YouTube Music “Ones to Watch”: algoritmos revelam novos artistas em 2019.

Matéria de Evening Standard

O YouTube já foi responsável pelo surgimento de novos artistas como Dua Lipa e Ed Sheeran, com fim do ano chegando, o YouTube deu um passo a frente para descobrir os novos talentos musicais de 2019. Após analisar dados de sua plataforma, o YouTube Music está lançando uma lista “Ones to Watch” – “para assistir”- , com os principais novos artistas que tem ganhado destaque na plataforma.

de acordo com o Evening Standard, a partir de dados em suas plataformas, o YouTube Music está lançando uma lista com talentos musicais que se destacarão em 2019.

“O YouTube é bem conhecido por ser um lugar onde os artistas podem entrar na cena musical mainstream. É a beleza da plataforma aberta no YouTube, onde você pode ir de um vídeo em seu quarto para reservar uma turnê mundial. É por isso que estamos sempre procurando maneiras de elevar as vozes dos artistas na plataforma e compartilhar seus talentos com o mundo ”, disse Azi Eftekhari, diretor de parcerias musicais do YouTube, no Reino Unido.

“No início deste ano, apresentamos o aplicativo YouTube Music, por isso pareceu uma excelente oportunidade para destacar alguns dos talentos emergentes que estamos vendo no Reino Unido, que estão crescendo em popularidade e que achamos que farão ondas tanto comercial quanto criticamente em o futuro.”

A cantora R&B, de Birmingham, Mahalia, liderou a lista. Conhecida por suas canções conscientes, a cantora está em sua turnê europeia com todos os ingressos esgotados. Ela credita a plataforma pop todo o seu sucesso, já que através dela aprendeu a tocar guitarra e conseguiu construir uma base de fãs em todo o mundo.

Para descobrir Mahalia e os outros cantores da lista, a equipe do YouTube usou uma mistura de insights e dados:

“No lado dos dados, analisamos vários fatores, incluindo picos de interesse, como o lançamento de um videoclipe e os níveis de engajamento. Além disso, observamos aumentos constantes de visualizações, números de assinantes e comentários dos fãs”, explicou Eftekhari.

A Ones to Watch também aponta para a diversidade que está surgindo no cenário musical no Reino Unido:

“Esses são artistas individuais espalhados por todo o Reino Unido e Irlanda, e abrangem uma enorme variedade de gêneros. Isso é interessante porque mostra que você realmente não precisa fazer parte de uma cena em particular ou estar em Londres para fazer isso. Plataformas como a nossa estão permitindo que artistas se conectem diretamente com uma base de fãs e isso está alimentando uma enorme diversidade”, afirmou Eftekhari.

Foto: YouTube

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TAYLOR SWIFT ASSINA NOVO CONTRATO COM A UNIVERSAL MUSIC

A cantora Taylor Swift anunciou que assinou com a gravadora Universal Music. Em um post no Instagram Swift destacou uma cláusula que determina que os lucros conseguidos pela gravadora com suas ações no Spotify deverão ser redistribuídos diretamente para os artistas. Além disso, a cantora terá a propriedade de todas as suas novas músicas.

Com cláusula que beneficia artistas, a cantora Taylor Swift anunciou novo contrato com a Universal Music no Instagram.

Segundo o portal Music Business Worldwide, a Universal Music é a única das Big 3, que ainda possui ações no serviço de streaming de música Spotify, o que gerou muitas dúvidas no mercado sobre a redistribuição sobre o valor da venda para os artistas.

No Instagram, Swift confirmou: “Havia uma condição que significava mais para mim do que qualquer outro ponto do negócio. Como parte do meu novo contrato com a Universal Music Group, eu pedi que qualquer venda de suas ações no Spotify resultasse em uma distribuição de dinheiro para seus artistas​​”.

Ela acrescentou: “Eles concordaram generosamente com isso, no que eles acreditam ser termos muito melhores do que os pagos anteriormente por outras grandes gravadoras. Vejo isso como um sinal de que estamos nos encaminhando para uma mudança positiva para os criadores de conteúdo – uma meta que nunca vou deixar de tentar ajudar a alcançar, de todas as formas possíveis. Estou muito feliz por ter Sir Lucian Grainge como parceiro nesses esforços. ”

No mesmo post, Swift confirmou que, como parte de seu novo contrato, ela manterá a propriedade de suas futuras gravações.

