda que a hostilidade de Bolsonaro à cultura foi impulsionada por seu desejo de limitar este tipo de debate livre e baseado em fatos que o exporia como uma fraude:

“Ele sabe que a cultura cria um espaço para reflexão – e alguém que se alimenta do caos obviamente vai sentir ódio completo por qualquer coisa que crie esse tipo de espaço. Porque se você tivesse um debate saudável, alguém como ele nunca ocuparia o cargo que ocupa.”, continuou.

Foto: Wendy Andrade

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BMG ADQUIRE DIREITOS DE MICK FLEETWOOD, BATERISTA DO FLEETWOOD MAC

A feira da música continua aberta! Desta vez, a BMG anunciou a aquisição dos direitos em mais de canções do baterista do Fleetwood Mac, Mick Fleetwood.

A BMG anunciou hoje (14) que adquiriu os direitos autorais do baterista Mick Fleetwood, em mais de 300 canções do Fleetwood Mac.

O acordo com o co-fundador do Fleetwood Mac, também incluiu outros sucessos da banda como ‘The Chain’, ‘Go Your Own Way’ e a clássica favorita dos realities shows musicais: ‘Landslide’.

Esta é a melhor hora para a aquisição, uma vez que ‘Dreams’, se tornou um viral global no TikTok, gerando mais de 3,2 bilhões de visualizações/streams ao longo de oito semanas durante o segundo semestre de 2020.

De acordo com o Music Business Worldwide, desde 2018 a BMG não fazia uma aquisição de direitos deste porte, uma vez que a gravadora estava focada para o crescimento orgânico.

A estratégia desde então tem dado resultados positivos. Após anos de aumentos consecutivos de dois dígitos, a receita semestral da gravadora voltou a crescer, chegando marca de US$308 milhões nos primeiros seis meses durante a pandemia de 2020.

Em um comunicado Mick Fleetwood falou sobre a aquisição: “acima de tudo, BMG entende a arte e coloca o artista em primeiro lugar. Se esta parceria é qualquer indicação do meu passado e agora futuro relacionamento de trabalho com o BMG, é que eles realmente ‘entenderam’”.

O Fleetwood Mac atingiu o seu auge com o lançamento de seu terceiro álbum ‘Then Play On’, com singles de sucesso ‘Albatross’ e ‘Man Of The World’. Entretanto, a banda se desfez em meio a questões substanciais e problemas de relacionamento.

Em julho de 1975, a banda voltou aos estúdios de gravação com uma nova formação e o lançamento de ‘Fleetwood Mac’, seu primeiro número um nos Estados Unidos. O Fleetwood Mac já vendeu mais de 120 milhões de discos em todo o mundo e foi incluído no Rock ‘n’ Roll Hall Of Fame em 1998.

 

 

Foto: Mick Fleetwood – Amanda Demme

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Ranking das mais tocadas nas rádios brasileiras em 2020 é composto por sertanejo e hits do passado

Matéria de G1

Em ranking das mais tocadas nas rádios brasileiras, sertanejo e hits antigos são destaques.

Nesta semana, a empresa de monitoramento, Crowley, divulgou o seu ranking de músicas mais tocadas nas rádios brasileiras em 2020. A grande surpresa, é que hits que marcaram gerações passadas continuam como os favoritos nas rádios.

De acordo com análise do G1, apesar do sertanejo dominar as rádios brasileiras, o pop-rock de artistas como Skank, Coldplay, U2 e Charlie Brown Jr continuam fazendo sucesso. Hits do pop como “Torn” da Natalie Imbruglia, lançado em 1997 e “Primeiros erros” do Capital Inicial, de 2000, ainda continuam entre os favoritos das rádios.

Houve uma grande diferença entre os hits dos serviços de streaming e a rádio. Enquanto ‘Com ou sem mim”, de Gustavo Mioto, foi a mais tocada de 2020 nas rádios, no Spotify a faixa ficou apenas na 25ª posição.

Essa discrepância e favorecimento do sertanejo, segundo o portal, vem acontecendo desde 2017, sendo influenciada pela faixa etária menos jovem e acordos diretos entre artistas e gravadoras com as rádios.

Em contrapartida, o funk continua sendo um dos gêneros menos tocados nas rádios, sendo muito menor do que no streaming.

