Matéria de Blog Social 1

O portal Social1 entrevistou a cantora e compositora Vanessa da Mata que está experimentando novas maneiras de lançar suas músicas através das plataformas digitais: “O que eu posso dizer é que ‘tô’ entrando nessa fase digital e adorando, porque é um lugar onde o artista é valorizado. Ainda paga muito pouco, mas acho que, num futuro próximo, será melhor para o artista sobreviver”.

Durante a entrevista ao Social1, Vanessa da Mata revelou que ainda está se acostumando com os novos meios de divulgar sua música. A cantora contou que sua maior dificuldade foi se desapegar do álbum. Ela lançou recentemente , “Mais Uma de Amor”, uma regravação de Lulu Santos.

“Tive uma crise gigantesca, porque sou apegada a álbum, sou apegada a fases que se juntam e fazem com que um álbum aconteça; a conceitos de um período de vida colocados ali naquele espaço, e acho que isso tem tudo a ver com obra”, revelou Da Mata.

Entretanto a cantora sabe que é preciso acompanhar as mudanças: “Ao mesmo tempo, eu tenho um lado aquariano que ‘tá’ pedindo essa nova maneira de divulgação, porque também é muito legal, faz com que a pessoa preste atenção numa música só – quando, num álbum inteiro, a gente pula. Por outro lado, a tradicionalista dentro de mim fica sentindo muita falta [do álbum]”. Segundo o portal, Vanessa da Mata irá divulgar uma música a cada 45 dias.

Neste ano, Vanessa da Mata divulgou sua turnê Caixinha de Música [o show de agora] nos Estados Unidos, Portugal e em Londres. Ela saiu da Sony Music, gravadora desde o começo de sua carreira e agora está na Altafonte “experimentando essa nova onda, de aproveitar o digital e as plataformas”, contou a cantora.

Da mata contou que agora está mais independente: “A Altafonte, [é] uma agência digital onde o artista tem 80% do valor do seu trabalho, e não o contrário. É algo novo, voltado a valorizar o trabalho do artista. Eu tenho convites para outras gravadoras, mas acho maravilhoso isso de ser o contrário do que as gravadoras oferecem, que é 80% para elas”.

“Se vai pra rádio, sou eu quem tenho de divulgar, pagar, trocar… Ainda ‘tô’ aprendendo com tudo isso, mas é uma sacada de mercado que acho muito bem-vinda, porque é inteligente, rápida e não faz sujeira. A música é espacial, invisível. Você, infelizmente, não tem aquele encarte – e eu adoro papel -, mas você tem mais árvores, e ‘tá’ tudo certo. Daqui a pouco eles vão desenvolver uma maneira melhor de ter encartes incríveis, com fotografias incríveis, nomes de todos os músicos, detalhes…”, disse Da Mata.

“O que eu posso dizer é que ‘tô’ entrando nessa fase digital e adorando, porque é um lugar onde o artista é valorizado. Ainda paga muito pouco, mas acho que, num futuro próximo, será melhor para o artista sobreviver. A gente não tem que trabalhar pra gravadora. É o contrário. A música é o que surge primeiro nisso tudo. É por causa da música que tem um cantor, compositor, arranjador, os músicos em torno, toda uma equipe que monta show, a pessoa que vende ingressos, a pessoa que faz o marketing… Tudo por causa da música, e não o contrário. É da música que brota todos esses empregos e toda a beleza. A música é desbravadora, levando sensações e poesia, e não o contrário. A indústria vem depois da música”, disse da Mata sobre as mudanças na industria da música perante ao streaming de música.

 

Foto:  Foto: Dayvison Nunes / JC Imagem

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