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Diretor do Midem, Alexandre Deniot traz ao Rio o 1º fórum latino-americano da feira francesa

Matéria de O Globo

Alexandre Deniot, atual presidente do Midem, trará ao Rio de janeiro seu primeiro fórum latino-americano, sobre o desenvolvimento de negócios da música em países emergentes. O evento pretende ainda descobrir e desenvolver novos talentos brasileiros.

O fórum, que será realizado entre os dias 26 e 27 de Novembro, no Crab/Sebrae, Rio de Janeiro, foi criado por Alexandre Deniot durante o Midem, Marché International du Disque et de l’Edition Musicale — a maior feira internacional dos profissionais da música, em Cannes, na França.

Em entrevista para o portal O Globo, Deniot, contou que o fórum faz parte do Programa de Mercados de Altos Potenciais, apresentado na África. A ideia é “aumentar os laços entre o Brasil e os outros países da América Latina, que não falam a mesma língua”.

“Estaremos aí para reforçar essa comunidade e descobrir artistas. Queremos criar redes e entender o que ocorre com a indústria musical, mais complexa que nunca, para saber aonde o negócio irá”, contou Alexandre Deniot ao portal.

Segundo o Globo, o Brasil foi escolhido por ser o maior mercado de música na América do Sul: “Este é um grande momento para a indústria musical globalmente porque pode-se ver um grande crescimento. A música vai bem, especialmente na América Latina, onde esse crescimento tem sido celerado […] O Brasil é o maior mercado na América do Sul. Hoje, é o nono mercado musical do mundo, tendo sido verificado um crescimento de 9% nos rendimentos com a indústria musical em 2017”, explicou Deniot.

Grande parte desse crescimento foi movido pelo streaming, que alcançou 49% da participação nas receitas de venda de música no mundo, no ano passado. No Brasil, o aumento da participação foi de 52,4%. Além do aumento das receitas, o streaming abriu portas para hits globais fora dos EUA e Europa, como “Despacito”, de Luis Fonsi e Daddy Yankee.

Sabendo disso, o Midem criou o Programa de Acelerador de Artistas, que completará cinco anos em 2019. “Trata-se de uma competição entre artistas novos que, ao mesmo tempo, é bem mais do que um jogo. Ajudamos os artistas a se projetarem internacionalmente. E contamos com histórias de sucesso, como a do Far From Alaska. No ano passado, tivemos mais de 600 inscrições de 66 países e chegamos a 12 finalistas que tocaram no Midem para altos executivos das grandes gravadoras”, contou Deniot.

O case da banda brasileira Far From Alaska, beneficiada pelo programa em 2016, será analisado na mesa “Desenvolvendo uma carreira internacional: aprendizados do Far From Alaska”, no dia 26, às 16h, durante o evento.

Foto: Koria / Divulgação

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YouTube mais uma vez implora que os usuários se voltem contra o artigo 13

A CEO do YouTube, Susan Wojcicki, chamou a atenção por tentar influenciar os usuários da plataforma a serem contrários ao artigo 13, da Nova Diretiva de Direitos Autorais, e afirmou que seria o fim dos videoclipes. Para garantir a derrota do projeto, o Google, empresa-mãe do YouTube, já gastou mais de US$36 milhões.

Segundo o portal Digital Music News, Susan Wojcicki, CEO do YouTube, resolveu buscar apoio contra a Diretiva de Direitos Autorais Europeia, através de sua própria comunidade de criadores de conteúdo.

Susan Wojcicki contou aos criadores, através de um blogpost, que a Diretiva poderia trazer consequências prejudicando a monetização de criadores e a proibição de conteúdos, como os memes na internet e os videoclipes de música.

Com a aprovação pela União Europeia, a Diretiva de Direitos Autorais foi uma grande vitória para os criadores de conteúdo. No projeto de lei, o artigo 13 define que plataformas como o do YouTube criem filtros para detectar conteúdos que estão fora das determinações de direitos autorais. Para garantir a derrota do projeto, o Google, empresa-mãe do YouTube,  gastou mais de US$36 milhões.

A CEO também citou que a plataforma de vídeo teria dificuldades para licenciar vídeos de músicas, como o hit “Despacito”, um dos videoclipes mais vistos na plataforma. Wojcicki explicou que o clipe possui vários proprietários de direitos autorais, muitas vezes desconhecidos. A plataforma teria que bloquear vários vídeos e nenhuma empresa, “poderia assumir um risco financeiro tão grande”.