Confira o TOP 10 das mais tocadas nas rádios brasileiras em 2020 no portal

Foto: o sertanejo Gustavo Mioto – Christopher Bueno/Divulgação

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DEEZER ANUNCIA LANÇAMENTO DE PLAYLISTS EDITORIAIS PATROCINADAS POR MARCAS

Finalmente, a Deezer liberou para anunciantes o patrocínio de suas playlists editoriais. Marcas poderão receber destaque em playlists ouvidas pelos usuários do serviço.

Na última semana, a Deezer anunciou que finalmente está disponibilizando playlists editoriais para patrocínio de marca.

De acordo com o Music Business WorldWide, a novidade veio após Emilie Proyart assumir o cargo como vice-presidente de vendas e publicidade na empresa.

Segundo o serviço de streaming, o patrocínio da playlist está disponível em todo o mundo, através de sua divisão interna de vendas de anúncios, a Deezer Brand Solutions.

Com o patrocínio, as playlists escolhidas pelos anunciantes apresentarão uma imagem da empresa destacada no cabeçalho, junto com um link para seu site e anúncios de áudio dedicados.

As marcas podem escolher entre mais de 5.000 playlists selecionadas pelos editores de Deezer. Entretanto, não estarão disponíveis as criadas a partir da reprodução algorítmica personalizada do serviço.

Vale notar que o rival, Spotify, permite desde 2016 o patrocínio de playlists, sendo que desde 2019, incluiu na lista a ‘Discover Weekly’, a playlist de recomendações da semana.

Por enquanto, foi confirmado que a marca de fones de ouvido e alto-falantes ‘Marshall’ foi uma das primeiras empresas a aderirem à novidade, patrocinando as playlists ‘Poptop’ e ‘Pop All Stars’ da Deezer, que têm 317.690 seguidores e 475.054 seguidores, respectivamente.

“A capacidade de patrocinar nossas playlists com curadoria abre novas oportunidades para as marcas se conectarem a públicos relevantes e engajados”, afirmou Emilie Proyart.

“Já estamos trabalhando com marcas na França, Turquia e Egito e esperamos oferecer essa solução para mais empresas ao redor do mundo.”, complementou a executiva.

 

Foto: reprodução

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HIP-HOP E R&B SÃO OS GÊNEROS MAIS OUVIDOS NOS ESTADOS UNIDOS EM 2020

Juntos, os dois gêneros representaram quase um terço dos plays nos serviços de streaming. Confira ranking de participação dos gêneros musicais mais ouvidos em 2020 nos Estados Unidos.

Mais de um terço dos plays de áudio e vídeo on demand nos Estados Unidos, em 2020, foram de músicas gravadas por artistas de R&B e Hip-Hop.

A notícia foi dada nesta semana pelo MRC Data (antiga Nielsen Music) em parceria com a Billboard, como resultado de sua pesquisa sobre o mercado de streaming de música.

No total de streams de vídeo sob demanda, a categoria “R&B/Hip-hop” representou mais de um terço de todas as reproduções, com 33,9%. Com relação aos streams de áudio, o gênero ficou com 30,7% de todas as reproduções. Entre os streams de áudio e vídeo combinados, 31,1%.

Além do favoritismo, o gênero musical aumentou sua participação de mercado ao longo de 2020, representando 28,2% do consumo total equivalente ao álbum (vendas físicas, digitais e streaming).

Para a surpresa de muitos, o Rock ainda continua vivo ficando em segundo lugar entre os gêneros mais ouvidos, representando 16,3% dos plays em todos os formatos e à frente do POP com 13,1%. dos plays.

De acordo com o Music Business Worldwide, o volta do rock pode ter sido impulsionada pelo lançamento do ‘Queen’s Greatest Hits’, considerado o maior álbum de rock do ano, e pelo Greatest Hist de Elton John, ‘Diamonds’.

Abaixo confira como ficou a lista de participação de mercado dos gêneros musicais em 2020

Foto: Reprodução/MRC

Mais ouvidas:

A faixa mais tocada nas plataformas de streaming de áudio e vídeo no ano passado foi ‘The Box’ de Roddy Ricch, que acumulou 920,4 milhões de reproduções de áudio e 399,2 milhões de reproduções de vídeo. Em segundo lugar, claro, ficou The Weeknd com seu hit ‘Blinding Lights’ (691,5 m) (o que nos faz ficar perplexos devido ao artista não ter sido indicado ao GRAMMY 2021), seguida por DaBaby com ‘Roddy Ricch’ com Rockstar (674,0 m).

Streaming de áudio apresenta queda em 2020

O relatório do MRC mostra que o volume total de streaming de áudio sob demanda nos Estados Unidos cresceu 126,7 bilhões de reproduções em 2020, um aumento de 17% em comparação ao ano anterior. Mesmo com o número surpreendente, esse crescimento não chegou ao salto de 134,9 bilhões visto em 2019.

Apesar do aumento, o número total de streams de áudio necessários para quebrar o Top 10 dos maiores sucessos de streaming dos EUA em 2020 caiu. Juntas, as 10 principais faixas mais tocadas em 2019 – lideradas pelo fenômeno Lil Nas X com ‘Old Town Road’ – atraíram 6,218.

Foto: reprodução

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SYMPHONIC ANUNCIA CHEGADA AO BRASIL

Uma das principais empresas de distribuição de música independente do mundo, a Symphonic, finalmente chegou ao Brasil.

A Symphonic anunciou nesta semana, em uma publicação no portal oficial da empresa, que está oferecendo seus serviços no Brasil. De acordo com a Symphonic, a empresa está otimista com relação às oportunidades no país devido a nossa “cultura” e “cenário musical altamente estimado”.

Fazem parte da Symphonic no brasil artistas como Sabotage, Cacife Gold, DJ Cristal, Krawk, Renato da Rocinha e Tropa do Bruxo, o novo selo do famoso jogador de futebol Ronaldinho Gaúcho.

“Estou entusiasmado em continuar a expansão da Symphonic na América Latina, especificamente agora no Brasil! A equipe que montamos representa o Brasil e realmente entende o que os artistas, gravadoras e empresários precisam melhor do que ninguém. Com essa expansão, a Symphonic trará para o Brasil a mesma abordagem personalizada, preço econômico e serviço de primeira linha que podem ser encontrados em nossos outros territórios existentes, e estamos ansiosos para dar esse salto e criar uma marca duradoura na região” – afirmou Jorge Brea, CEO, Symphonic Distribution em comunicado.

A empresa escolheu Ian Martini Bueno como chefe de operações no país. De acordo com a empresa, Bueno é executivo, baterista e empresário da Brazilian Music Business com mais de 6 anos de experiência no mercado indie brasileiro. Ele está no ramo de distribuição desde os primeiros passos do mercado no país. .

“Estou muito feliz e honrado por fazer parte desta nova etapa da Symphonic na América Latina. O Brasil é um mercado enorme e único que está crescendo a cada ano. É um mundo totalmente diferente aqui, e estou muito grato ao Jorge e à equipe da Symphonic por confiarem em mim para liderar a estratégia e as operações com minha equipe incrível. Há muito a ser feito e estamos muito focados em manter a visão boutique da empresa. Com ele, continuaremos garantindo os melhores serviços e tecnologia em termos de marketing e distribuição”. – disse Bueno.

 

Imagem: reprodução

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Em acordo milionário, empresa de investimentos adquire metade dos direitos de discografia de Neil Young

Após Bob Dylan vender seu catálogo para a Universal Music, chegou a vez de Neil Young vender metade dos direitos autorais de seu catálogo à Hipgnosis Songs, em um contrato avaliado em US$150 milhões

A empresa de investimentos, Hipgnosis Songs, anunciou hoje (06) que adquiriu metade dos direitos autorais do catálogo de Neil Young, em um contrato avaliado em US$150 milhões.

Segundo o Music Business Worldwide, com a aquisição a empresa passa a ter direitos sobre a metade dos rendimentos das 1.180 músicas do artista.

O catálogo de Neil Young é considerado um dos mais valiosos da história da música. No total, o artista e compositor lançou quase 50 álbuns de estúdio e mais de 20 álbuns ao vivo. Sete de seus álbuns foram listados na parada dos 500 melhores álbuns de todos os tempos da Rolling Stone.

Ao longo de sua longa carreira de sete décadas, Young recebeu 27 indicações ao Grammy, 28 ao Juno Award e foi indicado ao Rock and Roll Hall of Fame duas vezes – tanto como artista solo quanto como membro do Buffalo Springfield.

Em um comunicado, o fundador da Hipgnosis, Merck Mercuriadis, disse que sempre foi fã de Young e que acaba de realizar um sonho: “As canções de Neil Young são parte de quem eu sou, elas são de muitas maneiras responsáveis ​​por quem eu me tornei e certamente estão em meu DNA”.

“Construí a Hipgnosis para ser uma empresa da qual Neil gostaria de fazer parte. Temos integridade, ethos e paixões comuns”, continuou o executivo.