De acordo com o Digital Music News, as afirmativas da CEO são um absurdo, pois atualmente, apenas 3,5% de todos os criadores de conteúdo ganham o suficiente para passar a linha de pobreza.

Além disso, a IFPI descobriu que, apesar de ter 1,8 bilhão de visitantes mensais, o YouTube paga à indústria da música menos de US$1 por usuário. Com menos usuários, o Spotify paga cerca de US$ 20. Portanto, o artigo 13 beneficiará os criadores de conteúdos, maiores direitos e remunerações mais justas.

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Luan Santana diz que desistiu de captar verba para turnê via Lei Rouanet

Matéria de VEJA.com

O cantor sertanejo Luan Santana divulgou um comunicado e publicou um vídeo para esclarecer que não usou verba da lei Rouanet em sua turnê.

O cantor Luan Santana, e seu pai e empresário Amarildo Domingos, publicaram um comunicado e um vídeo esclarecendo que não usaram a verba aprovada pela Lei Rouanet em sua turnê “O Nosso Tempo é Hoje – Parte II”.

“Diante das notícias recentemente publicadas na internet e da necessidade de informar a verdade ao público e ao mercado artístico, o cantor esclarece que jamais recebeu qualquer verba pública, nem sequer utilizou qualquer recurso advindo de projeto da Lei Rouanet nas suas atividades”, informou o comunicado.

Segundo o portal Veja, a proposta de captação, elaborada em 2014, por uma agência que gerencia a carreira do artista foi aprovada com 4,1 milhões de reais arrecadados. A verba seria de empresas em troca de renúncia fiscal.

O comunicado, o projeto “assegurava a distribuição gratuita de parte dos ingressos a Associações Assistenciais e Instituições responsáveis por jovens e adultos em áreas periféricas das cidades e também ingressos a preços populares, dentro do limite do Vale Cultura (até R$ 50,00)”.

Além disso, o comunicado afirmou que Luan Santana desistiu da execução do projeto, antes de receber qualquer valor: “Portanto, não é verdadeira a afirmação de que Luan Santana tenha se beneficiado de recursos da chamada Lei Rouanet. Quem afirma isso desconhece os fatos ou age de má-fé.”

 

 

Foto: Luan Santana (Foto/AgNews)

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Novo relatório da CISAC confirma arrecadação US$11 bilhões em royalties e aponta o YouTube como o maior vilão no mercado digital

Matéria de Variety

Apesar do crescimento recorde de US$11 bilhões na arrecadação de direitos autorais para criadores de música, audiovisual, artes visuais, teatro e literatura, a receita no digital continua abaixo do esperado devido ao Value gap – baixas taxas de royalties pagas pelo YouTube, apontou novo relatório da CISAC.

Novo relatório da CISAC – Confederação Internacional de Sociedades de Autores e Compositores – confirma o crescimento das arrecadações de direitos autorais para criadores de música, audiovisual, artes visuais, teatro e literatura. O portal Variety trouxe os números.

As arrecadações alcançaram um recorde de €9,6 bilhões em 2017 (quase US $ 11 bilhões), alta de 6,2% em relação ao ano anterior.

Com relação ao digital, a CiSAC relatou que a arrecadação de direitos autorais obteve a marca de €1 bilhão (US$1,14 bilhão) pela primeira vez.

As coleções digitais quase triplicaram (até 166%) nos últimos cinco anos, impulsionadas pela crescente demanda dos consumidores, principalmente pelos serviços de streaming de vídeo.

Os direitos autorais de música cresceram 6,0%, acumulando €8,3 bilhões. Também houve crescimento no digital, com arrecadação de €1 bilhão pela primeira vez.

O número de obras digitais atingiu 1,27 bilhão de euros, entretanto a CISAC apontou que a receita continua abaixo do esperado devido ao value gap – baixas taxas de royalties pagas pelo YouTube, a plataforma mais popular do mundo de streaming.

“Apenas 13% dos royalties dos criadores provêm de fontes digitais (acima de 11%), um reflexo do descompasso entre o volume de trabalho criativo disponibilizado por canais digitais e os valores devolvidos aos criadores”, afirmou o relatório sobre o value gap.

É o quinto ano consecutivo de crescimento global para os criadores e o primeiro a ver aumentos em todas as obras.

Houve aumento na arrecadação para TV e rádio, o que sugere que as crescentes receitas digitais não estão canibalizando os mercados mais tradicionais.

O presidente da CISAC e veterano músico eletrônico Jean-Michel Jarre (foto) disse que a CISAC está em uma batalha pelo futuro de mais de 4 milhões de criadores em todo o mundo: “A Europa já reconheceu que é hora de mudar: não é aceitável que a lei proteja os grandes monopólios tecnológicos e sustente uma injustiça sistêmica para os criadores. Agora há uma mensagem para chegar ao resto do mundo: é hora de outros governos se sentarem e seguirem”, afirmou Jarre.

 

Foto: HUGO MARIE/EPA/REX/SHUTTERSTOCK

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Sorocaba alerta sobre prática antiética nos serviços de streaming.

Matéria de Valor Econômico

Em evento, Sorocaba, da dupla Fernando & Sorocaba, falou sobre a carreira, o sucesso nos negócios e alertou os artistas sobre uma prática antiética: a venda de posições de músicas nas paradas das plataformas de streaming: “Dá para comprar posições no Spotify, visualizações no YouTube, inscritos em canais de um jeito que se perde a realidade do negócio.”, afirmou o cantor.

Sorocaba, da dupla Fernando & Sorocaba, faz sucesso tanto na música quanto em seus negócios. Por isso, foi convidado para falar sobre sua carreira e negócios para o Valor Econômico, durante o “À Mesa com o Valor”, em São Paulo.

Durante a entrevista, Sorocaba alertou os artistas sobre algumas práticas antiéticas que estão acontecendo nos serviços de streaming.  

O cantor afirmou que foi procurado por uma pessoa que vendia por R$35 mil “a liderança no Spotify”. Um vendedor afirmou que um cantor estava tendo sucesso com a prática:

 “Uma de suas músicas estava na posição 27, tendo sido ouvida por 200 mil pessoas. O vendedor prometia conseguir mais 200 mil audições, graças a “bots”. Quando Sorocaba duvidou de que alguns cantores em posições no topo haviam chegado lá por esse método, o vendedor falou quem estaria na liderança na semana seguinte. E de fato aconteceu, diz: o artista em questão bateu na primeira posição e ficou algumas semanas no top 10”, contou o Valor Econômico.

“O mercado está tão promíscuo que é difícil fazer leituras até no digital”, disse Sorocaba. “Dá para comprar posições no Spotify, visualizações no YouTube, inscritos em canais de um jeito que se perde a realidade do negócio.”, explicou o sertanejo.

Segundo o Valor Econômico não há leis que proíbam a prática. Sorocaba não aceitou a proposta da qual considerou ser pouco ética. “Já, já, vai estourar uma bomba disso”, afirmou.

Procurados pelo portal, tanto o Spotify e YouTube não comentaram sobre o episódio, porém responderam sobre a prática.

 “Possuímos diversas medidas para detectar esse tipo de ação em nosso sistema, monitorando o consumo no serviço para investigar, analisar e lidar com essa atividade inaceitável na indústria musical. Continuamos investindo pesado no aprimoramento desses processos e na melhoria dos métodos de detecção e remoção dessas atividades, reduzindo o impacto em produtores de conteúdo que são legítimos, além de detentores de direitos e nossos milhões de usuários”, afirmou a assessoria do Spotify.

“Qualquer ação que aumente de maneira artificial o número de visualizações, marcações com ‘Gostei’, comentários ou outras métricas, seja por meio do uso de sistemas automáticos ou da reprodução de vídeos a espectadores que não querem vê-lo, é contrária aos nossos termos.”, comentou o Google, empresa-mãe do youtube.  

Atualmente, o valor arrecadado por um artista pela execução de músicas nas plataformas de streaming ainda é pouco. “É preciso tocar muito para viver só de streaming”, explicou o portal. Porém, estar no topo das paradas das plataformas garante uma maior visibilidade, pois um artista pode ganhar posições em várias outras playlists, aumentando o número de contratos e negócios da música.

“‘Bot’ não vai a show e não compra produtos, mas ajuda a colocar o artista num outro patamar.”, afirmou Sorocaba que chegou a se tornar o maior arrecadador do Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad) por anos.

Foto: Ana Paula Paiva/Valor

 

 

 

 

 

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Mia Nygren do Spotify sobre o mercado de maior crescimento do Streaming: a América Latina

Matéria de Billboard

“A América Latina está superando o crescimento de todas as outras regiões do mundo”, contou Mia Nygren, chefe de negócios do Spotify na América Latina, ao portal da Billboard internacional. Na entrevista, ela falou sobre alguns de seus desafios: precificar assinaturas de streaming em economias com alta inflação, e ter que encontrar maneiras para que a população “sem banco” da região – aqueles sem contas bancárias – se inscrevam sem um cartão de crédito.