Antes de lançar a Hipgnosis na Bolsa de Valores de Londres em 2018, Mercuriadis trabalhou como manager de nomes como Elton John, Beyoncé e Morrissey – e continua gerenciando a carreira artística de Nile Rodgers, co-fundador da empresa.

A Hipgnosis tem ganhado cada vez mais destaque no mercado musical. Além de ter investido mais de US$1,5 bilhão em catálogos de música nos últimos dois anos, começou 2021 adquirindo catálogos de edição de Lindsey Buckingham do Fleetwood Mac e do produtor Jimmy Iovine, responsável pela produção musical de filmes como ‘8 Mile’, estrelado por Eminem e ‘Get Rich or Die Tryin’, de 50 Cent.

A compra de catálogos musicais vem crescendo em escala mundial, principalmente durante a pandemia do novo coronavírus. Vale lembrar que recentemente, a Universal Music adquiriu o catálogo de Bob Dylan estimado em US$400 milhões.

 

Foto: Ben Houdijk / Shutterstock

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Gravadoras veem mídias sociais como oportunidade de novos negócios

Acordo entre Warner Music e TikTok é o mais recente de uma série de pactos entre gravadoras e plataformas sociais para atrair novos negócios milionários.

A Warner Music anunciou, na última semana de 2020, que firmou um acordo com o TikTok para licenciar músicas em troca de taxas de royalties maiores. Após anos de luta contra gigantes da tecnologia, chegou a vez das gravadoras se unirem às redes sociais para atrair novos negócios milionários.

Segundo o CEO da Warner Music, Steve Cooper, com a parceria a gravadora espera gerar centenas de milhões de dólares por ano. Os termos do pacto não foram divulgados.

De acordo com matéria da Bloomberg, no ano passado, grandes empresas do mercado musical também assinaram acordos de licenciamento com as três das maiores plataformas de mídia social, Facebook, TikTok e Snapchat.

A pandemia foi um dos principais fatores que contribuiu para os acordos entre gravadoras e mídias sociais. Afinal, foi através dessas plataformas que elas conseguiram equilibrar um pouco as perdas das vendas durante a pandemia, que continua fechando lojas e impedindo as turnês de shows no mundo todo.

“Parece que vimos anos de mudança e evolução no decorrer de alguns meses”, disse Oana Ruxandra, diretora digital da Warner Music (foto). “Queremos garantir que haja valor para nossos artistas em todas as áreas, e o objetivo é garantir que eles ganhem dinheiro para viver suas vidas.”

Ruxandra ingressou na Warner Music há dois anos e está mudando a forma como a empresa lida com as novas tecnologias. Anteriormente, as gravadoras costumavam culpar a internet e empresas de tecnologia como Google e Apple pelo seu declínio, à medida que a pirataria e a audição online dizimaram as vendas de CDs, que antes eram a principal fonte de renda da indústria.

Com o surgimento de outros participantes, incluindo Spotify e Pandora, as empresas do mercado musical continuaram a ver a tecnologia como um grade vilão, uma vez que esses serviços, muitas vezes enriqueciam às custas de seu trabalho. Inicialmente, a mídia social era ainda pior. YouTube, Facebook, Snapchat e TikTok do Google, todos hospedaram vídeos de usuários com música sem pagar nada.

Esta dança continuou se repetindo por um bom tempo. No entanto, à medida que as empresas de mídia social foram se desenvolvendo e criavam novos recursos para conquistar cada vez mais, foi necessário traçar laços mais estreitos com a indústria musical.

O TikTok, de propriedade da empresa chinesa ByteDance, licenciou músicas que datam da época em que era conhecido como Musical.ly. Entretanto, gravadoras, artistas e compositores sentiram que estavam sendo enganados, visto que o TikTok era um dos aplicativos mais populares do mundo, ostentando mais de 600 milhões de usuários. Os novos acordos devem amenizar várias questões, pois o impacto da mídia social nos negócios é imenso, tanto em termos de receita quanto de promoção, de acordo com Ole Obermann, chefe global de música da TikTok.

Agora que as redes sociais estão começando a remunerar pelo uso de música, o próximo passo das gravadoras é explorar novas indústrias, como games e mundo fitness.

Para o portal, ainda não está claro se esses esforços decolarão ou serão pontuais, mas as gravadoras estão cada vez mais abertas a novas ideias: “Estamos experimentando porque vemos negócios reais lá”, disse Ruxandra.

 

Imagem: divulgação

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