Mia Nygren, 45 anos, chefe de negócios do Spotify na América Latina, foi entrevistada pelo portal da Billboard internacional.

“Sou responsável pelos usuários ativos mensais que temos na região da América Latina e com a rapidez com que crescemos”, falou Nygren sobre sua missão no Spotify.

Essa não é uma tarefa fácil, uma vez que 21% dos 180 milhões de usuários globais do Spotify são latino-americanos, um número que não inclui usuários ou usuários latinos dos EUA na Espanha.

Nygren possui vários desafios, entre eles descobrir como precificar assinaturas de streaming em economias com alta inflação. Ela também precisa encontrar maneiras para que a população “sem banco” da região – aqueles sem contas bancárias – se inscrevam sem um cartão de crédito.

“A América Latina está superando o crescimento de todas as outras regiões do mundo”, afirmou a sueca que viveu na Espanha e no Brasil e hoje possui um leve sotaque, embora gramaticalmente perfeito, espanhol e fluente português.

Nygren fundou a Mobile Hits, uma empresa que vendia conteúdo musical para telefones celulares. Depois de um período na Universal Music, conseguiu um emprego em 2011, como chefe de desenvolvimento de negócios do Spotify, na Europa, e fez a transição para a América Latina em 2013.

Casada com um espanhol e mãe de dois, assumiu seu papel atual em 2015 e se mudou para Miami em 2016, onde o número de funcionários em seu escritório passou de cinco para quase 30.

“Eu vim com uma enorme autoconfiança, mas não esperava que crescesse tão rápido e a adoção fosse tão rápida”, contou Nygren, acrescentando que as equipes no México, São Paulo, Rio de Janeiro e Buenos Aires também aumentaram: de sessenta para oitenta e cinco, incluindo oito editores de listas de reprodução em toda a região.

Na entrevista Nygren falou sobre como conseguiu sucesso no crescimento de margens. Para ela, muitos fatores como o aumento do consumo de smartphones e a “inclusão financeira” contribuíram para o crescimento: “Há mais pessoas na região que podem acessar e pagar pelo Spotify porque desenvolvemos muitas opções de pagamento, [embora] a América Latina seja bastante sem cobertura bancária. Temos diferentes opções de pagamento, como cartões de crédito, débito e dinheiro através de vales ou cartões de presente”.

“É muito importante para o Spotify democratizar o acesso à música e, através de uma ampla oferta de métodos de pagamento, permitir o acesso a uma quantidade maior de pessoas”, afirmou a sueca.

Outro assunto importante mencionado na entrevista foi o diferencial do mercado latino-americano:

“O usuário latino-americano é altamente engajado e a região é tremendamente diversificada [em termos de música]. O som e o talento sempre foram incríveis. Isso não é novidade. O que é novo é uma plataforma como a nossa permite que a região fique completamente sem fronteiras em seu consumo”, afirmou Nygren.

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ESTUDO SOBRE DISTORÇÕES DA ERA DO STREAMING AGORA EM PORTUGUÊS

“Grandes gravadoras recebem até 97% das receitas que fluem de streaming para todos os titulares de direitos musicais, deixando apenas 3% para serem divididos entre compositores, editores de música, outros titulares e administradores”. Conheça o “Estudo sobre compensação justa para criadores de música na era digital”.

O estudo apresentado pelo economista Pierre-É. Lalonde, “Estudo sobre compensação justa para criadores de música na era digital”, evidencia como a remuneração para criadores de música na era digital ainda é feita de forma injusta.

Apresentado em outubro de 2014, nos Estados Unidos e elaborado pelo Conselho Internacional de Autores de Música (Ciam), o estudo de Lalonde mostra dados relevantes:

“Grandes gravadoras recebem até 97% das receitas que fluem de streaming para todos os titulares de direitos musicais, deixando apenas 3% para serem divididos entre compositores, editores de música, outros titulares e administradores”, afirma o estudo.

Por uma iniciativa da UBC- União Brasileira de Compositores – agora é possível ter acesso ao estudo com tradução em português.

Segundo o portal da UBC, Lalonde “foi um dos primeiros a denunciar o valor de pouco mais de US$ 0,001 por taxa de transmissão pago por serviços como Spotify a intérpretes, com cifras ainda menores para compositores”.

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